Terça-feira, 14 de Julho de 2020
LIVE PARINTINS

Caprichoso faz espetáculo digno de Festival em apresentação no Bumbódromo

Touro Negro levou alegorias e muita emoção para a arena do Bumbódromo na primeira apresentação da 'Live Parintins', transmitida pela TV A Crítica direto de Parintins



WhatsApp_Image_2020-06-27_at_21.22.08_95D6BFC1-C81D-4A89-B711-5FC0003F79FD.jpeg (Fotos: Glenda Dinelly)
27/06/2020 às 22:50

Era só uma transmissão ao vivo para celebrar o festival. Mas o Caprichoso foi muito além disso. Abrindo a noite do ‘Live Parintins’, transmitido pela TV A Crítica na noite deste sábado direto do Bumbódromo de Parintins, o Touro Negro fez uma apresentação digna de uma noite de festival, com direito a alegorias, itens chegando da arquibancada e, claro, muita emoção

Com um emocionante vídeo de introdução protagonizado pelo marujeiro Bacuri, o Caprichoso seguiu sensibilizando com a entrada do amo Edmundo Oran, que apresentou um texto citando nomes históricos do bumbá acompanhado pela toada Sentimentos, que tem um componente peculiar: uma de suas compositoras, Thereza Bulcão, faleceu na última semana por conta da Covid-19.



A chegada do boi Caprichoso carregado por uma arara gigante mostrou a grandiosidade preparada pelo bumbá azul e branco para a noite. Com toadas do CD desse ano e outras históricas na voz de David Assayag, o bumbá azul e branco levou todos os itens individuais para a arena como se de fato estivesse diante de sua galera. O primeiro item feminino a dar o ar de sua graça foi Valentina Cid, a Sinhazinha da Fazenda, recebida pelo amo Prince do Caprichoso. 

O pajé Erick Beltrão fez sua primeira apresentação no Bumbódromo como item oficial do Boi Caprichoso em um belo momento tribal, que foi seguido pela chegada de Marcela Marialva, que recebeu o estandarte da boca do próprio Caprichoso. Os Tuxauas também ganharam espaço na apresentação do Touro Negro, entoados pela toada que foi uma das sensações do ano passado, Dança dos Tuxauas. 

Já na segunda metade do espetáculo azul e branco, foi a vez da chegada da cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que chegou para sua poderosa evolução em um módulo alegórico. O mesmo aconteceu em seguida com Cleise Simas, a Rainha do Folclore que foi um dos destaques do bumbá no Festival de  2019.

Ainda no clima dos sucessos do ano passado, o Caprichoso iniciou um clima de ritual com a toada Waiá-Toré, que preparou a segunda aparição do pajé Erick Beltrão em uma belíssima coreografia com as tribos, seguida de uma evolução ao som de Senhor dos Mil Nomes, toada de 2002.

O Caprichoso se despediu da live ao som de toadas históricas, como Coração Azul e Branco e, talvez, a mais emblemática toada azul e branca: Ninguém Gosta Mais Desse Boi do Que Eu, de Carlos Paulain. Uma noite para ficar na memória. "Hoje todos estaríamos eufóricos com nosso boi, mas a pandemia não possibilitou que fizéssemos o festival agora em junho,. Mas conseguimos fazer um grande espetáculo, Orgulhoso de ser Caprichoso, de ter uma equipe maravilhosa e ter uma nação azul e branca capaz de mover montanhas para fazer o que fizemos aqui", afirmou o presidente Jender Lobato, em entrevista a TV A Crítica, em meio às lágrimas de emoção. "Em breve, num futuro muito próximo, vamos voltar aqui com essa arquibancada lotada de apaixonados". 

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Jornalista de A CRÍTICA

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