Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
POLÍTICA AMBIENTAL

Em Manaus, Ricardo Salles cita investimentos em bioeconomia para a região

O ministro do Meio Ambiente criticou a incapacidade de transformar a riqueza da biodiversidade local em desenvolvimento sustentável. Ele visitou o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), na tarde de hoje (31)



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31/01/2020 às 17:18

Em visita ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, declarou que a visita a Manaus é para fortalecer a política de preservação da Amazônia, o zoneamento econômico ecológico, a regularização fundiária, o pagamento pelos serviços ambientais e a bioeconomia.

“O CBA renasce agora, sob o comando do Ministério da Economia, para realmente fazer avançar a bioeconomia. O Centro tem tudo para receber investimentos de empresas ligadas ao setor de cosméticos, farmacêutico, transformação de alimentos e uma série de pesquisas relacionadas a biodiversidade da Amazônia que, uma vez devidamente pesquisada e transformada em produto, irá gerar emprego e renda, a conservação da floresta, o desenvolvimento sustentável e a melhoria substancial da qualidade de vida das pessoas”, declarou o ministro em coletiva de imprensa na sede do CBA, localizado no Distrito Industrial na Zona Sul de Manaus.



Salles salientou que a Amazônia é a região do Brasil com a maior riqueza natural, contudo apresenta os piores índices de desenvolvimento humano. O ministro do meio ambiente atribuiu à incapacidade de transformar a riqueza da biodiversidade em desenvolvimento sustentável com a conservação e preservação da floresta.

É a primeira vez que o ministro do Meio Ambiente cumpre agenda Manaus. No CBA, Salles visitou três laboratórios (de maquinários, amostras e de transformação de resíduo vegetal em fibras) e conheceu a planta amazônica Curauá, da mesma família do abacaxi, cuja principal utilização é a aplicação de suas fibras pelo setor industrial, para substituição parcial da fibra de vidro pela fibra vegetal.

Críticas ao polo de duas rodas

Salles declarou, em entrevista ao site BR Político publicada no dia 29 deste mês, que os incentivos fiscais para o segmento de bicicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) não fazem sentido. Ele disse que a região deve investir em coisas que realmente precisam estar na Amazônia referindo-se à biotecnologia e bioeconomia. A fala provocou reações contrárias dos parlamentares do Amazonas.

“Em vez de continuar a dar subsídios a fundo perdido para o cara fabricar bicicleta na Amazônia, vamos fazer coisas que realmente precisam estar na Amazônia”, destacou Salles.

Questionado pela imprensa, o Ministro salientou que a geração de empregos no PIM é um dos instrumentos para combater a pobreza, evitar a degradação ambiental e a necessidade de complementar as ações com investimentos em biotecnologia.

“Manter os investimentos, toda a atividade que está sendo desenvolvida e avançar na agenda da bioeconomia que tem um potencial muito grande nacional e internacional”, disse.

As fabricantes de bicicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) geraram no ano passado, conforme números da Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas, Motonetas e similares (Abraciclo), aproximadamente 1,1 mil empregos diretos e mais de 3,5 mil indiretos.

Em 2019, 919.924 bicicletas foram produzidas. Esse resultado é 18,9% maior do que o volume registrado em 2018, que foi de 773.641 unidades. As empresas estimam a produção de 987 mil unidades neste ano, representando um crescimento de 7,3% frente ao volume de 2019.

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Repórter de A Crítica

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