Sábado, 27 de Novembro de 2021
PROTESTO

Caminhoneiros no Amazonas cobram melhorias na BR-174 e redução de impostos estaduais

Grupo está paralisado no acostamento da BR-174, sem bloquear a passagem de veículos na via; mulher que se identificou como empresária e caminhoneira chegou a discutir com policial rodoviário



prf_B2D2A847-9858-437E-8D71-2485134ED833.jpeg (Foto: Junio Matos)
09/09/2021 às 12:14

Caminhoneiros de cargas pesadas do Amazonas  deram continuidade a um protesto iniciado nacionalmente nesta quarta-feira e permanecem, desde então, em um ato de protesto na BR-174, que liga Manaus a Boa Vista (RR).

Ao contrário do que chegou a acontecer em 16 estados, os caminhoneiros em Manaus não bloqueiam a pista, permanecendo apenas no acostamento.  Os manifestantes cobram um encontro com o Governador Wilson Lima para discutir os termos do término do movimento no Amazonas, desde que as reivindicações da categoria sejam atendidas.   

Sempre observados por agentes da Polícia Rodoviária Federal( PRF), cerca de 20 caminhões estacionaram no acostamento de base da balança da rodovia para realizar o movimento pacífico e reivindicar a redução do ICMS do diesel,  diminuição do período e do valor do IPVA e melhorias das condições de trafegabilidade da pista da BR-174 - o que é uma responsabilidade da União, tendo em vista que a via é federal. “ Nós precisamos que o estado do Amazonas respeite o transportador. Nós vamos dar continuidade por tempo indeterminado. Nossa pauta é justa. Precisamos que o estado do Amazonas tire esse peso das costas dos transportadores. Temos propostas para baixar o ICMS do diesel,  que é um absurdo. O Amazonas é o estado que cobra 15 anos de IPVA. Os resto do país cobra 10 anos. Tem que se adequar com o restante da federação porque é o único estado que cobra 3% em cima da tabela FIPE do ICMS, quando os demais estados cobram 1%",  sustenta Edmilson Aguiar, que falava em nome do grupo.

Eles também citaram problemas sérios de trafegabilidade na BR-174, mas não fizeram qualquer cobrança direta ao Governo Federal, que é o responsável pela via. "Tem a questão da BR-174 que está nos prejudicando muito. Todo dia, praticamente, tem um acidente  ou um prejuízo como pneu espocado. Então estamos aqui pra isso”, completou Aguiar.

Já o caminhoneiro Mike William dos Santos disse que a via está abandonada entre os quilômetros 108 até a Ponte do Alalau,divisa entre os estados do Amazonas e Roraima.“Tá abandoando mesmo. Tem cratera que cabe um carro”, disse o caminhoneiro. Entre outros pontos de reclamação dos manifestantes, estava a corrente que limita a circulação de veículos pesados nas proximidades da reserva Waimiri-Atroari e o pagamento de uma taxa de circulação anual cobrada pela Prefeitura de Manaus. 

Discussão

Durante a manhã de paralisação, uma mulher que se identificou como Adriana Carvalho e se apresentou como empresária e caminhoneira, deu início uma confusão com o agente da Polícia Rodoviária Federal( PFR) alegando que  ele não estava deixando os caminhões pararem para aderir ao movimento. “Único lugar do Brasil é aqui no Amazonas em os PRF’s não estão deixando dar o bloqueio. Único Lugar no Brasil. Agora, o salário deles está lá,  o fim do mês, lindo e maravilhoso. E nós não. Nós estamos com uma estrada precária. Dois caminhões da empresa que trabalho tombaram na estrada, nesse mÊs. Eles multam nosso caminhão sem estar com excesso, porque eles não tem balança. Nós precisamos de ajuda”, disse a caminhoneira.




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