Sexta-feira, 03 de Abril de 2020
Artes visuais

Artista Ester Silva celebra poder ancestral feminino na mostra 'Resistência.Mulher'

Exposição entra em cartaz neste domingo (8), dentro da programação do 'Bloco na Rua', que ocorre na Av. Eduardo Ribeiro, Centro



WhatsApp_Image_2020-02-26_at_18.48.14_6DD8CAE2-4CB3-4D61-9229-81E991FDBD81.jpeg Foto: Arquivo Pessoal
08/03/2020 às 12:50

A inspiração das ilustrações da artista visual Ester Silva, 21, surgiu das histórias de mulheres africanas da tribo Iorubá. “Onde as mulheres são consideradas bruxas, mas os iorubá creem que a sociedade não pode sobreviver sem elas, pois são fortemente símbolo da fertilidade”, destaca a artista. 

Ainda segundo Ester, essas mulheres têm a responsabilidade de estabelecer vínculos de conexão entre as entidades divinas: os ancestrais. “Disponibilizando o legado cultural como a religiosidade, a educação, a poética, a dança, o legado musical, a estrutura político-social, no meio ambiente e na relação com suas gerações”, complementa a jovem. 



As referidas ilustrações fazem parte da exposição “Resistência.Mulher”, disponível para visitação no dia 8 de março, dentro da programação do Bloco Na Rua, na Avenida Eduardo Ribeiro, Centro. “Estarei levando ilustrações, adesivos, colagens manuais, caderninhos artesanais e muito mais”, declara a artista. 

Estilo

Ao todo, são sete ilustrações que retratam a figura feminina. A paleta de cores utilizada pela artista envolve os tons nude, distribuindo-se em peles meio tom (morena) e peles negras. “Para os detalhes além da pele uso cores vivas [como o rosa e o amarelo]. A técnica usada nas ilustrações é aquarela sobre papel Canson A4”, afirma Ester. 

Para desenhar o projeto, Silva utiliza como modelos algumas personalidades femininas da capital amazonense. “A cantora Elisa Maia foi a primeira [imagem] criada desse projeto. E pretendo utilizar mais personalidades da capital, como as talentosas Karen Francis e a grafiteira Deborah Erê, além de outras que estão na minha lista”, comenta.

 

Conforme Ester, cada mulher escolhida para ser transformada em arte carrega consigo uma missão - que motivou a escolha. “Seja ela na música, na dança, na educação e na estrutura política, onde naturalmente cada uma fortemente gera o ato ou efeito de resistir em meio à sociedade em que vivemos hoje”, complementa ela. 

Como mulher, Ester alega seguir resistindo por meio do poder da criação, por meio de viver arte e por meio do respeito e da bênção de seus ancestrais. “De vivência e da minha história até aqui. É meu instrumento de voz, é uma espécie de curativo até. A arte é resistência, sempre foi”.

Serviço

O quê: Exposição "Resistência.Mulher"

Quando: 8 de março, a partir das 10h

Onde: Avenida Eduardo Ribeiro, Centro

Quanto: Acesso gratuito

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