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ARTE

Artista plástico amazonense realiza exposições na Europa em 2019

Arnaldo Garcez foi convidado pela Itália e levou 14 obras inéditas para realizar exposição itinerante pelo país 06/12/2018 às 07:47
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Após longa temporada de exposição pelas cidades da Itália, o artista se prepara para agenda internacional em 2019
Hanne Assimen Manaus (AM)

Com 40 anos de profissão e após participar de uma longa temporada de exposições na Itália, o artista plástico amazonense Arnaldo Garcez está de volta ao Brasil para se preparar para cumprir uma agenda produtiva em 2019.

O artista explica que, após o projeto “Arquitetura da Cor” ser iniciado em Manaus, na Degradê Casa, tendo como objeto de pesquisa a relação dinâmica das cores com as dimensões, o artista foi convidado pela Secretaria de Cultura da Itália para participar de uma exposição no Centro Cultural Napolitano Casina Pompeiana.

Com mais um sucesso de sua exposição internacional, logo foi chamado pela Associação União de Brasileiros Habitantes na Itália (Ubai), para nova exposição itinerante na Itália, em prol da Amazônia, em outubro.  

“O que me deixa contente é representar a capital que eu nasci, sempre expressando a cultura do meu povo e mostrando com profissionalismo a cultura do meu estado. Fico lisonjeado com o resultado do trabalho”, comemora Arnaldo.

De volta à Itália, o artista expôs 14 obras inéditas com “Arquitetura da cor” nas cidades de Nápoles; Castiglione del Lago; Perugia, na Galeria da "La  Casa Degli Artisti" - Centro dos Artistas Plásticos de Perugia e realizou uma performance junto às crianças da pré-escola em uma escola infantil.

Ele seguiu para Pozzuolli, onde fez uma exposição no Restaurante "Ricercare Assaporare"; e por fim em Roma, onde finalizou sua agenda internacional de 2018. Em Roma, Arnaldo conta que houvei uma noite de Gala, com 300 convidados, muita música e pura arte com o público participante.

Temática
Em suas obras, Arnaldo explica que aborda temas do cotidiano e que a Amazônia está presente no aspecto das cores e expressões: o chamado expressionismo amazônico.  “A pintura é uma interpretação da natureza e costumo pintar o que eu vivo. Levei a Amazônia contemporânea em meio a um caos urbano. Minha base é o ser humano, com toda a inquietação que vivemos.  O que busco no meu trabalho é a análise de tudo que vivemos no nosso cotidiano. Uma crítica ao momento do País, buscando soluções para uma sociedade digna”, conta ele.

Além da exposição, o artista também desenvolveu performance com a pintura de oito obras ao vivo durante as exposições. Sobre o momento de criação durante o evento, Garcez explica também que esse período de criação é um momento visceral, quase como se fosse um transe, acompanhando a música e o que acontece no ambiente.
“Tive audácia de pintar um quadro ao vivo de 80x80cm em nove minutos. Mostrei que com conhecimento, técnica e simplicidade podemos desmisitificar a ideia que o artista precisa de silêncio e estar isolado para conseguir criar”, pontua Arnaldo.

Além de artista plástico, Arnaldo também é poeta e músico. Com seu dom, ele escreveu “Poema para Nápoles”, o qual foi  traduzido para o Italiano e musicado por Arnaldo Garcez e Adalberto Holanda, e será gravada pelo Ciro's Band em Nápoles.

Recentemente o artista comemorou mais uma conquista: foi aprovado para fazer parte da Amsterdam Whitney Gallery, em Nova York. Em trecho de nota de avaliação, a curadora Ruthie Tucker parabeniza e destaca o poder das artes de Garcez. “Nossos curadores ficaram particularmente impressionados com  suas soberbas pinturas figurativas, que ressoam com uma forte narrativa visual emocional. Seu trabalho complexo e enigmático tem uma visão universal vibrante e desafia o espectador a conceitos além da nossa visão normal”.
 

Agenda 2019
O artista conta que já está com uma série de convites para a Itália em 2019 e já tem agenda confirmada para o Festival de Cultura em Perugia,  que acontece em agosto, onde diversos artistas e público de todo o mundo participam.

No Brasil, o artista também já tem eventos confirmados. Em maio participa de exposição na Galeria do Centro Cultural da Fundação Thomas Jeferson, em Brasília (DF). E em outubro realiza exposição no Icbeu, em Manaus.

Além disso, Arnaldo destaca que pretende dar continuidade em dois projetos: “Manhã de Abril”, com apresentações do grupo musical e gravação de CD; e a continuidade da exposição “Arquitetura da cor”. “Pinto uma coleção, onde tenho como base a análise da convivência social, voltado ao ser humano e das relações humanas”, esclarece.

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