POLÍTICA

De saída do PL, Marcelo Ramos vai acionar TSE para não perder mandato

Vice-presidente da Câmara dos Deputados anunciou que vai entrar com um pedido de desfiliação por justa causa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Jefferson Ramos
07/12/2021 às 18:48.
Atualizado em 08/03/2022 às 19:53

(Foto: Reprodução/Internet)

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos anunciou que vai entrar com um pedido de desfiliação por justa causa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar correr o risco  de perder o mandato eletivo ao sair do Partido Liberal (PL) por causa da filiação do presidente Jair Bolsonaro.

Em carta de desfiliação, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, se compromete em não recorrer ao TSE para questionar o mandato de Ramos por infidelidade partidária. Costa Neto também se comprometeu em permitir a continuidade de Marcelo Ramos na vice-presidência até o término do biênio.

“Se eu tiver uma Medida Cautelar, eu já adianto a minha desfiliação. Caso contrário, vou precisar esperar o período de janela partidária diante que a renúncia do partido não vincula a renúncia do suplente ou a renúncia do Ministério Público (Eleitoral) de fazer o pedido de mandato. Nessa etapa, é o anúncio da minha decisão de me desfiliar do PL, o momento da filiação ainda depende de uma medida posterior que é a medida relacionada ao ajuizamento de Ação Declaratória de Justa Causa”, anunciou o parlamentar durante coletiva em Brasília.

Pressionado por jornalistas, Ramos não quis revelar o nome da sigla que vai integrar quando deixar o PL. No entanto, disse que vai se filiar a um partido de perfil "independente". “Na certeza de que não sairia de um partido por conta do presidente Bolsonaro para ir para um partido da base do presidente Bolsonaro”. 

Ramos acrescentou que apesar de discordar de Bolsonaro vai continuar votando com o governo nas pautas que achar importantes para o País. “Meu mandato segue independente que ora vai votar com o governo, ora contra e que entende que o presidente Bolsonaro não é o melhor para o futuro do País”. 

O amazonense esclareceu que o episódio da votação do fundo partidária de R$ 5,7 bilhões gota d'água para o relacionamento institucional entre ele e Bolsonaro azedar, mas a fome, o desemprego e a inflação pesam mais na balança, para segundo o deputado, não estar no palanque de Bolsonaro em 2022. 

De acordo com Ramos, apesar de ainda não sair do partido, a decisão de Waldemar de liberá-lo já têm consequências e vai esvaziar artifícios usados por ele enquanto vice-presidente.

“Não vou poder mais usar o tempo de liderança  do PL. Não vou orientar (votação de parlamentares) pelo PL, a despeito de eu ainda estar no partido. Acho que é uma questão de lealdade com um partido que foi leal comigo até a decisão da minha saída”, comentou. 

Ramos afirmou que o panorama político do Amazonas foi determinante para a sua decisão de sair do PL. Com a ida do presidente Bolsonaro para a sigla, o ex-superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Alfredo Menezes, também se filiou ao partido comandado no estado pelo ex-senador Alfredo Nascimento. 

Menezes é um ferrenho crítico de Ramos. Na época em que presidiu a autarquia federal, Menezes foi alvo de denúncias de licitação dirigida por Marcelo Ramos.

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