Sábado, 16 de Outubro de 2021
Venda

Após Reman, Petrobrás vende empresa subsidiária dona de duas usinas térmicas no Amazonas

O valor da venda é de R$ 304 milhões. Breitener Tambaqui S.A. e a Breitener Jaraqui S.A. são proprietárias das termelétricas Tambaqui e Jaraqui, em Manaus



tambaqui_36F09385-C76E-464B-9C23-28867B001D85.jpg Foto: Reprodução
30/08/2021 às 13:38

Depois de anunciar a venda da refinaria Isaac Sabbá, única que atende os estados do Norte do País, a Petrobrás informou que vendeu na última sexta-feira (27) uma empresa subsidiária dona de duas usinas térmicas no Amazonas.

A empresa estatal se desfez da totalidade de sua participação acionária de 93,7% na Breitener, localizada no Estado, para a Ceiba Energy LP. O processo de venda começou no primeiro semestre do ano passado.

A Breitener Tambaqui S.A. e a Breitener Jaraqui S.A. são proprietárias das termelétricas Tambaqui e Jaraqui, localizadas em Manaus, com capacidade instalada de 155,8 MW e 156,7 MW, respectivamente.

O valor da venda é de R$ 304 milhões, sendo R$ 251 milhões a serem pagos em seu fechamento, sujeito aos ajustes previstos no contrato, e R$ 53 milhões em pagamento atrelado à remuneração futura da Breitener na venda de energia.

Segundo nota da Petrobrás, a equipe de gestão da Ceiba Energy, fundada em 2015, possui um conhecimento profundo dos mercados e ativos de energia da América Latina. A equipe reúne mais de 80 anos de experiência em geração de energia e infraestrutura energética na América Latina e em mercados emergentes.

Na última quinta-feira (25), a Petrobrás vendeu por US$ 189,5 milhões (R$ 994,15 milhões) a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), localizada em Manaus, para o Grupo Atem. A refinaria foi a segunda dentre as oito que estão em processo de venda a ter o contrato assinado.

No fim de semana, A CRÍTICA mostrou que especialistas consultados pela reportagem divergem sobre os supostos benefícios da venda da Reman.

Segundo os entrevistados, a venda da refinaria representa a saída de um monopólio público para um privado. Segundo a economista Denise Kassama, ao vender a refinaria da estatal para um grupo privado, “criou-se um monopólio no refino de petróleo na região”.

"Todas as bandeiras de distribuidoras estarão sujeitas aos preços e condições dos donos da refinaria, que também são donos de distribuidoras. Isso torna a concorrência, no mínimo, questionável. Cabe lembrar que é função do Estado promover o bem estar da sua população, fazendo isso mediante a oferta de serviços em sua estrutura organizacional e empresas públicas’, explicou.

A formação de um monopólio privado é afastada pelo diretor de operações da Petrobrás, Roberto Ardenghy. De acordo com ele, a possibilidade de compra de combustíveis de mercados internacionais não deve permitir que haja a concentração do mercado de refino na região Norte devido à proximidade com grandes exportadores na região do Golfo do México.




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