Movimentação acontece em todo o País neste sábado. Mais de quatro mil pessoas compareceram ao Largo São Sebastião, estampando o '#EleNão' em camisas e cartazes
Manifestantes, em sua maioria mulheres, se reuniram na tarde deste sábado no largo São Sebastião, no Centro, no ato 'Mulheres contra o Fascismo' para repudiar o fascismo e a violência contra mulher que, na visão das manifestantes, está presente no discurso empregado pelo candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). A organização do evento apontava certa de quatro mil pessoas participando do ato, por volta das 18h15.
“Estar aqui hoje significa que você é contra práticas racistas, fascistas e machistas. O que viemos fazer é combater um discurso presente nas eleições desse ano. É uma forma de dizer a todo esse tipo de manifestação que num país democrático como Brasil isso não deve ser aceito”, disse a mobilizadora do Coletivo 8M, Marklize Santos.
Para o designer Alberto Torres, 57, participar do ato é lutar pela democracia. “Estamos resgatando a democracia que nos foi roubada. Estamos num país livre onde a expressão é livre. Negros, brancos, índios e não tem que perseguir ninguém. Estamos no terceiro milênio”, declarou.
Os manifestantes também utilizaram o grito de “Ele Não” e cantaram uma paródia com o seguinte o refrão “Vamos à luta para derrotar o ódio e pregar o amor”, lema do ato. O verso foi cantado no ritmo da música italiana Bella ciao, música do século 19 e que virou símbolo de luta contra o fascismo de Benito Mussolini no período da Segunda Guerra Mundial.
Nos cartazes, levavam frases como ‘Sou mulher e só voto e quem me respeita’, ‘Não à política da violência’, ‘Ele nem com nojo’, ‘Se fere minha existência, serei a resistência’. Havia, também, cartazes com a inscrição 'Mariele Vive!', em lembrança à vereadora carioca assassinada, em março deste ano, no Rio de Janeiro.
Durante todo o ato, organizadoras do evento ocuparam o carro de som para enfatizar orientações de segurança.
Representatividade
As mulheres hoje representam 52% do eleitorado brasileiro e, segundo analistas, devem ser decisivas para o resultado da eleição. Pesquisa CNI/Ibope mostrou que o índice de rejeição ao deputado do PSL chegou a 50% entre as mulheres.
O movimento, chamado de #EleNão, foi convocado pelas redes sociais, com a proposta de reunir mulheres “contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e seus eleitores”.
(Protesto tomou conta do Largo São Sebastião (Foto: Junio Matos))
(Cartazes contra Bolsonaro eram vistos com diversas pessoas (Foto: Junio Matos))
(Concentração foi grande durante o evento (Foto: Junio Matos))
( (Foto: Junio Matos))
( (Foto: Junio Matos))
( (Foto: Junio Matos))
( (Foto: Junio Matos))
( (Foto: Junio Matos))
( (Foto: Junio Matos))