Domingo, 23 de Janeiro de 2022
Manifestação

Após terem balsas incendiadas, garimpeiros fazem protesto em Novo Aripuanã

Durante o fim de semana, mais de 100 embarcações foram destruídas por agentes da Polícia Federal e do Ibama



WhatsApp_Image_2021-11-29_at_12.34.30_0B53457F-D143-4B98-B5DB-0305950D0FF1.jpeg Foto: Reprodução
29/11/2021 às 12:55

Um grupo de garimpeiros que tiveram as balsas incendiadas, na Operação Uiara, foram às ruas do município de Novo Aripuanã (distante 1,3 mil quilômetros de Manaus) para protestar contra as ações de repressão à exploração de minério ilegal na região do rio Madeira. Durante o fim de semana, mais de 100 embarcações foram destruídas por agentes da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

Com faixas erguidas, homens e mulheres e até crianças tinham nas mãos palavras de ordem como: “garimpeiro não é bandido. É trabalhador”; “Não são os garimpeiros que destroem o nosso país”. A passeata que reuniu centenas de pessoas, que percorreram as ruas no município a pé e em motocicletas.

Durante o percurso, eles contaram inclusive com estrutura de som e, segundo relatos, teriam o apoio da prefeitura e de figuras públicas do município. A Crítica tentou contato com o prefeito Jocione dos Santos (PSDB) por ligações e mensagem, mas ele não atendeu as solicitações da reportagem para apresentar a sua versão sobre os fatos.

A situação dos garimpeiros ilegais se complicou desde a semana passada, quando imagens de uma cidade flutuante foram divulgadas em mídias nacionais e internacionais. Apesar da exploração criminosa de ouro no Madeira ser comum, a quantidade de balsas assustou inclusive autoridades estaduais e federais. Seriam cerca de 300 embarcações enfileiradas próximo à comunidade Rosarinho, em Autazes, a 110 quilômetros da capital.

Um dia após a dispersão dos garimpeiros, a Operação Uiara foi deflagrada. Foram apreendidas porções de mercúrio e ouro. A quantidade precisa de material apreendido será ainda divulgada pela PF no decorrer dos trabalhos. Agora, os agentes sobem o rio destruindo as dragas de garimpo e estão próximos à Borba.

Em Autazes, a prefeitura organizou uma ação de acolhida às famílias que tiveram as balsas incendiadas. Segundo o prefeito Andreson Cavalcante (PSC), cerca de 70 pessoas que ficaram isoladas e sem ter para onde ir por isso, por enquanto, estão sendo recebidas em um abrigo municipal.

*Colaborou Ivína Garcia.



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