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Manaus Hoje
ESTUPRADA

Adolescente de 13 anos é estuprada e degolada em terreno baldio em Manaus

O autor do crime, identificado como Edvan da Silva, foi agredido até a morte por dezenas de moradores. Menina voltava para casa quando foi atacada 10/03/2018 às 10:31 - Atualizado em 10/03/2018 às 11:49
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Foto: Jander Robson
Joana Queiroz Manaus (AM)

Uma adolescente de 13 anos de idade, identificada como Juliana Lira Rodrigues, foi estuprada e degolada na madrugada deste sábado (10), em Manaus, em um terreno baldio localizado na rua Benedito Lira, bairro Novo Reino, Zona Leste da cidade. O autor do crime, identificado como Edvan da Silva, foi agredido até a morte por dezenas de moradores.

O crime aconteceu por volta das 5h30. De acordo com a família da vítima, ela saiu de casa por volta das 19h de ontem, sexta (9), para ir a uma festa com uma amiga no Campo do Bahia. Quando a garota retornava para a residência dela foi atacada por Edvan. A vítima foi levada para o terreno baldio, onde foi estuprada e assassinada.


Foto: Jander Robson

Depois do crime, o autor tentou fugir por cima de telhados das casas, mas acabou caindo no quarto de uma moradora, onde foi agarrado e linchado. Segundo policiais militares da 4ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), mais de 200 homens mataram Edvan. Ao todo, 12 viaturas estiveram no local para contornar a situação.

A moradora da casa onde Edvan caiu do telhado e foi morto é a dona da casa Marivone Pereira, de 43 anos. Ela contou à reportagem do Portal A Crítica que estava em casa dormindo com os netos e, por pouco, as crianças não presenciaram o assassinato do homem pela população.


Foto: Jander Robson

“Eu estava com meus netos dormindo. Quando foi de manhã eles queriam tomar café e eu os levei para a casa do avô. Eu os deixei lá e quando eu voltei ele (Edvan) já tinha varado o telhado e estava dentro no corredor. Quando ele viu a população entrando, ele foi entrando (na residência) e a população me levando junto. Eu fui direto para o quarto, onde fiquei preso com ele. A população pegou e começou a matar ele, e eu ouvindo, pedindo socorro”, disse.

Segundo Marivone, o homem foi morto a facadas, pauladas e agressões diversas. “A população foi matando ele e não tinha como eu sair do quarto. Eles estavam todos armados. Muita gente. Era faca, terçado, coisa para cavar terra, paulada. Fiquei tão desesperada que eu só queria gritar. Ele (o autor do crime) não gritou em nenhum momento. Morreu e ficou jogado dentro do meu quarto”, disse.

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