Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Alerta

Pesquisa mostra que mais de 25% dos estudantes em Manaus sentem “que a vida não vale ser vivida”

Segundo IBGE, 31,6% dos estudantes entre 13 a 17 anos no Amazonas e 33,6%, em Manaus, sentem-se tristes na maioria das vezes ou sempre



25308910_685D266A-9A3F-4BA5-931B-5ED9ABFAA486.jpg Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS
10/09/2021 às 16:49

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019 divulgada nesta sexta-feira (10), o “sentimento de que a vida não vale ser vivida” atinge 23,6% dos estudantes de 13 a 17 anos do Amazonas, e 26,3% dos estudantes dessa faixa etária em Manaus. Ainda de acordo com os dados da pesquisa, o percentual de escolares de 13 a 17 anos, cuja autoavaliação em saúde mental foi negativa, registrou 17,9% no Amazonas e 21,6%, em Manaus.

A pesquisa apresenta dados informados pelos estudantes, que utilizaram o Dispositivo Móvel de Coleta – DMC, no qual foi inserido o questionário da pesquisa para ser respondido diretamente pelo aluno. Este instrumento agiliza o processo de execução da pesquisa, pois permite que o próprio estudante registre suas respostas no questionário, sem interferências, nem risco para sua identificação e sigilo.

A pesquisa apresenta dados sobre diversos temas, incluindo situações em casa e na escola, alimentação, atividade física, consumo de cigarro, bebidas alcóolicas e drogas ilícitas, saúde sexual, segurança, higiene, imagem corporal, saúde mental, acesso a serviços de saúde, saneamento básico, características gerais das escolas e dos estudantes, e outros.

A PeNSE, realizada pelo IBGE em 2019, em parceria com o Ministério da Saúde e com o apoio do Ministério da Educação, fornece informações para o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para a saúde dos escolares. Neste momento que o mundo atravessa, a pesquisa cumpre um novo papel, adicional, de fornecer informações imediatamente anteriores à pandemia de COVID-19, sobre a realidade de adolescentes e jovens brasileiros.

Destaques

·        20,8% dos escolares no Amazonas afirmaram que duas ou mais vezes se sentiram humilhados por provocações dos colegas, nos 30 dias anteriores à pesquisa; em Manaus, este percentual foi de 20,9%;

·        No Amazonas, 12,6% dos estudantes praticaram algum tipo de bullying contra o colega; em Manaus, 11,9%.

·        Quanto aos que se sentiram ameaçados, ofendidos ou humilhados nas redes sociais ou aplicativos de celular nos 30 dias anteriores à pesquisa, 14,3% dos escolares do Amazonas responderam positivamente; em Manaus, 16,3%;

·        Os dados da pesquisa indicaram que 45,8% dos escolares de 13 a 17 anos de idade do Amazonas já tiveram relação sexual alguma vez. Este é o maior percentual entre as unidades da federação. Em Manaus, o percentual é de 43,2%, o segundo maior, atrás somente de Macapá (44,8%);

·        55,7% dos estudantes do Amazonas já haviam experimentado álcool alguma vez na vida, 24,4%, já tinham experimentado cigarro, e 12,3%, alguma droga ilícita;

·        17,6% dos estudantes do Amazonas e 16,7%, em Manaus, afirmaram que alguma vez na vida alguém o(a) tocou, manipulou, beijou ou expôs partes do corpo contra a sua vontade. Além disso, 9,4% dos escolares no Amazonas e 8,7% de Manaus afirmaram que alguma vez na vida alguém ameaçou, intimidou ou obrigou a ter relações sexuais ou qualquer outro ato sexual contra a sua vontade;

·        Entre os estudantes que já tiveram relação sexual alguma vez, 40,7% deles tiveram a primeira relação sexual com 13 anos de idade ou menos. Em Manaus, esse percentual foi de 38,8%.

·        No Amazonas, 7,6% das meninas que tiveram relação sexual engravidaram alguma vez na vida. Em Manaus, esse percentual cai para 4,4%;

·        O percentual de escolares que andaram em veículo motorizado, cujo condutor havia ingerido bebida alcoólica, foi de 21,3%, no Amazonas. Já em Manaus, esse percentual foi de 19,8%;

·        No Amazonas, apenas 69,8% das crianças e adolescentes, na faixa de 13 a 17 anos, tinham acesso à Internet em casa, e somente 44,9% dos alunos de escolas públicas tinham computador ou tablet em casa. Em Manaus, 88,0% tinham acesso à internet, e 59,4% tinham computador ou tablet (91,4%, entre estudantes de escolas privadas e somente 56,3%, entre os de escolas públicas);

·        No Amazonas, a internet para os alunos nas escolas alcançava 42,5%; 41,1% nas escolas públicas e 68,3% nas escolas particulares. Em Manaus, o índice de internet nas escolas é maior (72,8%), sendo a capital mais bem colocada da Região Norte;

·        40,8% dos escolares no Amazonas nunca usavam cinto de segurança no carro. Este percentual é o quarto maior do país, atrás apenas do Rio de Janeiro (46,3%), Piauí (42,4%) e Maranhão (40,9%);

·        Estimou-se que 95,6% escolares do Amazonas (96,2% em Manaus) consumiram, ao menos, um alimento ultraprocessado no dia anterior à pesquisa;

Características básicas da população

No Amazonas, em 2019, a pesquisa estimou que 295,9 mil pessoas de 13 a 17 anos de idade frequentavam a escola. Em Manaus, os estudantes de 13 a 17 anos foram estimados em 162,3 mil. De acordo com as Grandes Regiões, a Região Sudeste (38,8%) concentrava o maior percentual estimado de escolares de 13 a 17 anos. Em seguida, figuram as Regiões Nordeste (28,4%), Sul (13,8%), Norte (10,8%) e por último, a Centro-Oeste, com (8,3%) dos escolares.

A população estimada segundo a dependência administrativa da escola foi composta por 280,8 mil (94,9%) alunos em escolas públicas e 15,1 mil (5,1%), em escolas privadas, no Amazonas. Em Manaus, eram 147,9 mil (91,1%) em escolas públicas e 14,4 mil (8,9%) em escolas privadas.

A população formada por escolares do sexo masculino foi de 143,8 mil (48,6%) e do sexo feminino 152,1 mil (51,4%), no Amazonas. Em Manaus, eram 79,4 mil escolares do sexo masculino (48,9%) e 82,9 mil (51,1%) do sexo feminino.

Em relação a cor ou raça, no Amazonas, as maiores proporções eram de escolares que se declararam pardos (62,7%) e brancos (19,9%). Nos demais grupos, as proporções foram: 8,0% para pretos, 6,0% para indígenas e 3,4% para amarelos. O Estado obteve o maior percentual de pardos e o segundo maior, de indígenas, entre os escolares.

Em Manaus, os maiores percentuais também foram os de declarados pardos (60,7%) e brancos (23,2%). Nos demais grupos, as proporções foram: 8,0% para pretos, 4,4% para indígenas e 3,6% para amarelos.

A população de escolares que se declararam de cor ou raça branca estava mais concentrada na Região Sul (61,3%), os que se declararam pardos, na Região Norte (59,6%) e os que se declararam pretos (16,7%) concentravam-se na Região Nordeste. Os que se declararam indígenas tiveram os maiores percentuais nas Regiões Norte e Nordeste, ambas com 4,0%. Quanto aos que se declararam de cor ou raça amarela, a Região Nordeste teve o maior percentual, 4,9%.

Saúde Mental

A existência de amigos próximos foi um dos temas investigados pela pesquisa. No contexto da saúde mental, esse é um indicador interessante para uma fase de vida em que é esperado maior envolvimento social entre os adolescentes. Além disso, a inexistência de amigos próximos pode ser vista tanto como um sintoma quanto como um fator de risco em saúde mental.

De acordo com os dados, o percentual de escolares de 13 a 17 anos, cuja autoavaliação em saúde mental foi negativa, registrou 17,9% no Amazonas e 21,6% em Manaus. O percentual de escolares de 13 a 17 anos no Amazonas sem nenhum amigo próximo foi de 4,0%. Em Manaus, o percentual foi de 4,9%.

Sobre o sentimento de muita preocupação com as coisas comuns do dia a dia, mais da metade dos escolares de 13 a 17 anos do Amazonas (51,6%) e de Manaus (55,0%) se sentiram assim na maioria das vezes ou sempre. 31,6% no Amazonas e 33,6% em Manaus se sentiram tristes na maioria das vezes ou sempre nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Sobre o sentimento de sentir que a vida não a pena ser vivida, na maioria das vezes ou sempre, nos 30 dias anteriores à pesquisa, 23,6% dos escolares de 13 a 17 anos do Amazonas e 26,3% de Manaus tinham esse sentimento.

Perspectivas dos escolares

A pesquisa também apresentou as pretensões dos estudantes, para o período após o Ensino Fundamental e Médio. No Amazonas, após o término do Ensino Fundamental, 29,5% pretendia continuar estudando, somente; 3,5% pretendia somente trabalhar; 55,3% pretendia estudar e trabalhar; 5,5% pretendia seguir outro plano, e 6,0% não sabia. Após a conclusão do Ensino Médio, 11,8% pretendia continuar estudando, somente; 5,5% pretendia somente trabalhar; 67,9% pretendia continuar estudando e trabalhar; 9,1% pretendia seguir outro plano, e 5,6% não sabia.

Em Manaus, após o término do Ensino Fundamental, 22,6% pretendia continuar estudando, somente; 2,7% pretendia somente trabalhar; 64,0% pretendia estudar e trabalhar; 5,1% pretendia seguir outro plano, e 5,6% não sabia. Após a conclusão do Ensino Médio, 7,7% pretendia continuar estudando, somente; 5,7% pretendia somente trabalhar; 73,9% pretendia continuar estudando e trabalhar; 8,0% pretendia seguir outro plano, e 4,7% não sabia.

Contexto familiar

Morar com pai e mãe

A pesquisa levantou dados que permitam fornecer indicadores importantes para analisar o efeito protetor que os cuidados familiares têm sobre os escolares. No Amazonas, 55,9% dos escolares viviam com a mãe e com o pai, o maior percentual da Região Norte; e 28,6% viviam só com a mãe, 6,4%, só com o pai, e 8,9% nem com o pai e nem com a mãe. Em Manaus, 49,7% viviam com a mãe e com o pai, 33,1% só com a mãe, 7,1%, só com o pai, e 9,7% nem com o pai e nem com a mãe.

Conhecimento sobre o tempo livre dos escolares

Os resultados da pesquisa revelaram que 77,8% dos escolares do Amazonas, 75,5% dos escolares do sexo masculino e 80,0% dos escolares do sexo feminino, declararam que os pais ou responsáveis sabiam o que eles faziam no tempo livre, nos 30 dias anteriores à pesquisa. Em Manaus, estes percentuais foram de 81,0%; 78,0% para os do sexo masculino e 83,9% para os do sexo feminino.

No que diz respeito à dependência administrativa da escola, pais de escolares de escolas públicas (77,4%) tinham menos conhecimento do que seus filhos fazem no tempo livre, do que os escolares de escolas privadas (84,8%), no Estado. Em Manaus, também, com percentuais de, respectivamente, 80,6% e 85,0%. Dentre as Grandes Regiões, as que apresentaram maior e menor percentuais para esse indicador foram, respectivamente, a Região Sul (85,5%) e a Região Norte (81,0%).

Almoço ou jantar com pais ou responsáveis

Em 2019, estimou-se que 72,0% dos estudantes do Amazonas de 13 a 17 anos costumavam almoçar ou jantar com seus pais ou responsáveis; em Manaus, esse percentual era de 65,4%. Maior proporção de escolares do sexo masculino (73,7%), no Estado, em detrimento do feminino (70,5%). Além disso, maior proporção de alunos de escolas públicas (72,5%) almoçou ou jantou regularmente com pais ou responsáveis, quando comparados àqueles da rede privada (62,8%).

A variação regional indicou extremos de relato desse hábito nas Regiões Norte (73,4%) e Sul (66,2%). A estimativa desse hábito para os Municípios das Capitais foi inferior ao encontrado para o País (61,8%): Cuiabá (MT) revelou os maiores percentuais (69,6%) e Salvador (BA), os menores (51,9%).

Falta às aulas sem permissão dos pais ou responsáveis

No Amazonas, 18,0% dos escolares de 13 a 17 anos de idade informaram que faltaram às aulas, nos 30 dias anteriores à pesquisa, sem autorização dos pais ou responsáveis; em Manaus, este percentual foi de 16,6%. A Região Sudeste teve o maior percentual para esse indicador, 22,1%, enquanto a Região Nordeste, 17,0%, o menor percentual. Quando analisado por idade, sexo e dependência administrativa da escola, percebe-se diferenças significativas entre os grupos.

A proporção de falta às aulas sem conhecimento dos pais, pelos escolares do sexo masculino, no Amazonas, foi de 18,8%, enquanto os do sexo feminino foi de 17,3%. Quanto a dependência administrativa, 18,4% dos escolares de escolas públicas e 11,3% dos alunos das escolas privadas, no Estado, faltaram às aulas sem autorização dos pais ou responsáveis.

Entendimento dos pais quanto aos problemas e preocupações dos filhos

Do total dos escolares do Amazonas, 64,3% responderam que os pais entenderam seus problemas e preocupações, nos 30 dias anteriores à pesquisa; em Manaus, o percentual foi de 63,3%. Os escolares do sexo masculino tiveram percentuais maiores (68,3%), do que do sexo feminino (60,5%), para esse indicador. Quanto ao recorte regional, o maior percentual de declarações estava na Região Sul (67,8%) e o menor na Região Centro-Oeste (65,4%).

Escolaridade da mãe

Estudos apontam a escolaridade da mãe como um dado importante na análise do fator de proteção para a saúde de crianças e adolescentes, assim como a correlação com a alfabetização e maior inserção dos filhos no mercado de trabalho.

A pesquisa analisou a escolaridade materna a partir da declaração dos escolares. O percentual de escolares de 13 a 17 anos cujas mães não possuíam qualquer grau de ensino ou possuíam somente o ensino fundamental incompleto foi de 19,4%, no Amazonas, e de 13,3%, em Manaus. No outro extremo, a proporção de escolares cujas mães tinham o nível superior completo foi de 19,0%, no Amazonas, e de 21,9%, em Manaus. Considerando as grandes regiões, a Região Centro-Oeste foi a com maior percentual de escolares com mães com nível superior completo (22,6%). 

Bullying

Os resultados da pesquisa mostraram que 58,2% dos estudantes de 13 a 17 anos foram bem tratados pelos colegas na maioria das vezes ou sempre, no Amazonas; em Manaus, este percentual era de 60,7%. Cerca de 59,2% das alunas declararam terem sido bem tratadas pelos colegas, enquanto entre os meninos esse percentual foi de 57,2%, no Estado. Com relação a dependência administrativa da escola, esse percentual foi de 57,4% para os escolares de escolas públicas e 72,7% para os de escolas privadas do Amazonas.

Sobre ser esculachado, zoado, mangado, intimidado ou caçoado pelos colegas tanto que ficaram magoados, incomodados, aborrecidos, ofendidos ou humilhados, 20,8% dos escolares no Amazonas afirmaram que duas ou mais vezes se sentiram humilhados por provocações dos colegas, nos 30 dias anteriores à pesquisa; em Manaus, este percentual foi de 20,9%. No Estado, os percentuais foram maiores entre as meninas (22,3%) do que entre os meninos (19,3%). Entre os alunos de escolas privadas, a proporção foi de 25,2% e entre aqueles de escolas públicas, 20,2%, no Estado. 

Com a relação às Grandes Regiões, a Centro-Oeste com 25,5% apresentou o maior percentual de escolares que informaram sofrer bullying, enquanto a Norte (18,8%), o menor percentual.

Quando perguntados sobre o motivo de sofrerem bullying, os três maiores percentuais foram para aparência do corpo (15,5%), aparência do rosto (9,4%) e cor ou raça (5,3%), no Amazonas. Em Manaus, esses percentuais foram, respectivamente, 19,2%, 10,8% e 3,9%. Além destes motivos, 61,1% no Estado e 60,7%, em Manaus, apontaram “outros motivos/causas”, como os motivadores do bullying.

No Amazonas, 12,6% dos estudantes praticaram algum tipo de bullying contra o colega; em Manaus, 11,9%. Foi observado que esse percentual era proporcionalmente maior entre os estudantes do sexo masculino (15,0%) do que do feminino (10,4%), no Estado, assim como em Manaus (14,2% e 9,8%, respectivamente. E igual entre os alunos de escolas privadas e públicas (12,6%), no Estado; e um pouco superior nas escolas privadas (12,4%) em relação às públicas (11,9%), na capital.

Nessa edição da pesquisa foi perguntado aos escolares se eles se sentiram ameaçados, ofendidos ou humilhados nas redes sociais ou aplicativos de celular nos 30 dias anteriores à pesquisa. Do total de escolares no Amazonas, 14,3% responderam positivamente; em Manaus, 16,3%. No Estado, o percentual foi proporcionalmente maior para as meninas (17,7%) do que para os meninos (10,7%), assim como em Manaus, 13,1% e 19,3%, respectivamente. Entre as dependências administrativas das escolas, os alunos de escolas públicas (14,4%) tinham percentuais pouco mais elevados do que os de escolas privadas (13,9%), no Estado, e também na capital (16,5% e 13,9%, respectivamente).

Posse de bens e serviços

No Amazonas, 91,1% dos escolares de 13 a 17 anos responderam possuir ao menos um banheiro com chuveiro dentro de casa. Em Manaus, este percentual foi de 99,6%. Considerando as Grandes Regiões, Sudeste (99,7%) e Sul (99,4%) apresentaram os maiores percentuais de escolares que responderam possuir banheiro com chuveiro dentro do domicílio. As Regiões Nordeste (95,7%) e Norte (92,6%), os menores, com destaque para o Estado do Acre (74,6%).

Quanto ao uso de serviço de empregados domésticos remunerados, 38,2% dos alunos de escola privada e apenas 8,4% de escola pública, responderam ter em seus domicílios a existência desse serviço, no Amazonas. Em Manaus, 38,4% dos escolares de escolas privadas tinham esse serviço em casa, enquanto os de escolas públicas que tinham o serviço eram 7,9%. Os maiores percentuais foram encontrados entre os alunos das escolas privadas da Região Norte (30,3%). Entre os alunos das escolas públicas, os maiores percentuais foram encontrados nas Regiões Sul e Centro-Oeste, com 7,0%. Os alunos das escolas privadas do Estado do Acre (40,9%) tiveram o maior percentual, enquanto os alunos de escolas públicas do Estado do Pará (6,8%), tiveram o menor percentual.

O retrato do acesso à Internet pelos escolares brasileiros no último levantamento sobre uso de Internet no Amazonas apontava que apenas 69,8% das crianças e adolescentes, na faixa de 13 a 17 anos, tinham acesso à Internet em casa, e somente 44,9% dos alunos de escolas públicas tinham computador ou tablet em casa. Em Manaus, 88,0% tinham acesso à internet, e 59,4% tinham computador ou tablet (91,4%, entre estudantes de escolas privadas e somente 56,3%, entre os de escolas públicas).

Na pesquisa, ao serem perguntados sobre se alguém que morava no mesmo domicílio do escolar tinha moto, 34,0% dos escolares do Amazonas responderam que sim, 34,8% escolares de escolas públicas e 18,5% nas escolas privadas. Em Manaus, 24,7% responderam que sim, 25,6% escolares de escolas públicas, e 16,0%, de escolas privadas.

 Quanto à posse de carro, por alguma pessoa do mesmo domicílio do escolar, 32,6% responderam que sim, no Amazonas; 29,6% de escolares de escolas públicas, e 88,9% de escolares de escolas privadas. Em Manaus, o percentual foi de 46,5%, 42,2% entre escolares de escolas públicas, e 89,8%, entre escolares de escolas privadas.

Hábitos alimentares

A pesquisa investigou o consumo habitual e do dia anterior – exclusivamente de alimentos ultraprocessados – dos escolares de 13 a 17 anos.

Estimou-se que 95,6% escolares do Amazonas de 13 a 17 anos (96,2% em Manaus) consumiram, ao menos, um alimento ultraprocessado no dia anterior à pesquisa. No extremo oposto, apenas 4,4% deles não consumiu qualquer um desses alimentos; 3,8%, em Manaus.

No Amazonas, as maiores proporções de escolares com consumo de alimentos ultraprocessados foram encontradas respectivamente para a margarina (54,9%), o biscoito salgado (49,2%), o pão (43,6%), o biscoito doce (42,8%) e o refrigerante (37,0%). Já os três menores índices foram os encontrados para o iogurte com sabor (17,1%), achocolatado (18,7%) e refresco (20,4%). Em Manaus, o ultraprocessado com maior proporção no consumo dos escolares foi a margarina (58,5%) e o com menor proporção foi o iogurte com sabor (16,2%).

Consumo habitual de marcadores de alimentação saudável e não saudável

Foi investigado o consumo habitual de três marcadores de alimentação saudável (feijão, legumes e verduras e frutas frescas) e dois marcadores de alimentação não saudável (guloseimas, doces e refrigerantes). No Amazonas, 18,2% dos escolares consumiram feijão em cinco dias ou mais na semana anterior à pesquisa; 20,9%, em Manaus; percentuais consideravelmente inferiores ao nacional (59,0%). No Estado, as proporções atingiram 33,8% para consumo de legumes e verduras (34,6%, em Manaus), 19,8% para frutas frescas (16,8%, em Manaus), 25,7% para guloseimas doces (27,7%, em Manaus), 14,1% para refrigerantes (16,7%, em Manaus).

Atividade física

Tempo de tela sedentário

Estimou-se, para 2019, que 36,9% de escolares, de 13 a 17 anos, no Amazonas, assistiram mais de duas horas de televisão nos sete dias anteriores à pesquisa; 34,4%, em Manaus. Já os que informaram a permanência sentados por mais de três horas diárias realizando atividades diversas no mesmo período totalizou 44,0%, no estado, e 55,5%, em Manaus. 

Em 2019, estimou-se que 29,1% do total de estudantes no Amazonas, de 13 a 17 anos, eram fisicamente ativos (300 minutos ou mais em atividade por semana), na semana anterior à pesquisa. No extremo oposto, 8,4% dos escolares estavam inativos, no estado. Cabe destacar que 60,8% dos alunos do Amazonas foram classificados como insuficientemente ativos, demonstrando que, embora distantes das recomendações, esses escolares já praticam algum tipo de atividade física. Em Manaus, estes percentuais foram de, respectivamente, 26,6%, 9,9% e 62,8%.

Cigarro, álcool e outras drogas

O uso do tabaco, do álcool e de outras drogas são comportamentos de risco que se iniciam, geralmente, em idades precoces e se estendem por toda vida.

No Amazonas, o percentual de escolares de 13 a 17 anos que fumaram cigarro alguma vez na vida foi de 24,4%, e em Manaus, de 23,9%. A pesquisa também levantou o percentual de escolares que fumaram, pela primeira vez, antes dos 14 anos. No Amazonas, o percentual foi de 11,5%, e em Manaus, 11,0%. Em relação ao consumo atual de cigarros, medido pelo consumo ocorrido nos últimos 30 dias anteriores à data da pesquisa, ele foi de 7,7%, no Amazonas, e de 5,3%, em Manaus.

Quanto à forma de obtenção do cigarro, a pesquisa perguntou aos estudantes que já experimentaram cigarros, como eles conseguiram seus próprios cigarros. O resultado indicou que o modo mais frequente (23,5%, no Amazonas, e 42,6%, em Manaus) foi comprar o cigarro em uma numa loja, bar, botequim, padaria ou banca de jornal.

O consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica pode trazer danos imediatos à saúde ou a médio e longo prazo. No Amazonas, a experimentação de bebidas alcoólicas (uma dose ou mais) foi de 55,7% para os escolares de 13 a 17 anos; e, em Manaus, foi de 60,5%. Além disso, o percentual foi maior para as mulheres (59,0% no Amazonas, 65,3% em Manaus) do que para os homens (55,7% no Amazonas, e 55,5%, em Manaus). Desses, 23,5%, no Amazonas, e 20,8%, em Manaus, experimentaram alguma bebida alcoólica antes dos 14 anos de idade.

Quanto à ocorrência de embriaguez, 45,8% dos escolares de 13 a 17 anos que já consumiram bebidas alcoólicas alguma vez na vida referiram esse episódio, no Amazonas. Em Manaus, o percentual foi de 48,2%.

O consumo atual de bebida alcoólica é avaliado pelo consumo de ao menos uma dose de bebida alcoólica, feito nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa. Na PeNSE 2019, esse indicador foi de 17,2% para os escolares de 13 a 17 anos do Amazonas, e de 16,8%, para os de Manaus. O percentual do Amazonas foi o terceiro menor, na comparação com as demais unidades da federação; maior apenas do que o do Amapá e Pará. O maior foi o de Santa Catarina (41,4%).

A pesquisa também investigou o uso de drogas ilícitas tais como: maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança-perfume, ecstasy, oxy etc. Os resultados mostram que 12,3% dos escolares de 13 a 17 anos do Amazonas, e 13,2%, em Manaus, já haviam usado alguma droga ilícita em algum momento da vida. Já o percentual de escolares de 13 a 17 anos que usaram drogas ilícitas pela primeira vez com 13 anos ou menos, foi de 4,9%, no Amazonas, e de 5,4%, em Manaus.

Quanto ao uso recente de drogas (nos 30 dias anteriores à pesquisa), 4,0% dos estudantes responderam que usaram, no Amazonas, e em Manaus, 3,8%. Já o consumo recente de maconha levantado pela PeNSE 2019 ficou em 4,3%, tanto para o Amazonas quanto para Manaus. O consumo recente de crack, por sua vez, foi declarado por 1,0% dos escolares no Amazonas, e 0,7%, em Manaus.

Percentual de escolares de 13 a 17 anos cujos amigos usaram drogas ilícitas na sua presença pelo menos uma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa é um indicador de exposição ao risco de experimentação e uso de drogas. Esse indicador foi de 18,3% para os escolares de 13 a 17 anos, no Amazonas; e de 16,6%, em Manaus.

Informações gerais do ambiente escolar

No Brasil, as escolas ofereciam sala ou laboratório de informática para 62,8% dos escolares. No Amazonas esse percentual alcançou 38,9%, o segundo menor da Região Norte, à frente apenas do Acre (30,9%). Nas escolas públicas, a proporção foi menor (36,8%); enquanto nas particulares, o índice foi de 77,7%. Em Manaus, 50,6% ofereciam sala ou laboratório de informática. Esse percentual era de 47,9%, nas escolas públicas e de 78,2%, nas privadas.

Os recursos tecnológicos da sala ou laboratório de informática eram oferecidos a uma proporção maior de alunos na Região Sudeste (81,0%), sendo o Estado de São Paulo (88,6%) a Unidade da Federação com o maior percentual de escolares com acesso aos recursos. A menor proporção de escolares com disponibilidade de recursos tecnológicos na escola estava na Região Nordeste (44,9%), sendo o Estado do Maranhão (16,1%) o com o menor percentual. Quanto a dependência administrativa da escola, esses recursos estavam disponíveis para 61,0% dos alunos das escolas públicas e 73,6% dos alunos de escolas privadas.

Acesso à Internet da escola

O acesso à Internet da escola estava disponível a 60,5% dos escolares, percentual que era de 58,1%, nas escolas públicas e de 74,4%, nas escolas privadas. No Amazonas, a internet para os alunos alcançava 42,5%; 41,1% nas escolas públicas e 68,3% nas escolas particulares. Em Manaus, o índice de internet nas escolas é maior (72,8%), sendo a capital mais bem colocada da Região Norte. Na capital, o índice de internet nas escolas públicas alcançou 73,4%, e nas particulares, 67,0%. Interessante notar que nesse indicador, as escolas particulares de Manaus ofereciam menos internet aos seus alunos do que as escolas públicas.

Quanto às Grandes Regiões, a maior proporção de oferta de internet nas escolas estava na Região Sul (80,2%) e a menor, na Região Centro-Oeste (46,5%). As escolas públicas do Estado de Goiás (19,3%) e as escolas privadas do Estado de Roraima (99,7%) eram exemplos dos extremos quanto ao acesso à Internet pelos escolares.

Hábitos alimentares na escola

A escola tem papel determinante na construção de identidades alimentares individuais e sociais, bem como na aquisição e manutenção de padrões alimentares saudáveis. A investigação da infraestrutura e dinâmicas alimentares nesse ambiente permite compreender de forma mais abrangente os hábitos alimentares dos adolescentes. A oferta de comida ou merenda escolar, em 2019, foi relatada por 97,4% dos escolares amazonenses de 13 a 17 anos. Esse é o maior índice do país.

Nas escolas públicas do Estado, a oferta da refeição para os alunos alcançou 100%, enquanto na rede privada o índice foi de 49,2%. Em Manaus, o índice total alcançou 95,5%; nas escolas públicas, o percentual atingiu 100% e nas particulares, 49,0%.

Atividade física na escola

No Amazonas, a oferta de todas as práticas de atividade física sob orientação de instrutor ou professor de educação física alcançou 91,3% dos escolares; 90,9%, na rede pública e 97,5%, na rede privada. Em Manaus, este percentual alcançou 99,8%, sendo que as escolas públicas alcançaram índice de 100,0% e as privadas, 97,3%. Dessa forma, a pesquisa mostra a abrangente oferta de profissionais de educação física para acompanhar as práticas esportivas. As escolas do Estado que informaram a oferta de práticas de atividade física por modalidade de prática privilegiaram em primeiro lugar os esportes de quadra (91,2%); em segundo lugar, a dança (22,3%), e, em terceiro, o atletismo (17,1%).

Segurança da escola

O percentual de escolares de 13 a 17 anos em escolas cujo diretor ou responsável presenciou ou ouviu falar sempre ou algumas vezes de situações de violência na localidade onde a escola está situada, nos 12 meses anteriores à pesquisa, por tipos de violência, alcançou 50,0% para assaltos e roubos nas redondezas; 26,7%, para tiros ou tiroteios; 61,7%, vendas de drogas; 24,5%, agressão física; 23,7%, assassinatos e 27,7%, violência sexual. Para Manaus, estes percentuais aumentam significativamente, à exceção das vendas de drogas que mantém nível semelhante ao do Estado.

De acordo com a pesquisa, 5,4% dos escolares de 13 a 17 anos em escolas do Amazonas tiveram de suspender ou interromper suas aulas por motivo de segurança, em termos de violência, alguma vez, nos 12 meses anteriores à pesquisa. Em Manaus, este índice foi de 6,0%. Esses são uns dos menores percentuais da Região Norte e também do país.

O percentual de escolares, com idade de 13 a 17 anos, que nunca ou raramente usaram o cinto de segurança, estando no banco da frente ou no banco de trás, nos 30 dias anteriores à pesquisa, alcançou 40,8%, no Amazonas. Este percentual é o quarto maior do país, atrás apenas do Rio de Janeiro (46,3%), Piauí (42,4%) e Maranhão (40,9%). 

Saneamento básico e higiene

Do ponto de vista dos escolares de 13 a 17 anos em escolas públicas, nem todas as escolas possuíam água potável. Isso porque o índice dos escolares que informaram que suas escolas possuem a água potável foi de 88,6%. Já na rede privada, 100,0% das escolas possuíam água própria para consumo. Em Manaus, 100,0% dos estudantes das escolas públicas e privadas informaram ter água potável nas escolas. Assim, de acordo com a pesquisa, essa deficiência nas escolas do Estado estava localizada na rede pública do interior.

Banheiro, separação de banheiro por sexo, papel higiênico e lavatório atingem um alto percentual nas escolas do Estado e da Capital. No entanto, a presença de sabão para lavagem das mãos atinge apenas 65,6% dos escolares do Estado, e 76,3%, dos escolares da capital. Esta deficiência é exclusiva das escolas públicas, já que 100,0% das escolas privadas possuíam o material para assepsia das mãos.

Políticas de saúde na escola

A participação das escolas no Programa de Saúde Escolar PSE atingiu 62,0% dos escolares de 13 a 17 anos, no Estado. Os maiores percentuais de participação estavam concentrados nas ações de apoio à vacinação, promoção e avaliação da saúde bucal e promoção da alimentação saudável. Já os menores percentuais atingiram as ações de prevenções de brigas, doenças sexualmente transmissíveis e bullying.

No tocante ao consumo de cigarro, os professores e funcionários das escolas do Amazonas são exemplos para seus alunos. O percentual de escolares em escolas cujo diretor (a) ou responsável teve conhecimento de consumo nas suas dependências foi de 9,8%, o menor percentual do país. Este percentual foi de 9,9% nas escolas públicas e de 7,2%, nas particulares. No entanto, o percentual de escolares, em escolas onde houve conhecimento do consumo de cigarro por parte dos alunos alcançou 22,6%; sendo 23,5% nas escolas públicas e 5,5% nas particulares.

Saúde Sexual e Reprodutiva

Relações Sexuais

Os dados da pesquisa indicaram que 45,8% dos escolares de 13 a 17 anos de idade do Amazonas já tiveram relação sexual alguma vez. Este é o maior percentual entre as unidades da federação. Em Manaus, o percentual é de 43,2%, o segundo maior, atrás somente de Macapá (44,8%).

Desse grupo de escolares que já teve relação sexual alguma vez, 40,7% deles tiveram a primeira relação sexual com 13 anos de idade ou menos. Em Manaus, esse percentual foi de 38,8%. A precocidade da iniciação sexual pode estar relacionada com práticas sexuais não seguras e, consequentemente, à exposição aos riscos de contrair infecções sexualmente transmissíveis (IST) HIV/AIDS e chance de gravidez precoce.

Uso de Métodos Anticoncepcionais

No Amazonas, 64,9% dos escolares de 13 a 17 anos de idade, que já tiveram relação sexual, usaram camisinha (preservativo) na primeira relação sexual. Em Manaus, esse percentual sobe para 66,0%.

Do grupo de escolares que já tiveram relação sexual alguma vez, 38,1%, no Amazonas, utilizaram a pílula anticoncepcional; 20,9% utilizaram a pílula do dia seguinte, 17,9%, injetável e 25,4% utilizaram não sabiam ou utilizaram um outro método (inclusive as categorias Implante, Diafragma, DIU, Tabelinha e Coito interrompido). Em Manaus, esses percentuais foram de: 40,4% (pílula anticoncepcional); 21,4% (pílula do dia seguinte), 14,9% (injetável) e 23,4% não sabiam ou utilizaram um outro método (inclusive as categorias Implante, Diafragma, DIU, Tabelinha e Coito interrompido).

Gravidez na Adolescência

No Amazonas, 7,6% das meninas que tiveram relação sexual engravidaram alguma vez na vida. Em Manaus, esse percentual cai para 4,4%. 80,0% dos escolares de 13 a 17 anos do Amazonas receberam orientação na escola sobre prevenção de gravidez. Em Manaus, esse percentual foi de 80,7%.

Segurança

Comportamentos de Risco

No Amazonas, 40,1% dos escolares nunca ou raramente usaram cinto de segurança, seja no banco da frente ou no banco de trás. Já em Manaus, esse percentual é de 40,5%. A média nacional é de 32,1%.

O percentual de uso de capacete por parte dos escolares foi de 79,2% no Amazonas e de 91,3%, em Manaus. No Amazonas, 32,4% dos escolares de 13 a 17 anos tinham conduzido algum veículo motorizado nos últimos 30 dias; já em Manaus, o percentual foi de 23,7%.

O percentual de escolares que andaram em veículo motorizado, cujo condutor havia ingerido bebida alcoólica, foi de 21,3%, no Amazonas. Já em Manaus, esse percentual foi de 19,8%. Além disso, 34,8% dos escolares do Amazonas e 40,8% dos escolares de Manaus ficaram expostos a riscos de acidentes por terem andado em veículo cujo condutor usou o celular enquanto dirigia.

Percepção de Segurança

No Amazonas, 12,4% dos escolares de 13 a 17 anos deixaram de ir à escola porque não se sentiam seguros no trajeto da casa para a escola ou da escola para a casa. Em Manaus, esse percentual foi de 14,9%.

Agressão Física

Os resultados da pesquisa mostraram que 10,1% dos escolares no Amazonas e 9,3% em Manaus se envolveram em brigas com luta física. Além disso, 22,3% dos escolares no Amazonas e 22,9% em Manaus afirmaram terem sido agredidos pelo pai, mãe ou responsável alguma vez, nos últimos 12 meses.

Violência Sexual

17,6% dos escolares de 13 a 17 anos no Amazonas e 16,7% em Manaus afirmaram que alguma vez na vida alguém o(a) tocou, manipulou, beijou ou expôs partes do corpo contra a sua vontade. Além disso, 9,4% dos escolares no Amazonas e 8,7% de Manaus afirmaram que alguma vez na vida alguém ameaçou, intimidou ou obrigou a ter relações sexuais ou qualquer outro ato sexual contra a sua vontade. Nesses dois casos, as meninas foram as que mais reportaram este tipo de violência.

Higiene pessoal e Saúde Bucal

Hábitos de Higiene Pessoal

A lavagem das mãos é reconhecida como uma importante medida de saúde pública, por sua eficácia em reduzir a incidência de doenças infecto-contagiosas. Em 2019, no Brasil, o percentual de escolares de 13 a 17 anos que nunca ou raramente lavaram as mãos antes de comer foi de 13,8%. No Amazonas, este índice foi de 12,1%, ou seja, abaixo da média nacional. Rio de Janeiro (20,3%), São Paulo (17,0%) e Rio Grande do Norte (15,3%) foram as unidades da federação com os maiores percentuais. Maranhão (8,4%), Rio Grande do Sul (9,9%) e Paraná (10,8%) foram as unidades da federação com os menores percentuais.

Em Manaus, 13,4% os escolares de 13 a 17 anos afirmaram que nunca ou raramente lavavam as mãos antes de comer. Rio de Janeiro (24,1%), Recife (19,6%) e João Pessoa (19,3%) foram as capitais com os maiores percentuais. São Luís (12,5%), Curitiba (12,7%) e Belém (12,9%) foram as unidades da federação com os menores percentuais.

Sobre a lavagem das mãos após o uso do banheiro, 7,9% dos escolares de 13 a 17 anos, no Amazonas, nunca ou raramente a faziam. Enquanto que em Manaus, o percentual foi de 7,8%. A média nacional é de 5,9%.

Para uma lavagem completa das mãos é necessário também o uso do sabão ou sabonete. No entanto, 7,8% dos escolares de 13 a 17 anos no Amazonas nunca ou raramente usavam sabonete ao lavar as mãos. Em Manaus, o resultado foi de 8,4%. A média nacional também foi 8,4%.

Saúde Bucal

Em 2019, no Amazonas, 78,0% dos escolares de 13 a 17 anos tiveram frequência diária de escovação de dentes igual ou superior a três. Em Manaus, esse resultado foi de 74,3%.

No Amazonas, 30,0% dos escolares de 13 a 17 anos não foram ao dentista nenhuma vez nos últimos 12 meses. Já em Manaus, este percentual foi de 28,5%.

Imagem Corporal

Em 2019, 70,4% dos escolares amazonenses de 13 a 17 anos sentia-se satisfeito ou muito satisfeito em relação ao próprio corpo e 18,9% sentia-se insatisfeito ou muito insatisfeito. 62,3% dos escolares manauaras de 13 a 17 anos sentia-se satisfeito ou muito satisfeito em relação ao próprio corpo e 24,7% sentia-se insatisfeito ou muito insatisfeito.

Em 2019, 28,3% dos escolares amazonenses de 13 a 17 anos sentia-se muito magro ou magro e 17,5% sentia-se gordo ou muito gordo. 30,2% dos escolares manauaras de 13 a 17 anos sentia-se muito magro ou magro em relação ao próprio corpo e 24,7% sentia-se gordo ou muito gordo.

Uso Serviços de Saúde

Autoavaliação e Percepção

A percepção do adolescente sobre a sua saúde independe da condição física ou da presença de sintomas, assim como da existência de um diagnóstico médico. Além disso, a autoavaliação pode ser positiva ou negativamente influenciada por fatores sociais, econômicos e psicológicos.

No Amazonas, 68,3% dos escolares com idade entre 13 a 17 autoavaliaram o estado de saúde como muito bom ou bom; 24,2%, como regular e 7,1% como ruim ou muito ruim. Em relação às outras unidades da federação, o Amazonas foi a que apresentou o segundo maior percentual de escolares que se avaliaram como ruim ou muito ruim, atrás apenas do Amapá (8,2%).

Em Manaus, 63,1% dos escolares com idade entre 13 a 17 autoavaliaram o estado de saúde como muito bom ou bom; 29,2%, como regular e 7,3% como ruim ou muito ruim. Em 1º lugar do ranking das unidades da federação, com maiores percentuais de escolares que se autoavaliaram com estado de saúde muito bom ou bom, ficou Belo Horizonte, com 71,5% e, em último lugar, ficou Belém, com 59,0%.

Doenças, Acidentes ou Agressões

Os agravos relacionados à saúde provocados por doenças, acidentes, agressões ou outras circunstâncias podem afetar a frequência as aulas dos escolares. Em 2019, segundo os dados da pesquisa, 46,6% dos escolares do Amazonas afirmaram terem faltado pelo menos um dia por motivos relacionados à saúde, nos 12 meses anteriores à pesquisa. Em Manaus, esse percentual foi de 49,4%.

Procura por Unidade Básica de Saúde (UBS)

Nos últimos 12 meses, 73,4% dos escolares do Amazonas procuraram por atendimento em uma Unidade Básica de Saúde. Dentre os que procuraram, 88,0% foram atendidos. O principal motivo de busca por uma UBS foi a vacinação (31,1%), seguido por Doenças (15,2%), Apoio para controle de peso (ganhar ou perder) (12,2%) e Procura por Dentista ou outro profissional de saúde bucal (12,0%).

Em relação à vacinação contra HPV, 67,4% dos adolescentes de 13 a 17 anos foram vacinados no Amazonas, colocando o Estado, entre os maiores percentuais de vacinados. Espírito Santo (70,2%), Minas Gerais (67,7%) e Amazonas (67,4%) foram as unidades da federação com os maiores percentuais. Rio Grande do Norte (55,2%), Acre (56,0%) e Mato Grosso do Sul (57,4%) foram as unidades da federação com os menores percentuais.

Nos últimos 12 meses, 69,8% dos escolares de Manaus procuraram por atendimento em uma Unidade Básica de Saúde. Dentre os que procuraram, 88,8% foram atendidos. Principal motivo de busca por uma UBS foi a vacinação (30,8%), seguidos por Doenças (16,3%), Apoio para controle de peso (ganhar ou perder) (12,0%) e Procura por Dentista ou outro profissional de saúde bucal (9,6%).

Em relação à vacinação contra HPV, 65,3% dos adolescentes de 13 a 17 anos foram vacinados em Manaus, colocando o Município, na 6ª posição entre os maiores percentuais de vacinados. Vitória (71,3%), Belo Horizonte (70,9%) e Curitiba (69,7%) foram as unidades da federação com os maiores percentuais. Natal (52,4%), Cuiabá (52,7%) e Florianópolis (53,5%) foram as capitais com os menores percentuais.

*Com informações do IBGE Amazonas.




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