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OPORTUNIDADE

Adaf promete concurso com salários de até R$ 6,5 mil para depois das eleições

Certame vai disponibilizar 208 vagas para profissionais dos níveis superior, médio e fundamental para Manaus e interior do Amazonas 12/07/2018 às 06:35
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Foto: Reprodução/Internet
Antônio Ximenes Manaus (AM)

O concurso da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) vai disponibilizar 208 vagas para profissionais dos níveis superior, médio e fundamental. Ele será realizado em novembro, após as eleições majoritárias. Os salários serão superiores a R$ 6.570,95 para médicos veterinários, engenheiros agrônomos e florestal, por exemplo. 

Servidores de nível médio, como técnico de fiscalização agropecuária e agente de fiscalização agropecuária ganharão R$ 3.942,57. No âmbito do ensino fundamental, auxiliares de fiscalização agropecuária terão salários de R$ 2.297,95 e motoristas fluviais ou de automóveis receberão R$ 2.202,20. 

Há outros cargos a serem preenchidos que serão divulgados. O edital ainda não foi publicado, mas todas as diretrizes do concurso estão prontas e aprovadas pelos órgãos competentes do governo estadual. Os valores das taxas de inscrições estão estimados em R$ 135 para candidatos de nível superior; R$ 80 para nível médio; e R$ 50 nível fundamental.

Os especialistas da área projetam que aproximadamente 31.200 pessoas se inscreverão, sendo nos níveis superior 1.200; médio 10.000; e fundamental 20.000. Chegou-se a esses números a partir das análises dos concursos públicos realizados em 2011 (Sepror) e 2014 (Susam).

A realização do concurso da Adaf vai equipar a Agência e prepará-la para manter o status do Amazonas como região livre de aftosa com vacinação, reconhecida internacionalmente, e também sem vacinação, a partir de junho de 2019 em 12 municípios (Boca do Acre; Pauini; Lábrea, Canutama; Tapauá; Humaitá; Guajará; Ipixuna; Envira; Eirunepé; Manicoré; e Apuí); bem como em 27 propriedades rurais da região Sul de Maués, fronteira com o Pará.

Quadros

Atualmente, a Adaf tem 240 funcionários, sendo 103 efetivos, 39 comissionados e 98 da Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (AADES), que a cada dois anos precisam ser renovados. Com o concurso, a Adaf encontrará seu ponto de equilíbrio para atender a todos os 62 municípios, sem que tenha que estar permanentemente mudando seus quadros, ação que tem representado elevados custos e perda de ativo intelectual.

Estrutura

A Adaf vem se fortalecendo institucionalmente ao longo de 2018. O seu plano de cargos e salários foi aprovado. Recentemente os funcionários passaram a ganhar o tiquete refeição no valor de R$ 300 e têm mantido uma estreita parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de quem já recebeu R$ 3,3 milhões em convênios. 

Ela conta também com 15 novas viaturas, 32 voadeiras de 60 hp e estão em curso seis reformas de escritórios em Apuí; Maués; Manicoré (distrito de Santo Antonio do Matupi); Boca do Acre; Autazes (distrito de Novo Céu); e Itacoatiara (distrito de Novo Remanso). Os escritórios de Urucará, Tefé, Guajará, Rio Preto da Eva e Tabatinga, também passarão por reformas.

Inscrições

A estimativa é de que sejam arrecadados R$ 1,8 milhão com o pagamento das inscrições (valor suficiente para cobrir os custos com a empresa realizadora do concurso público). As provas serão realizadas nos municípios de Manaus, Humaitá, Tefé e Parintins.

Barreiras sanitárias na Amazônia

O presidente da Adaf, Sérgio Muniz, disse que quatro novas barreiras sanitárias serão criadas no Estado do Amazonas para melhorar o serviço de fiscalização de campo. Elas estarão no rio Sucunduri, fronteira com o Pará; no rio Madeira em Novo Aripuanã; na rodovia BR-319, no município do Careiro Castanho; e na comunidade de Realidade, no município de Humaitá. Segundo ele, essas barreiras terão papel determinante para controlar a entrada de produtos agropecuários e florestais no Estado, garantido o atendimento dos critérios e condições estabelecidos em lei.

A implantação das novas barreiras é fundamental, tendo em vista também a ampliação da fronteira agrícola e da pecuária no Amazonas, que deverá elevar o seu rebanho bovino e de bubalinos de 1,3 milhão para algo próximo a 2 milhões de cabeças, nos próximos cinco anos.

Diante desse cenário, a Adaf busca se fortalecer por meio da ampliação do quadro de profissionais e da aquisição de equipamentos, para combater todo tipo de pragas e epidemias que possam ameaçar o desenvolvimento regional do Amazonas.

O concurso público que a Adaf está organizando é a principal arma na busca desses objetivos.

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