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Cotidiano
Entrevista

Gol anuncia ampliação de voos do Amazonas para outros estados a partir de maio

Vice-presidente da empresa destaca novidades como maior número de voos e serviços diferenciados. Em Manaus, empresa contabiliza ao menos 480 mil clientes 09/04/2018 às 08:45 - Atualizado em 10/04/2018 às 09:45
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Vice-presidente de vendas e marketing da GOL, Eduardo Bernardes, anuncia novidades da companhia (Foto: Arquivo pessoal/Gol)
Rebeca Mota Manaus (AM)

O mercado da aviação civil no Brasil é desafiante, dado o tamanho continental do País, as distâncias regionais e o custo operacional. Fundada em 2001 com o intuito de democratizar o acesso dos brasileiros às viagens, a Gol Linhas Aéreas foi crescendo e ganhando a preferência do consumidor, ao modernizar seus serviços e melhorar sua atuação. 

Hoje, a Gol planeja voos mais altos em um momento de melhora na economia e ampliação de sua malha aérea. Em entrevista para o Portal A Crítica, o vice-presidente de vendas e marketing da GOL, Eduardo Bernardes, destaca anúncios inovadores, como a adoção do check-in em selfie, a implantação em 86 aeronaves de WI-FI e entretenimento com a TV digital ao vivo. E também revela que terá voos regulares para Miami, Orlando, Amsterdã e Paris. Confira!

A Gol selou essa parceria com a Air France para voos em Amsterdã e Paris. Haverá crescimento na empresa a partir de agora?

Este crescimento da Gol já aconteceu a partir do mês de maio com voos extras que conecte Manaus com nosso hub de Fortaleza. E no caso específico de Manaus nós passamos a oferecer dois voos diários entre Manaus e Fortaleza. Sendo que um destes voos está totalmente conectado em parceria com Air France. Nosso outro voo é para os Estados Unidos que vai permitir voos para Flórida e Orlando. Se formos comparar o ano de 2017 com o que está planejado para 2018. Nós vamos ter um aumento de ofertas em termos de assentos na ordem de 46%. 

Para o consumidor comprar passagens aéreas mais econômicas com quantos meses de antecipação ele deve fazê-lo?

Quanto maior a antecedência menor são os preços. Quem viaja a lazer consegue se programar com maior antecedência. No caso de voos domésticos essa antecedência gira na ordem de 40 a 45 dias. O que viaja a negócios ele consegue menos tempo para se programar. Dentro de um período de 90 a 120 dias as tarifas tendem ser mais acessíveis e é quando os assentos promocionais estão mais disponíveis. 

Quais os desafios e dificuldades de operar no Brasil? 

No ano de 2017 a indústria de transporte aéreo voltou a crescer em relação a anos anteriores. E os dois primeiros meses já apontam para um crescimento como um todo. Aqui na Gol o nosso principal objetivo é que o transporte aéreo possa crescer tanto em viagem como de negócios. O lazer é impactado pela taxa de emprego e temos evolução nessa parte de empregabilidade. E isso faz com que mais viagens possam acontecer. O nosso desafio é buscar esse cliente oferecendo um produto de qualidade com pontualidade, com segurança, com investimentos em produtos e serviços e contribuir para este crescimento. Temos que buscar maneiras criativas de se manter neste mercado. 

Qual a avaliação que a empresa faz hoje em face à concorrência? 

Dados de 2017 mostram que a Gol é a maior companhia aérea do Brasil tanto em números de passageiros transportados, quanto em número de RPK que é uma medição da indústria que é passageiro por quilômetros transportados. Market share 36%. Nós transportamos mais 32,5 milhões. Fomos a companhia mais pontual pelo o quinto ano consecutivo. Fomos reconhecidos pelos órgãos de defesa do consumidor pela a forma como nós tratamos os clientes. Recebemos o reconhecimento da Anac pela a eficiência no sistema operacional. Somos a companhia com o menor índice de reclamação. A cada 100 mil pessoas que embarcam com Gol sete fazem reclamação. Das 120 aeronaves 86 que já estão equipadas com WI-FI. Também oferecemos entretenimento que é a TV digital ao vivo. Até o final de agosto vamos ter todas as aeronaves equipadas. Todas sem custo adicional. Investimos no check-in e ele pode fazer isso com uma selfie. E segundo a Anac somos a empresa que oferece o maior número de assentos com mais espaço.

Desde a crise de 2015, o que a empresa conseguiu superar em serviço?

Fizemos ajustes no tamanho da Gol nesses anos de processos econômicos mais difíceis. Nós entendemos que estes ajustes foram importantes para conseguir chegar nessa etapa com condições de seguir investindo. Mas ainda trabalhamos para transformar o transporte de mercado doméstico brasileiro de 100 milhões de viagens para 200 milhões nos próximos cinco anos.

Em Manaus como está este mercado? 

Somos a maior empresa quando falamos neste mercado. Só em Manaus, por exemplo, nós embarcamos 480 mil clientes. 

Há possibilidade de haver mais voos diretos partindo de Manaus?

A partir de maio, nós vamos passar de 3 para 7 voos semanais a nossa operação de Rio Branco a Manaus. Também estamos aumentando de Manaus a Rio de Janeiro vamos adicionar mais voo por um dia e no total vamos ter 14 decolagens. Começa a partir de maio entre Manaus e Santarém, temos um voo diário hoje, agora vamos passar para a nossa segunda operação noturna. A partir de maio, vamos ter pelo menos 90 decolagens por semana de Manaus. E nove destinos com voos diretos. 

Em relação ao voos internacionais, pode contar sobre os projetos?

Através do hub em Fortaleza a nossa ideia é fortalecer a conexão entre os estados da região Norte com resto do País, Nordeste e permitindo que os nossos clientes entrem neste mercado internacional. Ele vai conseguir fazer voos para Orlando e Miami. E a outra novidade para ir a Paris e Amsterdã. 

O que impacta nos custos das passagens da Gol? 

O principal item nos custos da Gol é o combustível. E dependendo do período é uma commodite que tem variações sazonais de maneira sistemática tanto para cima como para baixo. E é algo que representa em 32 a 39% dos custos totais da Gol.  Em 2017 este custo representou 35%. Também temos despesas com aluguel e financiamentos de aeronaves.  Despesas de tarifas aeroportuárias e mão de obra. 

Segundo a Anac, a bagagem paga não reduziu o preço da passagem aérea no segundo semestre de 2017. O que a Gol está fazendo neste momento?

Eu posso afirmar com a máxima precisão de que todos os consumidores que compraram na Gol e aceitaram não comprar a bagagem, pagaram por passagens com preços inferiores aos que compraram e quiseram levar a bagagem. A franquia da bagagem da Gol gira em torno de R$ 45. É mais econômica do que aquele que compra a passagem com a franquia de bagagem.  Não é possível que as pessoas que tenham acesso a bagagem conclua que não houve redução. O que existe sazonalidade, por exemplo, comparar dezembro com abril. Para concluir este processo precisa um pouco mais de tempo. A Gol tem convicção e certeza e capacidade de provar que a cliente que vai viajar sem bagagem ele vai pagar menos.

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