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Cotidiano
POLÍTICA

Wilson Lima participa de reunião com Bolsonaro e pede reforço nas fronteiras

Todos os sete eleitos dos estados da Região Norte estiveram presentes no Fórum de Governadores do Brasil 14/11/2018 às 17:58 - Atualizado em 15/11/2018 às 09:11
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Foto: Divulgação
Antônio Paulo Brasília (DF)

O governador eleito do Amazonas, Wilson Lima, participou nesta quarta-feira (14) da reunião de lançamento do Fórum de Governadores do Brasil, organizado pelos governadores do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. Todos os sete eleitos dos estados da Região Norte estiveram presentes e somente um do Nordeste, o governador Wellington Dias do Piauí (PT) compareceu e representou os governadores da região.  Os 20 governadores elencaram 13 pontos para discutir no fórum como as reformas da previdência, tributária e política; um novo pacto federativo, a dívida pública dos estados e uma nova política econômica para país. O presidente eleito Jair Bolsonaro foi recebido pelos governadores no almoço servido no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

Ao se dirigir aos governadores, Wilson Lima falou da necessidade de estabelecer um consenso, levando em consideração as diversidades brasileiras. Apresentou o Amazonas como um estado, que apesar de ter um território de 1,5 milhão km² e ser preservado ambientalmente, enfrenta problemas de ordem social de igual proporção, cuja solução depende de integração, combate ao narcotráfico e proteção da Zona Franca de Manaus. Ao destacar a proteção das fronteiras, o governador citou a grande extensão de área com o Peru e Colômbia por onde entram as drogas e armas.

“A gente precisa reforçar essa proteção das nossas fronteiras porque não é justo que só o Amazonas fique com esse ônus. As drogas e armas que passam pelo Amazonas vão para outras regiões do Brasil. Segundo estimativas das policias civil, militar e federal passam pelo Amazonas cerca de 100 toneladas de drogas por ano, que entram pelas nossas fronteiras e seguem para outros estados. É importante que o governo tenha essa sensibilidade no sentido de garantir que haja uma maior proteção nas fronteiras”, declarou.

Wilson Lima disse que as reformas da previdência e tributária são essenciais e manifestou a preocupação do estado com as mudanças que podem ocorrer no sistema tributário. “Algumas propostas ferem de morte a Zona Franca de Manaus, cujo modelo foi criado para proteger uma região estratégica para o Brasil e para o mundo. Nos últimos cinco anos, perdemos cerca de 50 mil postos de trabalho. 82% das atividades econômicas do Estado estão concentradas na capital por conta desses incentivos, que, hoje não podem ser mexidos. Precisamos de apoio do governo federal assim como dos senhores para reduzir a desigualdade”, manifestou-se o governador do Amazonas.

O setor de infraestrutura também esteve na agenda do governador do Amazonas levada ao Fórum de Governadores. Para ele, obras como a pavimentação da BR-319 e a instalação de portos no estado vão garantir o desenvolvimento principalmente para aqueles que estão nos municípios mais distantes. Wilson Lima lembrou que a retirada dos entraves para a pavimentação da BR-319 é um ponto emergencial que beneficiará tanto o Amazonas quanto os demais estados da Região Norte.

Desburocratização

Ao receber a Carta de Brasília, com as 13 prioridades, o presidente Jair Bolsonaro agradeceu a presença de todos os governadores.  Ele e o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, trataram do pacto federativo no sentido de garantir recursos para que os estados façam investimentos. Ratificaram a defesa ambiental, mas com desburocratização para a emissão de licenças que permita a pavimentação da BR-319 e exploração mineral, projeto de viabilidade econômica que conta com o apoio do presidente eleito.

Blog: Waldez Góes, governador do Amapá

“O Fórum de Governadores do Brasil se fortalece com a presença do presidente eleito Jair Bolsonaro e sua equipe, pois, mostra o alinhamento que o país deve seguir e se unir em pontos de convergência para que a economia volte a crescer e assim como a volta dos empregos. Ao incluirmos a reforma da previdência, demonstramos que é preciso haver um debate mais profundo; não podemos concordar com uma reforma sem que a sociedade e o Congresso Nacional façam as discussões necessárias porque também afeta os estados. A construção de um novo pacto federativo é de extrema importância porque os impostos e contribuições estão concentrados na mão do governo federal e não são distribuídos, rateados com os estados e municípios onde estão as reais necessidades. E por conta disso, a dívida pública dos entes federativos aumentou porque os estados passaram a buscar recursos em bancos públicos e privados para fazer os investimentos. A dívida pública dos estados brasileiros não é referente somente ao déficit previdenciário ou a política salarial, é também a falta de recursos para investimentos e que os estados não estão tendo uma política nacional nesse sentido, acabam se endividando, buscando recursos no BNDES. É preciso uma sensibilização do governo federal”.

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