Domingo, 26 de Maio de 2019
PREOCUPAÇÃO

MEC bloqueia R$ 38 milhões da Ufam e ameaça iniciação científica

Medida vai afetar custeio da instituição como pagamento de água e luz e pode representar o fim do tradicional PIBIC, de acordo com o reitor Sylvio Puga



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(Foto: Michael Dantas / Divulgação)
06/05/2019 às 17:49

O Ministério da Educação bloqueou R$ R$ 38.048.452,00 do orçamento da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e vai atingir principalmente as atividades de custeio da instituição de ensino como o pagamento de água, luz, telefone, empresas e funcionários terceirizados. O valor representa os 30% no corte de verbas de todas as universidades brasileiras em um total de R$ 7,4 bilhões.

Se até o final do primeiro semestre deste ano esses recursos não forem desbloqueados, o tradicional Programa de Iniciação Científica (PIBIC), com a concessão de bolsas para os pesquisadores universitários, por exemplo, deverá ser suspenso. O pagamento de professores e servidores da Ufam não foi atingido pela medida. A informação foi repassada agora há pouco pelo reitor da Ufam, professor Sylvio Puga, que esteve reunido esta tarde na Secretaria de Ensino Superior (Sesu) do MEC.

O reitor explicou que o valor bloqueado de R$ 38 milhões não representa os 30% do orçamento geral da Universidade Federal do Amazonas para o ano de 2019, que é de R$ 720 milhões. O bloqueio temporário é sobre os recursos não empenhados porque aquilo que já está autorizado, como a construção da Faculdade de Psicologia, não fica afetado. 

“Após tomarmos conhecimento oficial do bloqueio temporário, vamos trabalhar para a reversão desse recurso. Vamos apresentar um relatório ao MEC com todas as nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão, empreendedorismo, inovação tecnológica; vamos mostrar que os R$ 38 milhões bloqueados são importantes para as nossas atividades”, declarou o reitor.

Sylvio Puga disse ainda que, nos próximos dois meses – até o fim do semestre letivo – haverá um remanejamento dos recursos para outras ações a fim de que o impacto do bloqueio seja o menor possível.

“Esperamos convencer o Ministério da Educação a liberar os recursos porque se o bloqueio for mantido, teremos dificuldades para manter a universidade no segundo semestre. Mas, quero dizer que as despesas com pessoal estão asseguradas porque são obrigatórias e discricionárias, portanto, não há impacto algum nessa rubrica".

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Repórter de A Crítica - Correspondente em Brasília

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