Sexta-feira, 25 de Setembro de 2020
ECONOMIA REAQUECENDO

Apesar da crise gerada pela pandemia, setor imobiliário cresce 25%

Mercado imobiliário faturou R$ 426 milhões no primeiro semestre deste ano contra  R$ 342 milhões do mesmo período de 2019



zMH0305-002_p01_DB9D3B44-D93D-412C-8F8B-EBF2CBB5562F.jpg Foto: Junio Matos
05/08/2020 às 08:36

Mesmo com a crise do causada pelo novo coronavírus o mercado imobiliário no Amazonas registrou  alta de 25%, cerca de R$ 426 milhões, nas vendas do primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o segmento arrecadou R$ 342 milhões entre os meses janeiro e junho.

O desempenho positivo foi uma surpresa para a Associação das Empresas de Mercado Imobiliário do Amazonas (Ademi-AM) que divulgou os dados do setor durante a primeira reunião presencial com os associados, após a fase mais crítica da pandemia, na manhã de ontem.



Para o diretor da associação, Henrique Medina, a compra de imóveis foi uma fuga para aqueles que quiseram investir sem correr grandes riscos, já que as taxas de juros estão em queda. Além disso, a pandemia mostrou para a população a  necessidade de adquirir locais mais amplos para convivência familiar e isso favoreceu a busca da população por casas e terrenos.

“O investimento em um imóvel hoje é muito seguro, as taxas de juros são bastante convidativas e bastante baixas e isso incentiva o cliente a tirar o dinheiro dele que eventualmente está em uma poupança ou está em algum tipo de investimento no banco para investir em algo seguro”, afirmou o diretor sobre as vendas.

A fim de garantir o prosseguimento das obras, a associação organizou junto ao governo do Estado  uma série de protocolos para reduzir os riscos de contaminação dos funcionários pela covid-19, que foram a base para os trabalhos das construtoras, que não pararam durante o fechamento dos serviços não-essenciais.

Tudo on-line

Medina destacou também que a adequação das imobiliárias a realidade da pandemia facilitou as vendas por meio dos ambientes virtuais, inclusive com a realização de feirões colaboraram para a rápida recuperação dos números que tiveram a maior baixa em abril (R$ 61,4 milhões), mas que gradualmente foram ganhando fôlego, registrando R$ 114 milhões em vendas no mês de junho, uma retomada de 53% entre os meses da crise sanitária.

Os bairros que apresentaram a maior quantidade de unidades vendidas no segundo trimestre foram: Lírio do Vale (162), Cidade Nova  (120), Alvorada (119), Da Paz (113), Parque Mosaico (104) e Tarumã  (94), juntos as localizaram totalizaram mais de 61%.

O grande desafio agora será a criação de novos empreendimentos, já que no primeiro semestre apenas dois lançamentos foram concretizados e o número de unidades está reduzido. Caso a procura por imóveis permaneça no mesmo ritmo, as propriedades pertencentes ao programa federal Minha Casa Minha Vida, por exemplo, terão estoque somente para os próximos cinco meses.

Padrões

O padrão econômico permanece entre o preferido dos amazonenses nos primeiros seis meses de 2020 foram negociadas 752 unidades, seguidos pelos padrões verticais (194), horizontais (44) e comerciais (5).

 

A Ademi-AM projeta que o setor deve arrecadar até o final de  2020, R$ 1 bilhão,  um crescimento de 23% em comparação ao que o mercado imobiliário vendeu no ano passado, R$ 814 milhões.

Emissão de licença preocupa

Boa parte dos entraves para a construção de novas propriedades, de acordo com o presidente da Ademi-AM, Albano Maximo, é por conta das dificuldades de licenciamentos necessários para dar início as obras. Para ele, falta mão-de-obra para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) dar vazão aos pedidos de licenças ambientais.

“O nosso problema hoje é que nós não conseguimos lançar mais. Então a quantidade de produto está se esgotando e vamos chegar ao ponto que não conseguiremos vender. Não é uma crise de demanda é uma crise de oferta”, enfatizou Albano.

Ao lembrar dos números do setor na pandemia o presidente destacou a importância das ações da Caixa Econômica Federal, realizando a medição dos imóveis pela internet, a fim de facilitar as aprovações de financiamentos e o apoio o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), na concessão de licenças ambientais,  foram cruciais para  melhoria do ambiente de negócios.

Em números

426 milhões de reais foi o valor das vendas de imóveis de janeiro a junho em Manaus, segundo   a Ademi-AM, um aumento de 25% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o segmento arrecadou R$ 342 milhões entre nos primeiros seis meses.  Lírio do Vale (162), Cidade Nova  (120), Alvorada (119), Da Paz (113), Parque Mosaico (104) e Tarumã  (94) foram os bairros que mais registraram vendas de imóveis.

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