Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021
DESENVOLVIMENTO

Projeto forma jovens lideranças para discutir políticas públicas

A expectativa é que mais de cinco mil pessoas sejam beneficiadas com as ações do projeto, que terão início no mês de abril de 2021



FVA-Home-Page-5_3716D567-6917-495A-847B-D5B874CF59EE.jpg Foto: Divulgação/FVA
06/11/2020 às 19:13

Com ações voltadas ao desenvolvimento socioeconômico da Região Amazônica, o 'Projeto Rotas e Pegadas: Caminhos Integrados para o Desenvolvimento do Baixo Rio Negro', coordenado pela Fundação Vitória Amazônica (FVA) e diversos parceiros, iniciou suas programações neste mês de outubro. O ponto de partida está sendo a seleção de profissionais que atuarão na execução do projeto, que terá duração de 30 meses. O início das atividades em campo está previsto para o mês de abril de 2021.

Responsável pela promoção do projeto, a FVA é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve programas e projetos na Amazônia nas áreas de conservação ambiental, desenvolvimento socioeconômico, planejamento territorial e educação. Nesta fase inicial, a Fundação está contratando diversos profissionais desde a área administrativa, assessoria de comunicação, além de estagiários.



Com recursos na ordem de R$ 5,1 milhões, o projeto pretende implementar ações estabelecidas nos planos de manejo de Unidades de Conservação (UCs), localizadas no Mosaico do Baixo Rio Negro (MBRN). A região abrange áreas protegidas no âmbito federal e estadual, que se estendem desde o entorno de Manaus, passando pelo município de Barcelos e vai até o município de Tefé.

O projeto é apoiado pelo Fundo Amazônia, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), através do edital do Projeto Legado Integrado da Região Amazônica (Lira), do Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê). O Projeto Lira contratou, no total, seis subprojetos e um deles é o ‘Rotas e Pegadas’.

De acordo com o coordenador executivo da FVA, Fabiano Silva, a expectativa é que mais de cinco mil pessoas sejam beneficiadas com as ações do projeto, entre jovens, organizações comunitárias, moradores das UCs, conselheiros do mosaico e condutores e operadores do trade turístico.

“Como trabalhamos com lideranças comunitárias desse território, buscaremos capacitar essas pessoas através de ações multiplicadoras de conhecimento. Já temos cinco organizações comunitárias que nos ajudarão com essa meta, por meio de ações voltadas para pescadores do Rio Negro, aos empreendimentos do turismo e para a formação de lideranças jovens”, destacou Silva.

Ainda segundo Fabiano, com essa rede de parceria o objetivo é construir um desenvolvimento regional com ações integradas entre as UCs. As áreas de abrangência do projeto são a Parna de Anavilhanas, Parna do Jaú, Resex Rio Unini, RDS do Rio Negro, RDS Amanã, RDS Puranga-Conquista e Parques Estaduais Rio Negro Setor Norte e Setor Sul, que integram o Mosaico do Rio Negro. 

“Além da ações focadas no ordenamento e desenvolvimento da pesca, formação de jovens para discutir políticas públicas, também pretendemos desenvolver aplicativos de celular para transformar o sistema de monitoramento de recursos naturais, com o objetivo de gerenciar as atividades que são produzidas pelos comunitários e verificar se elas são rentáveis”, disse o coordenador.

Ao final dos 30 meses, a expectativa é deixar jovens lideranças atuando nos espaços de gestão das unidades de conservação do MBRN. Além de entregar o Plano Integrado de Comunicação e Educação Ambiental do MBRN e publicação de informações sobre manejo e boas práticas de uso de recursos no Mosaico, e ainda, construir um roteiro integrado de visitação do MBRN mapeado por meio de oficinas participativas e divulgado nas principais agências e operadoras, entre outras metas.

Entre os parceiros do projeto estão o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas/Departamento de Mudanças Climáticas e Unidades de Conservação (Sema/Demu), Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e  Wildlife Conservation Society (WCS-Brasil).

 

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