Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
DEFESA ESPECIALIZADA

Defesa de Sotero será feita por advogados do Sul especializados em defender policiais

Grupo do Paraná vai atuar para sustentar a tese de que Gustavo Sotero matou o advogado Wilson de Lima em legítima defesa. Crime ocorreu em novembro de 2017, no Porão do Alemão



WhatsApp_Image_2019-10-28_at_19.41.28_40E9A2F2-76C3-4381-BB53-C9AA58927858.jpeg Foto: Junio Matos/Freelancer
28/10/2019 às 19:50

Legítima defesa é a tese principal que os advogados de defesa do delegado Gustavo Sotero vão defender no julgamento desta terça-feira (29), conforme o advogado de defesa Cláudio Dalledone, especializado em defender policiais. Na tarde desta segunda-feira (28), Dalledone recebeu a imprensa e deu uma prévia de como vai trabalhar para tentar absolver o cliente, acusado de matar a tiros o advogado Wilson de Lima no Porão do Alemão, em novembro de 2017.

Para o júri popular, Dalledone – que é dono de um escritório de advocacia especializada em casos envolvendo policiais – trouxe mais quatro advogados e a renomada perita criminal Seção de Crimes Contra a Pessoa (morte violenta), também do Paraná, Jussara Joeckel. Além do homícidio de Wilson de Lima, Sotero também responde por tentativa de homicídio contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira (esposa do advogado morto), Maurício Carvalho Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza, também baleados na casa noturna no dia 27 de novembro de 2017.



Gustavo Sotero está preso há quase dois anos. Segundo o Dalledone, o delegado está sendo pressionado por um grupo de advogados para que nenhuma garantia lhe seja dada. “É uma verdadeira força-tarefa de poderosos advogados que assumem uma saga acusatória contra um delegado de polícia honrado, cidadão e pai de família, contra o filho de uma costureira do Ceará”, disse.

Dalledone destacou que ele e a sua equipe estão preparados para debater com tranqüilidade, conforme as provas produzidas no processo, sustentando a mesma versão que Sotero deu quando se entregou à polícia: a de que ele agiu em legítima defesa. De acordo com ele, as imagens feitas pelas câmeras de segurança da casa noturna mostram claramente que a ação do delegado foi em defesa de si.

“O meu cliente foi espancado, esmurrado, agredido e no final de entregou à polícia e desde o início, ainda na delegacia, disse aos policiais que a sua reação foi em legítima defesa, pois não sabia o porquê estava sendo agredido. Naquele dia, Sotero não sabia que Wilson era pai de três filhos, que ele era advogado e que tinha essas poderosas ligações com a política local”, contou.

Conforme Dalledone, o que Sotero viu naquele momento foi um indivíduo que, imaginando que a esposa estava sendo cortejada, optou por dar um soco no olho do delegado. “Essas questões serão debatidas e o senso comum chegará a um veredicto. [No dia do crime] Ele se identifica como sendo da polícia, saca a sua arma e recebe mais um ataque. Os tiros são disparados”, narrou Dalledone.

Para Dalledone, não existe juízo de certezas absolutas e, diante do tribunal popular, as provas apresentadas pela acusação serão contestadas. É com esse objetivo que a defesa levará a perita criminal do Paraná Jussara Joeckel. Ela deve contestar os laudos, impressões e opiniões mostradas pelo perito Ricardo Molina, que analisou as circunstâncias do caso em desfavor de Sotero.

Durante os três dias, Jussara defesa do delegado vão trabalhar para tentar provar a suposta “saga acusatória” feita pela Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) contra Gustavo Sotero.

Repórter de A Crítica

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