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Amazonas terá R$ 400 milhões em investimentos no agronegócio em 2019

Com o PIB de R$ 92 milhões, o setor primário no Amazonas tem surpreendido com a ousadia e o investimento de produtores em citricultura, horticultura e granja, fornecidos para a capital 05/08/2018 às 14:36
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De Novo Remanso e Vila do Engenho, em Itacoatiara, estão plantações de doces abacaxi encontrados em Manaus (Foto: Antônio Lima)
Antônio Ximenes Manaus (AM)

O Amazonas busca através do agronegócio de floresta, onde 80% da área de uma propriedade rural tem que ser preservada ambientalmente, abastecer o mercado de Manaus. O abacaxi de Itacoatiara; a laranja de Rio Preto da Eva; os ovos de Manaus e da região metropolitana, se destacam nesta retomada do setor primário amazonense.

Em 2019, o Estado sairá de aproximadamente R$ 92 milhões de investimentos diretos no setor primário, para algo próximo a R$ 400 milhões em decorrência do aumento de repasses do seu orçamento na área de 0,69% para 3%.

Com aproximadamente dois milhões de habitantes a capital amazonense, se caracteriza por importar a maior parte dos seus alimentos. Para reverter este cenário, dezenas de ações de natureza técnico/científica estão sendo realizadas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Sistema de Produção Rural do Amazonas (Sepror), Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e pelos próprios produtores, notadamente, da região metropolitana.

Com 300 mil pés de abacaxis plantados na Vila do Engenho, em Itacoatiara, o agricultor Edinei Luiz Holanda Nobre mantém um padrão de vida excelente, com todo o conforto que uma família de produtores rurais pode dispor. Há 20 anos, ele adotou a cultura do abacaxi e, hoje, é um fornecedor para o mercado de Manaus de grande porte.

Com um caminhão, ele transporta seus produtos in natura até a Feira da Banana, no Centro, na beira do rio Negro, com cargas de até 5 mil frutas, que são vendidas semanalmente diretamente aos clientes, tanto no atacado como no varejo.

"Nós temos hoje a mais avançada tecnologia de plantio de abacaxis e somos autossuficientes no Amazonas. Agora, temos que fortalecer as nossas agroindústrias de poupas e conservas, para exportar para outros Estados o nosso abacaxi de forma processada”, comentou.

Em seus 120 hectares, Edinei Nobre tem condições de duplicar a produção, mas não o faz para evitar desperdício e prejuízo. Segundo ele, a saída para os produtores de abacaxis do Amazonas é a venda para o mercado nacional. Seu filho Emerson Nobre, que o acompanha em todas as atividades e transporta as cargas de abacaxis para Manaus, está pronto para ampliar o cultivo, desde que tenha condições de beneficiar a produção industrialmente. Nesta direção, o desafio que se apresenta ao governo estadual e à iniciativa privada é a de construir agroindústrias com capacidade de produção, para fornecer aos mercados nacional e internacional.

De abobrinha a pimentão vermelho ‘made in Amazonas’

Com faturamentos anuais acima de R$ 600 mil, sítios que empregam tecnologias de vanguarda na produção de pimentões coloridos, abobrinha italiana, mamão, pepino japonês, milho verde, como o Bella Vista, na rodovia Manoel Urbano, AM-070, em Iranduba. E o Lua do Lago, também na mesma rodovia, neste caso na produção de pimenta de cheiro, pimenta murupi, limão, mamão, cheiro verde, feijão de corda e pimentão tradicional, se transformaram em referências de escala no fornecimento semanal para as feiras e supermercados de Manaus.

“Nós investimos recursos próprios para desenvolver a tecnologia de produção de pimentões coloridos vermelhos e amarelo e, hoje, somos, provavelmente, os principais fornecedores no mercado mais exigente (premium) de Manaus”, salientou Edson da Silveira de Souza. Ele, junto com sua esposa Rosana Batista de Souza tocam o sitio com um perfil empreendedor moderno e sem desperdício em seus 26 hectares, dos quais oito com plantações.

Outro produto que se destaca no Bella Vista, é a abobrinha italiana, muito apreciada na gastronomia gourmet dos melhores restaurantes da cidade.

Aliás, são as produtoras, que com práticas de manejo bem executadas, estão surpreendendo no campo, como as irmãs Ana e Raquel Sena, proprietárias do sítio Lua do Lago. Elas, em seus 32 hectares trabalham de forma rotacionada no solo e diversificando o plantio dos seus produtos.

“Nós trabalhamos focadas no mercado de Manaus e temos várias culturas, para ter sempre o que entregar aos nossos clientes. Usamos pouco agroquímicos e focamos na qualidade, porque é isso que o nosso consumidor procura”, disse Ana.

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