Domingo, 26 de Janeiro de 2020
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Caso Flávio: inquérito chegou ao Ministério Público sem todos os laudos

Entre os laudos ausentes, está o da reprodução simulada do crime feita na  casa 3269 da avenida Carlota Bonfim  do conjunto Passaredo e outras áreas comuns do condomínio.



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10/12/2019 às 18:19

O inquérito policial do homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues  chegou ao Ministério Público do Estado faltando laudos  de provas técnicas conseguidas durante o processo investigatório. Entre os laudos ausentes, está o da reprodução simulada do crime feita na  casa 3269 da avenida Carlota Bonfim  do conjunto Passaredo e outras áreas comuns do condomínio.

O processo já está sendo analisado pelo Ministério Público, que aponta a ausência dos laudos como um dos motivos para que ainda não tenha sido  oferecida denúncia contra os indiciados Mayc Vinícius Parede, Alejandro Valeiko e o sargento Elizeu Da Paz, todos indiciados pelo homicídio, Paola Valeiko, indiciada por fraude processual, e Vittório Del Gato, por omissão de socorro.



O inquérito chegou com aproximadamente 1500 páginas e com provas robustas contra os indiciados. O mesmo está sendo analisado. Os promotores que estão trabalhando no caso poderão pedir novas diligências em situações que acharem necessárias.

O delegado titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Seqüestros (DEHS) Paulo Martins, que presidiu as investigações juntamente com a delegada Marília Campelo não soube informar quais são os laudos ausentes. “Isso não depende de nós, mas da perícia”, disse o delegado.

O inquérito foi encaminhadono final do mês passado depois de mais de 60 dias de investigações, com coleta de depoimentos e de materiais como sangue, barro, fitas adesivas e outros que foram submetidas a perícia, além da reconstituição do crime.

O inquérito foi recebido pelo MPE no dia 26 de novembro e recebido pelo Promotor de Justiça Igor Starling Peixoto, responsável pelo Procedimento Investigatório Criminal (PIC).

O CRIME

O engenheiro Flávio Rodrigues foi morto após uma festa na casa de Alejandro Valeiko, que era um local que costumava ir. Isso conforme depoimento de um agente de portaria do condomínio Passaredo. O funcionário reconheceu “sem nenhum vacilo” o engenheiro como frequentador assíduo da residência.

Alejandro disse à polícia que estava na sala da casa com o grupo composto por Flávio; Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, José Edvandro Martins de Souza Júnior, e o cozinheiro Vittorio Del Gato. Mas ele afirmou que não sabia o nome de nenhum dos presentes.

Na ocasião, Alejandro contou que a casa foi invadida por dois indivíduos, que mais tarde ficou sabendo que eram o sargento da PM Elizeu da Paz de Souza e Mayc Vinícius Teixeira Parede. Mayc, inclusive, assumiu ser o autor do crime, mas isso não convenceu a polícia.

 

Repórter de A Crítica

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