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Cotidiano
INVESTIGAÇÃO

Ex-secretários presos na operação ‘Custo Político’ vão para centro de detenção

Ex-titulares da Susam, da Casa Civil e da Sead, do governo Melo, presos pela PF, foram encaminhados para o presídio 14/12/2017 às 22:24 - Atualizado em 15/12/2017 às 07:01
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Ex-secretário Evandro Melo é um dos ex-gestores encaminhados ao Centro de Detenção Provisória Masculino II. Foto: Arquivo AC
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Cinco presos da operação Custo Político, deflagrada na última quarta-feira pela Polícia Federal (PF), já estão no Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II) localizado no Km 08 da BR-174, de acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Os ex-secretários de Administração e Saúde, Evandro Melo e Wilson Alecrim, tiveram o mandado de prisão preventiva cumpridos. O ex-chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, e dois servidores comissionados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), José Duarte Filho e Isaac Ezaguy estão presos temporariamente pelo prazo de cinco dias, podendo ser estendido por mais cinco.

De acordo com a PF, os presos foram encaminhados para o Centro de Recebimento e Triagem (CRT) e o Sistema Prisional os encaminharia para o local onde ficariam acautelados. A Polícia também explicou que ainda não foram colhidos todos os depoimentos.

O ex-secretário da Susam Pedro Elias, que está em São Paulo,  ainda não tem previsão de ser trazido para Manaus, segundo o delegado da PF e responsável pelas investigações da operação, Alexandre Teixeira.

O médico e empresário Mouhamad Moustafa, que foi acusado de comandar o esquema de desvios da Saúde, foi conduzido ontem à tarde para audiência de custódia e, posteriomente, encaminhado para o CRT, segundo a Polícia Federal.

A advogada e empresária Priscila Marcolino Coutinho, também acusada de participar do esquema, teve a prisão temporária decretada na última quarta-feira.

Investigação

A operação Custo Político tem o foco nos crimes de corrupção passiva e corrupção ativa, uma vez que é um desmembramento da Maus Caminhos, desencadeada em setembro do ano passado para investigar os desvios de mais de R$ 110 milhões na Saúde do Amazonas.

O primeiro escalão das pastas de Saúde, Administração, Casa Civil do governador cassado José Melo (Pros) recebia mensalinho que variava entre R$ 83,5 mil e R$ 133,5 mil.

A estimativa é de que R$ 20 milhões tenham sido pagos em propina, conforme o procurador da república Alexandre Jabur.

Afonso Lobo se apresenta à polícia

O ex-secretário de Estado da Fazenda Afonso Lobo, alvo da operação Custo Político, com prisão preventiva decretada, se apresentou no final da tarde de ontem à Polícia Federal (PF).

Na quarta-feira, Lobo  foi procurado no prédio onde mora na av. Mário Ypiranga, Zona Centro-sul de Manaus, mas não foi encontrado.

De acordo com o advogado de Lobo, Diego Gonçalves, assim que soube pela mídia sobre a operação quando estava em Humaitá (a 600 km de Manaus), onde a família possui terras, afirmou que iria se entregar. “Ele nos falou: eu vou me apresentar para a polícia porque eu não tenho nada a temer e vou me defender do processo”, relatou.

Não havia uma previsão exata para a chegada do ex-secretário à PF, mas segundo o advogado tanto a Polícia quanto a Justiça Federal já tinham a ciência de que ele se entregaria. O que foi confirmado pelo delegado e responsável pelas investigações, Alexandre Teixeira.

O advogado contou que entrou com um pedido de impedimento da juíza dos casos da Maus Caminhos e Custo Político, Ana Paula Serizawa, pelo fato de o pai da magistrada, Paulo Ney da Silva, “prestar serviços advocatícios à empresa que Lobo é sócio”. Além disso, foi pedida a revogação da prisão do ex-secretário.

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