Maike Ibson, 13, conquistou ouro no estilo livre e greco-romano e se garantiu na seleção. Delegação amazonense levou 11 medalhas no Campeonato Brasileiro
(Foto: Divulgação)
No último fim de semana, 19 atletas representaram o Amazonas no Campeonato Brasileiro Sub-15, que aconteceu no ginásio do Centro de Iniciação ao Esporte, em Itabaiana, Sergipe. Ao todo, foram seis ouros, duas pratas e três bronzes e cinco vagas ocupadas na Seleção Brasileira que disputará o Pan-Americano da modalidade, que acontecerá no México. Destas vagas, duas foram conquistadas pelo mesmo atleta: Maike Ibson de Souza que levou medalha de ouro no estilo livre e greco-romana na categoria até 41kg.
Com 13 anos, Maike disputou pela primeira vez em dois estilos diferentes e conseguiu ouro tanto no livre quanto na luta greco-romana. De acordo com o pai do atleta, Antônio dos Santos, Maike luta wrestling há quatro anos e jiu-jitsu há sete, onde é faixa laranja. O jovem já mostrava que tinha vocação para luta, até que em um evento de wrestling na praia, viram que ele era promissor também no outro estilo de luta. Com isso, os professores Anderson Alves e Junior Benfica, do Projeto Jesus no Tatame, localizado no Jorge Teixeira, 3ª etapa, passaram algumas noções da greco-romana.
“Ele ele nunca treinou greco-romana. No final do ano retrasado teve uma competição de beach wrestling, que é na areia e ele não sabia nem pra onde ia. Chegou lá, fez duas lutas e conquistou o torneio. Como disseram que era parecido, que foca mais na queda, o Maike disse que garantia aí, nós inscrevemos ele. Consultei o professor Anderson e ele disse que potencial pra arrastar as duas categorias, aí eu confiei no que o professor me falou, né”, relembra o pai que esperava que o filho levasse pelo menos uma das categorias, mas o resultado foi melhor do que ele esperava.
“A gente foi assim...de enxerido, né? Porque eu pensei: são duas categorias, se não der uma dá na outra, ele vai levar de algum, de algum jeito. Aí o professor Anderson Alves deu só um básico pra ele aqui, ele foi lá e deu de goleada ainda”, comemorou Antônio.
Já Maike comemorou o feito e espera que a conquista seja um indicativo de um futuro melhor pra ele e a família. “É uma emoção muito grande ganhar esse campeonato. Eu comecei treinar faz meses assim, comecei a treinar, mas eu já tinha assim, tipo, uma base que eu ia fazer no campeonato. Treinando com muito esforço, com muita dedicação e muito foco eu consegui ganhar essa medalha. Eu me sinto muito feliz porque eu estou alcançando meus objetivos, que é ajudar meu pai, minha mãe e dar tipo uma casa melhor, uma vida melhor pra eles”, comentou.
Na noite de segunda-feira (12), o atleta foi recebido com festa pelos companheiros de equipe.
Muitas medalhas
Além de Maike, também conquistaram ouro: Amanda de Souza (36kg), Laysla Estephany (58kg), Stephany Evangelista (66kg) e Rubvan Messias (57kg), estilo greco-romana e bronze no estilo livre. Já Beatriz Bernardes (50kg), Roberta da Silva (58kg), Felipe Kaylon (52kg) 2° lugar e Ricard dos Santos (85kg) – greco-romana – ficaram com a medalha de prata. Juliana Miranda foi bronze.
De acordo com Anderson Alves, presidente da Federação Amazonense de Luta Livre Esportiva (Falle), o resultado conquistado foi excelente e dá esperanças de uma boa atuação no Pan.
“Tenho certeza que o resultado foi excelente. O Amazonas foi o estado que mais classificou, que mais botou atleta na seleção brasileira. Nesta competição, o nível dos atletas do Amazonas foi muito bom, tanto que mais de 90% conseguiu trazer o resultado. Infelizmente, nós tínhamos muitos atletas na mesma categoria e alguns foram terceiros, outros de segundo, mas acredito que a gente vai muito forte pro Pan-Americano representar o nosso estado, o nosso município, nossos clubes e o Brasil”, avaliou o professor que também falou da importância da base.
“A importância de qualquer esporte é a base. A base forte é melhor ainda pela questão da experiência. Quando o atleta chega nas categorias principais ele já tá testado com experiência e títulos de expressão”, finalizou.
Qual a diferença entre o estilo livre e greco-romano?
No estilo greco-romano, os atletas só podem utilizar tronco e braços para defender e atacar. Já no estilo livre masculino é permitido o uso das pernas.