Terça-feira, 16 de Julho de 2019
ALTERAÇÃO

Detentos abrem celas e ficam soltos em pavilhão do presídio do Puraquequara

Vice-governador do Estado, Bosco Saraiva, informou que os detentos pressionavam por visitas e já estavam sendo realocados em suas celas



upp.JPG Foto: Arquivo AC
22/12/2017 às 18:42

Detentos de um pavilhão da Unidade Prisional do Puraquequara conseguiram abrir as celas em que estavam confinados para pressionar a direção da unidade por visitas neste sábado (23). A informação foi confirmada pelo vice-governador do Estado, Bosco Saraiva. O ato dos detentos não é tratado como uma rebelião pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Segundo Bosco, a confusão começou porque os detentos queriam lavar o pátio para receberem visitantes neste sábado, antevéspera de Natal. O ato não foi autorizado pela direção da unidade, o que revoltou os detentos. De acordo com o vice-governador, os presos conseguiram abrir as celas de um dos pavilhões e se juntaram para forçar o atendimento à exigência.

Fontes da Polícia Militar confirmaram à reportagem que uma tropa estava sendo deslocada para o local. De acordo com o vice-governador, que também é secretário de Segurança Pública, os detentos já estavam sendo realocados dentro de suas celas ainda no início desta noite.  

O secretário da Seap, Cleitman Coelho,  que estava na unidade, descartou a possibilidade de rebelião e disse que equipes das forças de segurança  estavam no local para realizar revistas como parte da Operação Cerberus.

Posicionamento

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que não procede a informação de que a UPP está registrando uma movimentação de rebelião no início da noite desta sexta-feira (22). A UPP passou por uma ação de revista na manhã de hoje, procedimento que faz parte da “Operação Cerberus” da Seap com as Forças do Sistema de Segurança Pública do Amazonas.

Ainda de acordo com a pasta, no momento a unidade passa por um procedimento de transferência de presos com o intuito de evitar alterações e para garantir o controle da unidade. As ações da operação estão transcorrendo dentro da normalidade, sem alteração ou movimentação que prejudique a ordem da UPP.

In loco

Uma equipe da TV A CRÍTICA está no local e verificou a presença de apenas uma viatura da Ronda Ostensiva Cândido Mariano. Na unidade, o ato dos detentos é tratado como um motim. 

As autoridades estão em alerta com a situação do sistema prisional do Amazonas por conta de fortes rumores de uma nova rebelião nesta virada de ano. No primeiro de 2017, mais de 50 presos foram mortos durante massacre sangrento no Complexo Penitenciário Anísio Jobim.  Nesta sexta-feira chegaram a Manaus mais 40 homens da Força Nacional para reforçar as equipes que atuam nos presídios.

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