Quarta-feira, 12 de Maio de 2021
OPERAÇÃO DA PF

Polícia Federal cumpre mandados na casa do deputado estadual Saulo Viana

Ele já foi preso em 2018 pelos crimes de corrupção passiva e violação de sigilo funcional com o fornecimento de informação privilegiada



share_medium_show_SAULO_86901108-03A2-45D1-93D9-2401E920109B.jpg Foto: Arquivo A CRÍTICA
23/11/2020 às 07:57

A Polícia Federal deflagrou, com o auxílio da Controladoria-Geral da União, na manhã desta segunda-feira (23/11), a Operação Ponto de Parada, com quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. O principal alvo da operação é o deputado estadual Saulo Viana (PTB).

Segundo informações preliminares, os  crimes investigados aconteceram em 2017, antes do atual mandato do deputado. A investigação aponta que naquele ano, houve licitação em Presidente Figueiredo para fornecimento de merenda escolar. A empresa de Saulo era uma das concorrentes, mas ele era sócio oculto da empresa que ganhou a licitação.



Em nota, a Polícia Federal informou que foi deferido judicialmente, também, o sequestro de bens e valores no montante aproximado de R$ 13.000.000,00 (treze milhões de reais).

Ainda de acordo com a Polícia Federal, ficou constatado ainda que a empresa vencedora da licitação em Presidente Figueiredo subcontratou, de maneira integral, os serviços de transporte escolar. Na ocasião, ela recebeu o montante de R$ 12.989.072,99 e gerou um superfaturamento por sobrepreço no serviço de, aproximadamente, R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais).

A Polícia Federal identificou que o grupo investigado realizou saques e movimentações de elevadas quantias em espécie, à margem do Sistema Financeiro, a fim de encobrir os lucros obtidos com a prática criminosa. A PF investiga, também, a participação de um empresário que atuava na cadeia de comando, auxiliado por membros da família, sendo um dos beneficiários diretos dos desvios praticados pela empresa investigada.

Saulo está sendo investigado pelos crimes de fraude em licitação, lavagem de dinheiro, associação criminosa, entre outros. Ele não foi preso devido o foro privilegiado.

Em dezembro de 2018, Saulo foi preso em uma operação que investigava esquema de corrupção passiva e violação de sigilo funcional com o fornecimento de informação privilegiada de dentro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Na ocasião, o Ministério Público Federal (MPF), informou que Saulo estava sendo investigado por crimes de corrupção e de associação criminosa. Ele ficou preso durante cinco dias no Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II).

Os indiciados na operação desta segunda-feira poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Presidente Figueiredo, se coloca à disposição das autoridades competentes em relação à operação e informa que Controladoria Geral da União (CGU), esteve em fiscalização no município de Presidente Figueiredo, entre os meses de setembro e novembro de 2019. Ainda segundo a nota,. a CGU esteve em contato direto com a Administração Municipal, solicitando informações e documentos da Controladoria Geral do município. O mesmo aconteceu com a Polícia Federal do Amazonas, onde todas as solicitações dos órgãos foram atendidas. O comunicado é finalizado com a seguinte afirmação: “Esperamos com tranquilidade o resultado das investigações, sempre à disposição dos órgãos de fiscalização”.

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