O delegado Fabiano Rosas classificou o crime como “triste”, pois o estelionatário trabalhava com os sonhos das vítimas
(Foto: Divulgação)
O corretor de imóveis Carlos da Silva Oliveira, 29, foi preso por policiais civis do 7º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na tarde desta quinta-feira (8), na Zona Sul de Manaus, por dar o golpe da “casa própria” em pelo menos cinco pessoas. Segundo o delegado Fabiano Rosas, titular do 7º DIP, Carlos deu um prejuízo aproximado de R$ 500 mil para as vítimas.
“Ele trabalha com construção de casas e nessas casas ele revendia para uma pessoa, vendia para outra e ficava revendendo. A pessoa descobria que a casa tinha sido vendida, tentava correr para recuperar o dinheiro dele (Carlos), no entanto, ele ficava enrolando e ganhava tempo para enganar mais essas vítimas”, disse Rosas, que ressaltou que tem vítimas que estão sem receber há mais de um ano o valor do golpe de estelionato.
O delegado Fabiano Rosas classificou o crime como “triste”, pois o estelionatário trabalhava com os sonhos das vítimas. “Tem gente que passa anos juntando dinheiro, naquele sonho, naquela expectativa e acaba sendo enganado dessa maneira”, destacou o titular do 7º DIP.
Prisão
Para um autônomo, de 28 anos, Carlos deu um prejuízo para ele de R$ 25 mil e venderia uma residência na comunidade Rio Piorini, na Zona Norte da capital amazonense, no entanto, quando estavam nesta quinta (8), em um cartório de imóveis, na Zona Sul, o corretor foi preso em flagrante pela Polícia Civil. Carlos foi autuado por estelionato e ficará a disposição da Justiça do Amazonas.
Mais vítimas
A vítima Basílio Oliveira, 27, ressaltou que estava buscando a casa própria quando caiu no golpe de Carlos Oliveira. “Eu e minha esposa estávamos procurando um imóvel para comprar ali por meados de dezembro de 2020, quando entramos em contato com um amigo nosso que é corretor e ele indicou esse cidadão, o Carlos. Foi apresentado uma casa, que fica próximo a avenida das Torres, gostamos do local e fechamos negócio, porém, ele me deu um prejuízo de R$ 70 mil”, contou Oliveira.
Outras vítimas, que estavam na delegacia destacaram que os golpes chegaram aos valores de R$ 160 mil, R$ 80 mil e R$ 40 mil.