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Cotidiano
SAÚDE

Gravidez tardia aumenta risco de Síndrome de Down, explica ginecologista e obstetra

Com o avançar da idade, aumenta-se a probabilidade de desenvolvimento da Síndrome de Down, uma vez que o oócito (gameta feminino) possui a idade da mãe, ficando mais suscetível 25/03/2018 às 10:18
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Com 45 anos de idade, 3 a 4% das mulheres grávidas terão filhos acometidos pela Síndrome de Down (Foto: Divulgação)
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

Adiar a gravidez é uma escolha muito comum na atualidade. Dados do Ministério da Saúde indicam que o número de mulheres que foram mães após os 40 anos de idade subiu 49,5% em 20 anos, passando de 51.603 em 1995 para 77.138 em 2015. 

No entanto, é preciso atenção. Com o avançar da idade, aumenta-se a probabilidade de desenvolvimento da Síndrome de Down, uma vez que o oócito (gameta feminino) possui a idade da mãe, ficando mais suscetível, com o passar do tempo, às alterações genéticas e erros na divisão celular quando fecundado.

De um modo geral, pacientes com 35 anos apresentam uma chance de 0,5% de terem seus filhos com esta síndrome.

Estatísticas

Aos 40 anos, 1%. Com 45 anos de idade, 3 a 4% das mulheres grávidas terão filhos acometidos pela Síndrome de Down e, apesar de a chance de gravidez ser baixa aos 49 anos, quando ocorre, aproximadamente 10% das mulheres terão sua prole com a Síndrome de Down. "Deve-se ressaltar que a natureza, ou seja, o próprio organismo é eficaz em evitar a evolução da maioria das alterações genéticas não compatíveis com a vida extrauterina, motivo que justifica o aumento do risco de aborto com o avançar da idade”, explica Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.  

Em todos os casos, os ginecologista reforça os cuidados que as mulheres grávidas devem ter durante o período gestacional. 

"As mulheres grávidas devem realizar um pré-natal adequado e realizarem o ultrassom morfológico do primeiro trimestre, feito entre o início da décima primeira semana de gestação até a décima terceira semana e seis dias. Este poderá identificar sinais que sugiram a síndrome de Down a fim de iniciar uma investigação mais específica", acrescenta.

Tratamentos disponíveis

Após identificar e confirmar o diagnóstico, Renato de Oliveira aconselha a procura de profissionais que façam o acompanhamento psicológico dos pais e possam orientar sobre os cuidados para o adequado estímulo destas crianças. 
"Ressalta-se que as crianças portadoras da Síndrome de Down precisam de acompanhamento médico, pois há um risco aumentado de desenvolver alterações pulmonares, respiratórias, auditivas e visuais. Além disso, todo o profissional de saúde frente a uma situação destas deve orientar um convívio familiar tranquilo e estimular a inclusão social visando a superação dos limites", destaca.

“A presença de pessoas que acreditem nestas crianças e o estímulo da autoestima das mesmas é fundamental para o desenvolvimento pessoal e social e, principalmente, combater o possível e equivocado preconceito”, finaliza o especialista.
No Brasil, aproximadamente 300 mil pessoas vivem com a Síndrome de Down. Estas pessoas têm apenas algumas limitações, como qualquer outro indivíduo.

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