Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
TRANSPORTE PÚBLICO

Após 136 dias, relatório da intervenção no transporte coletivo é apresentado

O aumento das despesas operacionais com combustível, as fraudes nas gratuidades e o crescimento dos serviços de transporte por aplicativo foram identificados como principais problemas do sistema



show_show_onibus-manaus_5660843B-F18E-411C-8FA8-19E326C2747C.jpg Foto: Divulgação
06/12/2019 às 19:00

Após 136 dias em atividade, a comissão de intervenção financeira da Prefeitura de Manaus no transporte coletivo apresentou o primeiro relatório na tarde desta sexta-feira (5). O aumento das despesas físicas operacionais, que segundo a comissão chega a R$ 13 milhões mensais destinados ao combustível, o crescimento dos aplicativos de mobilidade urbana e ainda fraudes nas gratuidades foram apontados pela comissão interventora como os principais problemas do sistema.

A intervenção, que foi assinada no dia 22 de julho, analisou o sistema de transporte num período referente a novembro de 2018 em diante, segundo o interventor Francisco Bezerra.



"O que a Prefeitura tem feito é evitar que o sistema pare. Se fosse deixar como estava o sistema estaria parado", destacou Bezerra.

O secretário municipal de articulação política, Luís Alberto Carijó, disse que a população tem procurado mais o transporte por meio de aplicativos para viagens curtas, gerando impactos no transporte coletivo.

"São as viagens de curta distância que dão consistência ao sistema. Mas esses passageiros que fazem viagens curtas estão preferindo utilizar aplicativos de transporte, até mesmo pela questão da segurança. E isso ficará bem claro no relatório final", comentou.


Reunião nesta sexta-feira (6) marcou a apresentação do primeiro relatório da intervenção. Foto: Rebeca Beatriz

Já o controlador geral do município, Arnaldo Flores, explicou que os ônibus antigos consomem mais combustível, e isso justifica o aumento das despesas no sistema.

"A frota é muito antiga. Demanda mais consumo de combustível. A cidade cresce de forma horizontal. Um percurso para a Colônia dos Japoneses, por exemplo, dá mais de 100 km", disse.

Alternativas

O secretário Carijó sugeriu a criação de um fundo para a estabilidade do sistema, "para que a secretaria de assistência social pague pelo deficiente que usa gratuidade, para que a escola pague pelo estudante que usa o transporte".

Os dados foram apresentados em Audiência Pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde estiveram presentes o secretário Municipal de Articulação Política Luís Alberto Carijó, o interventor Francisco Bezerra, o controlador geral do município, Arnaldo Flores e vereadores da Comissão de Transportes da CMM.

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Repórter
Cientista Social, Escritora e Jornalista. Repórter de A Crítica, apaixonada pela arte de contar histórias.

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