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Amazônia
FISCALIZAÇÃO

Ipaam apreende madeira ilegal extraída de reserva e aplica multa de R$ 1 milhão

Segundo o órgão, as toras apreendidas são de diversas espécies nobres de madeira e estão avaliadas em mais de R$ 76,9 mil 28/08/2018 às 11:45 - Atualizado em 28/08/2018 às 12:06
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acritica.com Manaus

Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar apreenderam 881,98 metros cúbicos de madeira em tora retirada sem autorização do órgão de controle ambiental da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, no município Novo Aripuanã (distante 227 quilômetros de Manaus), na calha do rio Madeira.

De acordo com o chefe da Gerência de Fiscalização do Ipaam (Gefa), Abner Brandão, o crime ambiental foi flagrado no fim de semana pela equipe de monitores da biodiversidade da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) que realizavam a abertura de trilhas em uma área conhecida como “Prainha” dentro da RDS do Juma, que corresponde a 589,6 mil hectares, ou seja, quase 600 mil campos de futebol.

Segundo Brandão, as toras apreendidas são de diversas espécies nobres de madeira e estão avaliadas em mais de R$ 76,9 mil. “Foram mais de 200 unidades em toras prontas para serem transportadas para serrarias e comercializadas ilegalmente. O Ipaam e o Batalhão Florestal deixou o material inutilizável no local para que não seja levado para ser vendido”, informou.

No local, o comerciante Sebastião Soares Neto, natural do Estado de Rondônia, assumiu o trabalho de exploração ilegal de madeira dentro da Unidade de Conservação (UC). Ele foi multado pelo Ipaam em mais de R$ 1 milhão, sendo R$ 264,5 mil pela retirada da madeira sem licenciamento ambiental e R$ 800 mil pela exploração em área de RDS, o que é proibido pela Lei de Crimes Ambientais.

Além da madeira, fiscais do Ipaam e do Batalhão Ambiental apreenderam uma arma calibre 38 com três munições intactas, dois projeteis deflagrados e R$ 100 em dinheiro em poder do comerciante Sebastião Soares. Ele estava no local do crime acompanhado com o casal Francisco Silva e Luzia Rodrigues, que também foi atuado pela exploração ilegal de madeira na RDS do Juma.

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