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Após 11 anos sem títulos, Tufão empata com CDC e conquista Série B do Barezão

Torcida do São Raimundo invadiu o gramado para festejar conquista; duelo na Arena da Amazônia terminou sem gols 16/12/2017 às 21:24 - Atualizado em 16/12/2017 às 21:31
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Denir Simplício Manaus (AM)

"A vitória infelizmente não veio, mas a torcida merecia muito esse título ", festejava junto a torcida o meia Neto, ídolo do São Raimundo, após o empate que deu a taça de campeão amazonense da Série B ao Mundico. O duelo com o CDC Manicoré, na noite deste sábado (16), na Arena da Amazônia, terminou em 0 a 0, placar que tirou o Tufão da Colina de um jejum de 11 anos sem conquistas.

A partida em si não teve tantas emoções, mas antes mesmo de a bola rolar o clima no vestiário do Bacurau era tenso. O elenco do time do interior do Estado ameaçou não disputar a final caso a diretoria do clube não pagasse os salários dos atletas.

Resolvido o imbróglio, Tufão e Bacurau foram a campo e o que se viu foi muito empenho dos dois times. Invicto no torneio, o CDC precisava vencer para levar a taça, mas, no fim, o placar em branco deu ao São Raimundo o direito de fazer a festa na Arena.

Duelo entre irmãos

A decisão marcava o confronto entre dois irmãos.  Do lado do CDC, João Carlos Cavalo tentava levar o Bacurau ao título no Campo, já que em 2011 o clube levou o campeonato no “tapetão”. Pelo lado do São Raimundo, Sidney Bento, sofrendo a pressão da fanática torcida do Mundico, que não dava uma volta olímpica há mais de uma década.

O jogo

A primeira etapa foi equilibrada, com poucas chances de ambos os lados. Somente aos 20 minutos de jogo aconteceu a primeira grande oportunidade de gol, em um lance do São Raimundo. Toró fez grande jogada pela esquerda e rolou para trás. O atacante Charles chegou batendo e o volante René salvou em cima da linha.

Na sequência, o CDC deu o troco com o meia Werley que recebeu na entrada da área do Tufão e fuzilou para grande defesa de Jonathan.

Depois disso o árbitro venezuelano Freddy Gomes fez farta distribuição de cartões amarelos. Foram seis, sendo três para cada equipe.

O segundo tempo iniciou e as emoções foram escassas. Jogando com cautela, o Tufão segurou o jogo em “banho Maria” até o apito final.  Festa e invasão de campo da torcida colinense que pela primeira vez comemorou um título na Arena da Amazônia.

"O sentimento é de dever cumprido. Conseguimos o acesso na semana passada e hoje fomos agraciados com o título.  Agora é comemorar e planejar 2018 com calma junto da diretoria", concluiu o técnico Sidney Bento.

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