Presidente da Casa evitou falar sobre a polêmica do anexo e apenas se pronunciou para fazer agradecimentos a gestão do prefeito David Almeida
(Foto: Reprodução)
Depois de duas semanas sem aparecer no prédio da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o presidente da Câmara, vereador David Reis (Avante), voltou a presidir a sessão plenária desta terça-feira (28), mas evitou dar explicações a respeito da construção do prédio anexo que custaria R$ 32 milhões aos cofres da Casa.
Reis ocupou a plenária da CMM e fez um breve discurso agradecendo a gestão do prefeito David Almeida e deu apartes para mais de seis vereadores, que se revezaram no elogio à gestão do atual gestor de Manaus.
Nos pouco mais de cinco minutos de discurso, David Reis não mencionou a licitação do prédio anexo que tem desgastado a sua presidência. Na última sexta-feira (24), a desembargadora negou um recurso da CMM e manteve a licitação do 'puxadinho' suspensa. A Justiça manteve decisões de primeiro grau e com isso, nenhum vereador tocou no assunto na sessão de hoje.
Ao analisar o pedido de Reis, Socorro Guedes sustentou que a alegada recuperação econômica pós-pandemia com a geração de empregos por meio de contratação de serviços, “pode ser alcançada com a realização de outras obras não menos necessárias”.
Durante as duas semanas em que o vereador evitou presidir as sessões no plenário, os trabalhos da Mesa Diretora foram tocados pelo 1° vice-presidente, vereador Wallace Oliveira (Pros).
Segundo apurou a coluna Sim & Não, do A CRÍTICA, com interlocutores próximos a David Reis, após recorrer contra decisões em primeiro grau que suspenderam o edital de licitação do anexo e perder na Justiça, Reis desistiu da obra.
Anunciada sem alarde por Reis, a construção do anexo encontrou opositores ferrenhos nos vereadores Amom Mandel (sem partido) e Rodrigo Guedes (PSC), que notaram a ausência do presidente no plenário ainda na semana passada, e cobraram dele uma resposta sobre a concorrência para o prédio anexo.
A suspensão da licitação ainda gerou embates entre Guedes e o vereador Lissandro Breval (Avante). Breval reclamou de uma postagem do Rodrigo sobre “cachorros famintos” em uma crítica velada aos parlamentares da Casa, que o atacam por ele ser um dos impetrantes de uma ação que barrou a continuidade da obra.
“Essa política do vale tudo, do toma lá da cá. De a qualquer custo ter seguido, de afetar o colega e o parlamento em benefício próprio. É muito feio, Rodrigo”, afirmou.
Breval chegou a dizer que a postagem de Guedes pode ser enquadrada no decoro parlamentar. “Não me senti ofendido. A premissa tem que ser de respeito”, emendou o vereador.
Rodrigo Guedes rebateu Lissandro e disse que ele sempre está preocupado em defender a classe política. Segundo Rodrigo, a postagem com o vídeo se referia a maioria dos políticos. “O desrespeito a mim é recorrente. Já fui chamado aqui de oportunista. Fala em respeito, mas não sabe respeitar”, retrucou.