Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
CARTA ABERTA

Setor hoteleiro cobra ação do Governo Federal para evitar demissões em massa

A suspensão de voos internacionais e o fechamento de aeroportos resultaram em uma forte crise para o turismo. Representantes do ramo hoteleiro, atentos a Medida Provisória 927, cobram atitude do Governo Federal para salvar empregos e evitar a falência



unnamed_9C0D20C2-A954-486B-8CF4-B65CE5CFA2CB.jpg Foto: Reprodução
24/03/2020 às 14:04

Em carta aberta publicada nesta terça-feira (24), associações, federações e fórum de trabalhadores da área do ramo de hotelaria cobram do Governo Federal uma medida que possa mitigar os danos causados ao turismo, por meio da Medida Provisória (MP) 927. A MP trata sobre medidas trabalhistas para enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19) após o Brasil entrar em estado de calamidade pública.

Publicada no último domingo (22), a MP 927 estabelece que para fins de efeitos econômicos decorrentes do estado de calamidade pública e para preservação do emprego e da renda, os empresários poderão adotar regimes de teletrabalho, antecipar férias, conceder férias coletivas, banco de horas etc. Do ponto de vista dos representantes das redes hoteleiras, a MP não abrange os trabalhadores do setor de turismo.



A carta aberta está assinada pela Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra), Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts), Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat) e pela União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (Unidestinos).   

Confira a carta na integra

CARTA ABERTA AO GOVERNO FEDERAL

A MP 927 NÃO ATENDE AOS EMPREGOS DO SETOR DE TURISMO

Com 80% dos hotéis e resorts e a totalidade de parques e atrações turísticas do Brasil FECHADOS, os setores apelam por ajuda do governo federal para manter os empregos. As restrições às viagens ao redor do mundo em função da Pandemia e a necessidade de isolamento social PARALIZAM a cadeia de turismo e assolam a economia de forma global.

As MPs anunciadas até o momento pelo governo federal brasileiro, sobretudo as trabalhistas, não representam NENHUMA solução para o setor. Diferentemente de outros setores econômicos, onde há queda na produção, o TURISMO PAROU. De que adianta diminuir jornadas de trabalho ou salários, ou autorizar o teletrabalho se PARQUES E HOTÉIS JA ESTÃO FECHADOS? Não havendo DESLOCAMENTO de pessoas, não há prestação de serviços e não há produção. TURISMO NÃO SE ESTOCA. Comunidades e destinos inteiros podem sofrer com o DESEMPREGO!

Os setores representados pelas associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos REAFIRMAM: as empresas não suportam este impacto financeiro, não é prejuízo, é FALÊNCIA iminente e supressão imediata dos empregos deixando de movimentar R$ 31,3 bilhões na economia brasileira.

Nossa luta é para manter mais de 1 milhão de empregos diretos e indiretos. Se países como França, Espanha, Portugal, Itália, Estados Unidos, Argentina, Uruguai adotaram medidas imediatas para manter empregos e salvar a economia do turismo, o BRASIL deve fazer o mesmo.

Se não o fizer, a recessão levará ao caos completo com desemprego e violência, nada menos de 4 milhões de pessoas impactadas (mais da metade da população do Rio de Janeiro ou 1/3 da população de toda a cidade de São Paulo). Um desastre total para a recuperação não só da economia, mas da imagem do DESTINO BRASIL. Essa luta não é só nossa, é do Brasil.

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