Publicidade
Esportes
FUTEBOL

Novo técnico do Nacional, Lecheva diz 'adorar desafio' de colocar time na série C

Novo comandante do Naça fala sobre as expectativas para o novo trabalho e promete um time forte para a disputa da série D do Campeonato Brasileiro 29/03/2018 às 19:17
Show zcr0529 01 p01
(Foto: Divulgação)
Camila Leonel Manaus (AM)

Anunciado como novo técnico do Nacional na noite da última terça (27), Lecheva deve se apresentar ao clube na manhã de sexta-feira (30) e comandar uma atividade antes do jogo-treino que fará com o Fast no sábado às 8h30, no CT do Clube. O principal desafio do técnico é comandar o Nacional na Série D do Campeonato Brasileiro e conseguir o tão sonhado acesso para a Série C. Lecheva está ciente disso.  

“O Amazonas, em si, precisa de uma representação num campeonato de elite. Teve bons momentos no futebol brasileiro, mas hoje está no ostracismo e eu vejo uma oportunidade grande de tentar ajudar”, disse o treinador em entrevista por telefone. 

O desafio do acesso, aliás, já é conhecido dele. Em 2012, no seu primeiro ano como técnico, Lecheva conseguiu conduzir o Paysandu à Série B do Brasileiro. O clube estava há sete anos na Série C, passava por uma fase difícil, mas conseguiu o acesso.

“Eu passei por algo parecido no Paysandu, em 2012 e deve ser essa sensação que o torcedor nacionalino tem hoje: ficar esperançoso com a grandeza do clube. Sei mais ou menos o que eu vou enfrentar, mas adoro esses desafios. Só peço ao torcedor que confiem no trabalho e nos apoie a todo tempo que nós vamos brigar para subir esse ano”, declarou.

O último trabalho do técnico foi o Castanhal, do Pará, mas ele também tem passagens por Paysandu, Tapajós e São Raimundo, de Santarém, clube que é um dos adversários do Naça na primeira fase da Série D. Fator que, para Lecheva, pode ter pesado na escolha do Nacional. “Eu acho que isso deva ter pesado para que a diretoria viesse atrás do meu nome, não só pelos meus trabalhos nos últimos anos, mas por conhecer a região. Trabalhei no São Raimundo ano passado, fizemos uma campanha e fomos eliminados por um erro administrativo. Esse ano, no estadual, acompanhamos os times e conhecemos bem isso, mas isso não é receita de sucesso. Temos que trabalhar e montar um time forte”, explica.

Para a montagem do time forte, o Nacional terá menos de um mês, já que estreia acontece no dia 20 ou 21 de abril (a data ainda não foi definida pela CBF) contra o São Raimundo de Roraima. 

“Um mês no futebol não é nada, mas também não é um tempo tão pequeno quando se tem conhecimento de algumas situações, de elenco. Os reforços que possam trazer são os que eu já conheço, que tenham trabalhado comigo. Isso minimiza as preocupações da equipe. Temos um planejamento, conversamos com a diretoria e comissão técnica, temos tempo razoável. Não é o ideal, mas é razoável para montar uma equipe forte e competitiva”.

Sobre os reforços, Lecheva diz que deve haver, mas que fará uma avaliação no jogo-treino contra o Fast para decidir quem fica, quem vai embora e que posições precisarão de reforço para a Série D. Quanto aos atletas do atual plantel, ele diz que conhece muitos dos jogadores e isso facilitará no trabalho. “Conheço um número razoável do elenco. Tem alguns jogadores paraenses e outros que atuaram no futebol paraense. Muitos trabalharam comigo como o Balu, Fininho Paulo, Wanzeler e Valderde”. 

Três Perguntas

Como foi feito o convite para assumir o Nacional?

Não sei te dizer a origem de tudo. Recebi uma ligação na segunda pela manhã de um ex-diretor do Paysandu, que é amigo do Presidente daí. Ele me informou que tinha conversado a meu respeito e à noite o Roberto (Peggy) me ligou. Iniciamos uma conversa e ontem (terça) acabamos acertando os detalhes.

Deve contratar novos reforços para o Nacional?  

Com certeza. O Nacional teve o cuidado de não antecipar nenhuma troca, nenhuma dispensa, até porque vai ser no jogo treino que posso avaliar o atletas e trabalhar em conjunto para saber a necessidade de posições e o número de reforços para montar um time forte até mais o que foi no estadual. 

Como foi a experiência com o acesso no Paysandu para a Série B do Brasileirão?

Paysandu vinha há sete anos na Série C, após ter disputado uma Libertadores. O time vinha batendo na trave e não subia. Depois de sete anos consegui, até no início da carreira após treinadores experientes tentarem o acesso para o Papão. O time passava por um momento ruim, mas conseguiu subir e a partir daí deslanchou a carreira.

Publicidade
Publicidade