Domingo, 16 de Maio de 2021
Declaração

Após ser declarado 'parcial', Moro defende condenação de Lula

Moro defendeu nesta quarta-feira sua atuação à frente da Operação Lava Jato, um dia após o STF ter declarado que ele agiu com parcialidade ao condenar o ex-presidente Lula



Sergio-Moro-2.jul_.2019-868x644_B3519BF3-2ABA-455A-ACF7-A275DD76FB4A.jpeg Foto: Reprodução/Internet
News thumb afp d084093c bf21 4ede 853c 0cfb6068260d AFP
24/03/2021 às 16:23


O ex-juiz Sergio Moro defendeu nesta quarta-feira (24) sua atuação à frente da Operação Lava Jato, um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado que ele agiu com parcialidade ao condenar o ex-presidente Lula.


"Apesar da decisão da segunda turma do STF, tenho absoluta tranquilidade em relação aos acertos das minhas decisões, todas fundamentadas nos processos judiciais, inclusive quanto àqueles que tinham como acusado o ex-presidente", declarou Moro, ministro da Justiça entre 2019 e 2020, no governo de Jair Bolsonaro. "Todos os acusados foram tratados com o devido respeito, imparcialidade, e sem qualquer animosidade da minha parte, como juiz do caso", assinalou.




Moro dirigiu a Operação Lava Jato como juiz de primeira instância em Curitiba. A 2ª Turma do STF determinou ontem, por 3 votos a 2, que ele agiu com parcialidade quando condenou Lula a nove anos e meio de prisão como beneficiário de um triplex no litoral paulista em troca de contratos outorgados a uma construtora pela Petrobras.


Em 2017, Moro proferiu contra Lula uma sentença de nove anos e meio de prisão, aumentada para 12 anos e um mês em janeiro de 2018 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de segunda instância, e reduzida, depois, a oito anos e 10 meses em 2019, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lula, 75, ficou preso por esse caso de abril de 2018 a novembro de 2019.


A decisão do STF obriga o tribunal que for tratar o assunto a iniciar a instrução do zero, com todos os interrogatórios. Analistas questionavam hoje o impacto da mesma em outras sentenças da Lava Jato.


"O Brasil não pode retroceder e destruir o passado recente de combate à corrupção e impunidade, pelo qual foi elogiado internacionalmente", assinalou Moro.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.