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LITERATURA

Histórias em quadrinhos serão lançadas nesta sexta-feira (26) na Banca do Largo

‘Sete Cores da Amazônia’, de Ademar Vieira, e ‘Três Por Quatro’, de Evaldo Vasconcelos são as obras em destaque do evento 25/09/2018 às 12:05 - Atualizado em 25/09/2018 às 12:07
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Fotos: Michael Dantas/ Divulgação
Tiago Melo Manaus (AM)

Em 2015, a Banca do Largo São Sebastião, no Centro de Manaus, sediou o lançamento da versão em quadrinhos do romance de Milton Hatoum, ‘Dois Irmãos’. O evento foi um sucesso e contou com a presença dos quadrinistas Fábio Moon e Gabriel Bá. Agora, três anos depois, o lugar volta a difundir a nona arte com o lançamento das obras ‘Sete Cores da Amazônia’, de Ademar Vieira, e ‘Três Por Quatro’, de Evaldo Vasconcelos.

O evento, que acontece nesta sexta-feira (28), a partir das 18h30, é fruto da parceria com Joaquim Melo, proprietário da Banca do Largo. “A partir da ideia do Ademar e do Evaldo de lançarem o quadrinho aqui, decidimos transformar isso em um evento anual. Essa, portanto, será a primeira edição. A partir do próximo ano, faremos algo mais programado, com a presença de quadrinistas de outros Estados”, afirmou Joaquim Melo.

Lançado recentemente na Bienal de Quadrinhos de Curitiba, que aconteceu entre 6 e 9 de setembro no "Museu Municipal de Arte (MuMA), a graphic novel ‘Sete Cores da Amazônia’ conta com roteiro e aquarela de Ademar Vieira e desenho de Tiê Santos. A obra, segundo seu criador, conta a história de uma menina que ao descobrir ser neta de uma indígena, conhece mais da cultura de seus antepassados. 

“Por conta da temática diferente, abordando os indígenas e a Amazônia, a aceitação em Curitiba foi maravilhosa, vendemos tudo e tivemos de reimprimir para o lançamento aqui. Além disso, o quadrinho traz um pouco da Manaus urbana e dos nossos mitos e lendas”, explicou Vieira.

O autor ressalta, ainda, que a HQ foi feita ao longo de cinco meses insanos, totalmente dedicados à produção da obra. O projeto inicial, de acordo com ele, era lançar ‘Sete Cores...’ no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de Belo Horizonte, que ocorreu em maio deste ano. Como a produção atrasou, o jeito foi correr para lançá-la na Bienal de Curitiba.

“Nos juntamos pra formar o estúdio Blackeye, com o objetivo de fazer quadrinhos de cunho social, mais politizado. Perdemos o FIQ, mas ficamos com desejo de expor fora de Manaus, em um evento grande. Quando soubemos da bienal de Curitiba, focamos os esforços na HQ e ela saiu como o planejado”, disse Ademar Vieira. 

Três Por Quatro

Lançada originalmente no FIQ deste ano, a revista editada por Evaldo Vasconcelos é uma coletânea de tirinhas dos chargistas amazonenses Gideon Nunes, Lourenço Paizão e Alberto Fermin. 

“São histórias curtas e cada uma aborda uma temática. O Alberto fala mais de comida e até ensina receitas, o Gideon puxa pro lado existencial e pessoal, enquanto o Lourenço aborda o humor”, adiantou Vasconcelos. 

Além dos dois lançamento, Vasconcelos conta que o evento no Largo contará com a presença de todos os artistas envolvidos nos projetos. “Eles estarão vendendo, autografando e debatendo seus materiais anteriores, como ‘Manaus Neogótica’, ‘Trovão’, ‘Ajuri’, ‘Jungle Comix’, ‘Keopac’, entre outros”, comentou.

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