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Cotidiano
EDUCAÇÃO

Estudantes usam olimpíadas científicas para desenvolver novos talentos

Participação é boa para os alunos, que por conta dos estudos obtém melhor desempenho, e para os professores, que ganham mais ferramentas de trabalho 29/09/2018 às 19:41
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Estudantes das Escolas Idaam almejam bons resultados na etapa nacional da OBG 2018. Fotos: Winnetou Almeida
Silane Souza Manaus (AM)

Mais do que avaliar e premiar o conhecimento de estudantes, as olimpíadas científicas agregam valor para a vida adulta, tanto na escolha da carreira como no mercado de trabalho. Quem defende tal ponto de vista é a professora Luciana Araújo, diretora de supervisão acadêmica das Escolas Idaam. A instituição educacional privada utiliza as competições como estratégia de ensino-aprendizagem, dando oportunidade para que o aluno se reconheça, busque novas fontes de paixão e estudo e desenvolva competências e talentos que no ensino tradicional poderiam passar despercebidos. 

As olimpíadas são dedicadas a diferentes disciplinas como Matemática (OBM), Astronomia (OBA), Física (OBF), Química (OBQ), Robótica (OBR), Biologia (OBB) e Geografia (OBG). Esta última, Luciana revela que, pelo segundo ano consecutivo, alunos do Idaam foram classificados em 1º lugar no Amazonas e irão representar o Estado na etapa nacional, que acontecerá de 19 a 21 de outubro, na Universidade de Brasília (UnB). A seletiva recrutará estudantes de todo Brasil para a Olimpíada Internacional de Geografia (iGeo) 2019, que ocorrerá em Hong Kong, na China.

Para a professora, a participação nas competições traz benefícios para todos os envolvidos. Os alunos têm a chance de melhorar o rendimento escolar na disciplina ou aprofundar o conhecimento em uma área de interesse, os professores contam com mais ferramentas para o trabalho e a escola pode aumentar o desempenho de seus estudantes. “Isso faz com que a aprendizagem seja mais significativa e nossos alunos se beneficiem disso, o que é muito importante porque existe um projeto de vida acadêmica que vai além dos muros da escola. Começa em casa”, disse. 

Professora Luciana Araújo

A professora Lucy Queiroz, diretora de orientação pedagógica das Escolas Idaam, diz que a instituição incentiva o aluno a desenvolver uma rotina de estudo não só dentro das salas de aula, mas também em casa, com apoio da família. A medida, de acordo com ela, é fundamental para melhorar seu desenvolvimento, criatividade e conhecimento. “Por isso começamos com as aulas preparatórias para as olimpíadas desde o início do ano letivo. Elas são realizadas no contraturno ou aos sábados. A participação da família é primordial, a escola não trabalha sozinha”, pontuou.

Lucy conta que o treinamento para as competições internas ou a níveis municipal, estadual e nacional é direcionado a todos os alunos da instituição, inclusive  os da Educação Infantil, que este ano participaram de uma olimpíada de matemática. A escola, conforme ela, acredita que essas ações paralelas incentivam o estudante a descobrir que é capaz de evoluir, de aprender mais e transformar conhecimento cotidiano em conhecimento acadêmico. E os resultados comprovam.

“Atingimos nota 7,6 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e ficamos em 1º lugar no Amazonas e em 9º no ranking nacional das melhores escolas de Ensino Médio. Foi a primeira vez que uma instituição de ensino do Estado alcançou esta média. Isso nos dá certeza que estamos indo no caminho certo”, enfatizou a professora.

Professora Lucy Queiroz

A diretora de orientação pedagógica destaca que, nas Escolas Idaam, os pais dos alunos podem acompanhar todas as atividades dos filhos por meio do sistema de monitoramento acadêmico WEBi. Por ele, a instituição oferece às famílias, diariamente, todos os conteúdos de trabalho, registros comportamentais, tarefas, entre outros. “Funciona como uma ponte imediata da escola com a família e vice-versa”, ressaltou.

 Disputas preparam estudantes

Além de ter três finalistas na etapa nacional da OBG, as Escolas Idaam também têm outros três alunos na etapa final da Olimpíada Brasileira de Física, que será realizada no dia 27 de outubro. A diretora de supervisão acadêmica da instituição, Luciana Araujo, evidencia que os estudantes participam de competições em âmbito municipal, estadual e nacional, além de disputas internas.

“No fundamental I temos concursos de poesia e crônica. No fundamental II temos o Ortografando, que tem por objetivo ampliar vocabulário e capacidade de interpretação dos alunos de 6º e 7º ano, e o Calculando, para estudantes do 8º e 9º ano, que tem como foco o desenvolvimento de raciocínio lógico. Eles competem em várias etapas, de maneira saudável, até sair o grande vencedor. Mas, no final, todo mundo ganha, pois isso agrega valor acadêmico”.

Ansiedade para a competição

Em entrevista ao A CRITICA, os três alunos das Escolas Idaam, que serão os representantes do Amazonas na etapa nacional da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG), disseram estar ansiosos e na expectativa de voltar para casa com bons resultados e novos conhecimentos. 

O grupo, medalha de ouro na fase estadual da OBG, também não vê a hora de conhecer a Universidade de Brasília (UnB), lugar onde a competição será realizada, entre os dias 19 e 21 de outubro, e trocar experiências com os demais participantes. 

Fábio Oliveira Gomes Júnior, 15, aluno do 1° ano do Ensino Médio, diz que as competições trazem conteúdos que ainda não foram vistos na sala de aula e, para ele, é interessante ver como tais temas podem ser cobrados para, a partir disto, poder estudá-los pela internet depois. 

Gisele Lúcia Canto Gomes, 16, do 2º ano do Ensino Médio, por sua vez, destaca que as olimpíadas podem trazer várias oportunidades, inclusive em escala nacional e que é possível, com elas, aprender diversos conteúdos além do que é exposto durante as aulas, o que, indiretamente, têm se encaixado no que será cobrado em vestibulares.

Já Davi Abraham Batista da Hora, 17, aluno do 2º ano do Ensino Médio, acredita que as competições são uma forma de treinar para os vestibulares. Ele afirma, ainda, que as olimpíadas servem para ampliar a capacidade de estudar, principalmente sozinho, e se preparar para encarar as provas do final do ano.

Blog:

Professora Maria Lucimar Silva, geógrafa e supervisora acadêmica do Ensino Médio das Escolas Idaam

Professora Lucimar Silva

"As Olimpíadas do Conhecimento tem por objetivo despertar o interesse do aluno pelo estudo de forma geral da disciplina em questão, bem como descobrir talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas. Nesse processo se tem situações extremamente prazerosas. Por exemplo, no ano passado, nossa aluna Mayara Hellen participou da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) para entender melhor a disciplina, pois ela tinha muitas dificuldades, e acabou medalhando nas fases iniciais e ficou em 4º lugar na etapa nacional, em Brasília. Ela também passou, em 3º lugar, para medicina pelo Processo Seletivo para o Interior (PSI) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), antes mesmo de finalizar o ensino médio. Ou seja, a olimpíada estimula o aluno a estudar, possibilita novas formas de trabalhar e reverte a dificuldade que ele tem na disciplina. E a OBG é diferente porque as provas são individuais, mas o que vale é a nota do trio. Então é muito importante que o grupo tenha maturidade para estudar e os três alcancem boas notas porque se tiverem em dissonância as coisas não vão acontecer. O Idaam todos os anos ganha inúmeras medalhas e este ano, pelo segundo ano consecutivo, tem estudante na fase nacional da OBG. O segredo para isso, muito trabalho. E tudo isso extrapola o espaço da escola".

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