Levantamento compara dados de julho de 2018 e 2019
(Foto: Arquivo/Ac)
Após o desmatamento na Amazônia ter registrado aumento de 88% em junho em relação a junho de 2018, números divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais em relação ao mês de julho são ainda mais alarmantes. Conforme o jornal Folha de São Paulo, o sistema Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter) identificou 278% de aumento no desmatamento em relação a julho de 2018.
Os dados do Deter que mostram o crescimento da destruição na Amazônia abriram uma crise entre o Inpe e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que culminou com a exoneração, na última sexta-feira (2), do diretor do instituto, Ricardo Galvão.
Bolsonaro chegou a falar que Galvão poderia estar a "serviço de alguma ONG". Galvão defendeu os dados de desmate do instituto e respondeu aos ataques pessoais de Bolsonaro."Ele [Bolsonaro] tem um comportamento como se estivesse em botequim", disse Galvão, no dia 20 de julho.
O governo Bolsonaro continuou a atacar os dados do Inpe. Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, e Marcos Pontes, ministro da Ciência e Tecnologia, se manifestaram contra informações do desmate produzidas pelo Inpe.
Na segunda, Bolsonaro afirmou que “maus brasileiros” divulgaram "números mentirosos" sobre o desmatamento na floresta Amazônica.
Pontes, também na segunda, anunciou um militar, Darcton Policarpo Damião, para a direção interina do Inpe.