Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2021
Campeão

Clipper bate JC nas penalidades e sagra-se campeão da Série B do Barezão

Depois de empatar em 0 a 0 no tempo normal, a Águia Dourada venceu por 4 a 3 nas cobranças de pênaltis



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22/11/2020 às 19:06

E foi na emoção, que o Clipper venceu o JC na noite deste domingo (22), na Arena da Amazônia, pela final do Barezão Série B. As duas equipes que não conseguiram tirar o zero do placar nos 90 minutos, só definiram o título nas penalidades máximas. O heroísmo ficou por conta do goleiro Guanair Jr, que pegou as cobranças de Helton e Ivan. O atacante Edinho Canutama acertou a última cobrança que deu números finais ao confronto.

Se for levado em consideração o título na era amadora, em 1956, esta é a segunda conquista do Clipper na Série B do estadual. A equipe que já foi vice-campeã amazonense em 1996 e 2002, voltará para a elite do Barezão após 14 anos.

Primeiro tempo

Começando mais ativo no ataque, o Clipper assustou a meta do JC logo aos 4 minutos. Robson recebeu na entrada da área e bateu forte, mas a bola acabou saindo para longe do gol. Logo em seguida, Canutama bateu com estilo, também em finalização de média distância e obrigou Rascifran a fazer grande defesa.

Precisando responder, o Tigre da Velha Serpa aos poucos foi parando a bola no meio-campo e achando espaços na defesa do Clipper. Aos 10, Werley fez grande assistência por cima, que encontrou Vinícius Cruz na boa para finalizar, mas o meia acaba chutando em cima de Guanair e desperdiçou a oportunidade.

Aos 13, Ronnison Kri-Kri pegou bola na entrada da grande área da Águia Dourada, passou a bola por baixo das pernas do defensor, que achou Rodrigo sozinho pelo lado direito, o atacante conseguiu tirar Guanair na finalização, mas a bola acabou beijando a trave esquerda. Com a partida bem aberta, as duas equipes criavam oportunidade e faziam os goleiros trabalharem. Aos 22, Canutama tentou outro petardo de fora, mas Rascifran defendeu em dois tempos.

A segunda parte do primeiro tempo perde em intensidade após a contusão de Antony, que precisou até ser levado pela ambulância da partida, após o atleta sofrer um choque que acabou lesionado seu braço. A melhor oportunidade após a lesão do lateral, foi aos 43, quando o zagueiro Paulo Pontes, do JC, cobrou falta com força e a bola passou ao lado direito da trave de Guanair.

Segundo tempo

Diferente de como acabou o primeiro tempo, os dois times voltaram com mais intensidade do intervalo. Aos 6, após cobrança de escanteio, Paulo Pontes subiu mais que a defesa e testou com perigo, mas a bola saiu pra fora do gol. Aos 12, Raílson puxou contra-ataque pelo meio, tocou para Kelve na direita, o atacante puxou pra sua canhota, bateu com força e a bola foi por cima do gol.

Mais presente no ataque, a Águia Dourada do Parque 10 quase chegou ao gol, quando Bigo arriscou de fora da área, mas Rascifran espalmou para escanteio. O Tigre da Velha Serpa respondeu apenas aos 23, Ronnison Kri-Kri chutou de fora da área e Guanair pulou firme para também mandar a bola para escanteio.

Assim como no primeiro tempo, a segunda parte da etapa final também perdeu força, e as equipes demonstravam cansaço em vários momentos. As melhores oportunidades para cada lado, foi quando aos 34, Bigo recebeu dentro da área, puxou para a perna direita, mas na hora de finalizar, mandou a bola por cima do gol. E para o JC, Matheus Iton arriscou da entrada da área, a bola ainda desviou na defesa e quase engana o goleiro Guanair antes de sair para fora.

Penalidades

O primeiro aí pra bola foi Matheus Iton para o JC. O lateral bateu com jeito, deslocando o goleiro Guanair. Em seguida, o artilheiro da Série B, Raílson foi para a cobrança. O camisa 10 também deslocou o goleiro, e não deu chances para Rascifran fazer a defesa.

Na segunda do Tigre, o lateral Josivaldo bateu no canto esquerdo, Guanair ainda acerta o canto, mas a bola vai parar no fundo das redes. A segunda da Águia fica nos pés de Bigo, o atacante chuta com força, mas a bola vai por cima do gol.

A terceira cobrança do JC é de Helton, o meia cobra a meia altura e Guanair faz a defesa com tranquilidade. Para o Clipper, o lateral esquerdo Alberto chutou no canto oposto de Rascifran e empatou as penalidades.

Na quarta cobrança, Ivan bate da a meia altura, assim como Helton, e Guanair atentou, fez novamente a defesa. Para a Águia, Terlison bateu no canto direito de Rascifran, que ainda acertou o lado, mas a bola morre nas redes.

Na última cobrança do Tigre, Ronnison Kri-Kri converte e passou a responsabilidade para Edinho Canutama, que com passos lentos, chutou no canto direito de Rascifran, que desta vez pulou atrasado e garantu o título do Clipper no Campeonato Amazonense Série B.

Ficha Técnica: JC FC 0 (3) X 0 (4) Clipper

Local: Arena da Amazônia

Data: 22 de outubro de 2020, sábado
Horário: 16h

Árbitro: Edmar Campos da Encarnação

Cartões amarelos: JC; Juninho e Canutama; Clipper; Rodrigo

JC FC: Rascifran; Josivaldo, Paulo Pontes, Júnior e Matheus Iton; Ivan, Werley, Vinícius Cruz (Gean) e Helton; Rodrigo (Caio John) e Ronnison Kri-Kri
Técnico: Paulo Morgado

Clipper: Guanair; Antony (Claudinei), Pastor, Cordeiro e Alberto; Robson, Juninho (Simi) e Raílson; Kelve (Terlison), Bigo e Canutama
Técnico: Darlan Carlos



Repórter de A Crítica

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