FISCALIZAÇÃO

Ibama apreende madeira, armas e carne de caça na operação 'Banzeiro'

Barcos e material para pesca também foram apreendidos pelo órgão, que emitiu um total de R$ 400 mil em multas por conta dos crimes

ACRÍTICA.COM
02/04/2018 às 14:15.
Atualizado em 12/03/2022 às 21:20

Trinta e cinco Autos de Infração, totalizando mais de R$ 400,3 mil em multas. Foi o resultado da Operação Banzeiro realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com apoio Fundação Nacional do Índio (Funai) para combater infrações ambientais em Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) no Amazonas. As atividades tiveram início no dia 23 de fevereiro e foram concluídas nesta segunda-feira (02).

De acordo com o Ibama, foram apreendidos 13 embarcações, 65 redes de pesca, dois motores rabeta, 1.871 quilos de pescado, além de sete espingardas (calibres 16, 20 e 28), 50 cartuchos cheios e 14 cartuchos vazios (dos mesmos calibres), 12 espoletas, 200 gramas de chumbo, 25 gramas de pólvora, 21 animais mortos (entre macaco guariba, gato maracajá, veado, pacas, mutuns, jacamin, cararás, queixada e quelônios) e 10 animais vivos (entre quelônios, papagaios, curiós e macaco de cheiro).

Também foram apreendidos 40,195 metros cúbicos de madeira serrada (das espécies macaranduba, jacareúba e guaruba) e 246 metros cúbicos de madeira em tora (da espécie assacu), o que equivale a mais de 10 caminhões cheios de madeira, três plainas desengrosso e cinco serras canteadeiras. Além das apreensões, três serrarias clandestinas que funcionavam sem licença às margens dos rios Solimões e Purus, tiveram sua atividade embargada.

O pescado apreendido foi doado para comunidades indígenas e ribeirinhas, a carne de caça foi destruída, por questões sanitárias, além do que sua doação é proibida por lei. Dos animais capturados alguns já foram devolvidos ao seu habitat natural e outros ficarão sobre análise. A madeira apreendida foi depositada na Funai, que após o processo de doação concluído será utilizada na construção de um flutuante usado para ação social na TI Paumari. 

Os outros bens que foram utilizados para a prática dos ilícitos ambientais, como armas, munições e embarcações continuarão apreendidos e fora do alcance dos infratores.

A fiscalização, que utilizava a embarcação da Funai como Base operativa, navegou de Manacapuru, subindo o rio Solimões, continuando pelo rio Purus, até chegar em Boca do Acre. Atuando nos municípios de Anamã, Beruri, Tapauá, Canutama, Lábrea e Pauini. O objetivo da missão era fiscalizar as atividades ilegais de caça, pesca, captura de quelônios, exploração de madeira e desmatamentos em terras indígenas unidades de conservação, entre outras.

O Ibama iniciará a segunda fase dessa operação no próximo mês.

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