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Manaus
INTERROGATÓRIO

Acusado de matar advogado, Gustavo Sotero é ouvido em 3º dia de audiência

Crime ocorreu em novembro do ano passado no Porão do Alemão. Segundo o Ministério Público, objetivo é levar delegado para ser julgado em tribunal 18/07/2018 às 11:15 - Atualizado em 18/07/2018 às 11:21
Show sotero
(Foto: Junio Matos)
acritica.com Manaus (AM)

Acusado de matar o advogado Wilson Justo Filho no Porão do Alemão em novembro do ano passado, o delegado Gustavo Sotero é interrogado nesta quarta-feira (18) no terceiro dia de Audiência de Instrução.

Testemunhas de defesa do réu, que seriam três delegados e uma escrivã, estavam previstos para falarem hoje, porém eles não foram notificados pela Delegacia Geral para participarem das oitivas. A defesa de Sotero mudou a estratégia e ele será ouvido por primeiro. A imprensa não foi autorizada a acompanhar o depoimento do delegado.

De acordo com o promotor Armando Gurgel, o objetivo é levar o delegado para ser julgado em tribunal. O representante do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) falou ainda da importância de levar Sotero ao local do crime para reconstituir os acontecimentos do dia da morte de Wilson Justo.

“Vamos ouvir o delegado. Ele tem o direito de permanecer calado. Não sei qual será a estratégia de defesa. Não sabemos se ele vai falar sobre os fatos ou não. O Ministério Público entende que deve ser analisados uns pedidos relacionados a realização de exames e reproduções simuladas do fatos. Então, o Ministério Público vai se manifestar oportunamente. O MP acredita que é necessário a ida dele ao júri”, informou.

Gurgel ainda considerou que a versão de legítima defesa, apresentada pelos advogados de Sotero, não está explícita nos autos do processo. “Nada disso está provado nos autos. Não podemos admitir na sociedade o não estado de alerta. Isso é um estado de esquizofrenia. Não pode ter agentes públicos que estejam autorizados a utilizar armas em locais com aglomeração de gente”, afirmou.

O juiz da 2ª Vara, Celso de Paula, informou que caso a decisão seja para levar o réu ao tribunal, Sotero só deve ser julgado em 2019. “As alegações finais da defesa e acusação serão feitas por escrito. Depois disso haverá a decisão de pronúncia, para determinar se o réu vai ou não a júri. Como a pauta do tribunal está lotada para esse ano, provavelmente só acontecerá ano que vem”, disse.

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