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Cotidiano
OPÇÕES

Veja quais áreas prometem conquistar o mercado de trabalho no futuro

Perfis tecnológicos como os de cientista de dados ou especialista em Inteligência Artificial já estão em alta demanda no mercado de trabalho 01/05/2018 às 19:32 - Atualizado em 01/05/2018 às 19:35
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

O mercado de trabalho está em constante mudança e fenômenos como a automação fazem com que profissões que antes não eram necessárias passem a ser fundamentais, assim como fazem surgir outras novas funções. Por ocasião do Dia do Trabalho, a Udemy, maior plataforma global de ensino online, alerta que as gerações atuais e futuras devem se preparar para competir por empregos que ainda não existem, mas que sabemos que estarão fortemente ligados à área da tecnologia digital.

Atualmente, dados indicam que a escolha por cursos nessa área ainda não é grande: segundo um relatório recente do Banco Mundial, 44,7% dos estudantes da América Latina e Caribe atualmente matriculados no ensino superior estão nas áreas de ciências humanas, direito e negócios, em contraste com apenas 5,5% em tecnologia e ciência. Até mesmo a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de apenas 23% dos diplomados do ensino superior na área da tecnologia.

Para novos estudantes ou para aqueles que querem explorar outras opções profissionais, existem duas disciplinas cujas perspectivas de emprego e crescimento são atraentes: a Ciência de Dados e a Inteligência Artificial (IA). A primeira dessas habilidades permite converter dados em informações valiosas para a tomada de decisões: conhecer um novo mercado, fidelizar clientes e criar modelos para antecipar incidentes, por exemplo. Por sua vez, a Inteligência Artificial permite sistemas aprender e prever a partir da leitura de dados de outros sistemas ou diretamente do ambiente – e está crescendo rapidamente: em 2017, 61% das empresas dos EUA tinha usado IA e 71% tinham uma estratégia de inovação para abordar novas tecnologias como essas. Para entrar nessa onda com sucesso, existe apenas uma opção possível: aprendizagem constante.

“No início, quando a Big Data se tornou um hype, havia certa desconfiança de que a profissão, que foi chamada de ‘a mais sexy do século’, não passaria de modismo. O tempo está passando e a profissão está, cada vez mais, se consolidando”, afirma Fernando Amaral, especialista em Ciência de Dados e Inteligência Artificial e instrutor em 13 cursos com mais de 16 mil alunos na Udemy, maior plataforma global de cursos online. “Sou consultado toda semana para indicar profissionais, até para empresas no exterior. E a explicação é simples: empresas que não orientarem seus negócios a partir de dados, irão eventualmente desaparecer”, acrescenta.

Fernando Amaral ressalta que ainda não é possível prever o que vai acontecer a médio ou longo prazo. “A curto prazo, eu diria que aprender a programar e analisar dados será um grande diferencial, aliado aos conhecimentos específicos de cada área. Empresas de EdTech (acrônimo em inglês para Tecnologias Educacionais) têm um papel importantíssimo ao conectar a experiência de profissionais que atuam no mercado com quem quer aprender, por um valor acessível e com acesso vitalício, como é o caso da Udemy. Mas o fato é: quem quer entrar para a área precisa estudar muito e sempre”, ressalta Fernando Amaral.

Já o especialista em IA Jones Granatyr, com mestrado e doutorado na área e instrutor de mais de 13 mil alunos em 19 cursos na Udemy, vai além: “É fato que o mercado de trabalho irá mudar e, segundo algumas pesquisas, o desaparecimento de várias profissões deve começar daqui uns 20 anos. Muitos comentam somente sobre os pontos negativos - que realmente existem e são preocupantes -, porém, várias novas profissões já estão surgindo e muitas outras que ainda nem imaginamos vão aparecer. Você já ouviu falar sobre uma profissão específica para treinar robôs? Essa é uma delas! Assim como hoje em dia ninguém sente mais falta de datilógrafos, talvez daqui alguns anos também não sentiremos falta de algumas profissões que existem hoje”, comenta.

Existem muitas áreas dentro da IA, cada uma responsável pela solução de determinados tipos de problema. Mas segundo Jones Granatyr, sem dúvida a área mais relevante atualmente é a de machine learning e ciência de dados, e dentro dela estão as técnicas de deep learning, que utilizam redes neurais artificiais. “Como é a área com mais procura hoje em dia, certamente o ideal é iniciar os estudos por ela. Em países como Estados Unidos, Canadá e alguns da Europa, os profissionais de IA de grandes empresas são um dos mais bem pagos do mundo. A Udemy, por exemplo, ajuda muito por possuir um portfólio de muitos cursos para praticamente todas essas áreas mais ‘modernas’ e com especialistas nos assuntos”, completa.

“Cada vez mais vemos profissionais focando em competências em vez de formação universitária, embora elas não se excluam – pelo contrário, se complementam, com a educação online proporcionando o aperfeiçoamento de habilidades, novas ou já existentes”, frisa Sergio Agudo, Country Manager da Udemyno Brasil. “A revolução digital, que já é irreversível, pode ser verificada em pesquisas recentes que mostram que a demanda por cursos online aumenta. De acordo com o Censo de Educação Superior do Inep 2016, a educação a distância cresceu 7,2%, enquanto que a educação presencial apresentou queda, de 0,08%”, conclui.

Sobre Udemy

Udemy foi fundada em 2010 com o objetivo de melhorar a vida das pessoas através da aprendizagem. A Udemy é um marketplace global de ensino e aprendizado online, no qual mais de 20 milhões de alunos aprendem com um extenso catálogo de mais de 65 mil cursos ministrados por instrutores especialistas, em mais de 50 idiomas diferentes. Seja aprender para desenvolvimento profissional ou enriquecimento pessoal, os alunos podem dominar novas habilidades em seu próprio ritmo, com conteúdo sob demanda, enquanto os instrutores têm uma maneira de compartilhar seus conhecimentos com o mundo inteiro. A Udemy é uma empresa privada e está sediada em San Francisco, Califórnia, com escritórios na Irlanda, na Turquia e, em breve, no Brasil.

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