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Manaus
POLÍTICA

Em Manaus, vice de Bolsonaro diz que é preciso ter coragem para investir na BR-319

"Nós temos que investir na BR-319 com todos os problemas da questão ambiental e isso requer determinação e coragem do presidente da República. Bolsonaro tem de sobra”, disse o General Hamilton Mourão 14/09/2018 às 20:43
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General Hamilton Mourão durante evento em Manaus. Foto: Antonio Lima
Vitor Gavirati Manaus (AM)

“Ela não passa em Humaitá? Humaitá não é a terra do meu pai?”. Foi assim que o General Hamilton Mourão (PRTB) respondeu a pergunta feita sobre a BR-319 por um dos convidados que assistiram a palestra do vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República em Manaus, no fim da tarde desta sexta-feira (15).

A resposta “simples”, segundo o general, dava conta de responder se a candidatura de Bolsonaro teria coragem de resolver o problema na rodovia que permite ao Amazonas se ligar a outros estados por via terrestre. De acordo com os organizadores, o evento foi desenvolvido por amigos de Mourão e apoiadores da candidatura de Bolsonaro.

Depois da palestra, em entrevista a jornalistas, o General afirmou que a estrada é "vital" para o escoamento da produção local. “Nós temos que investir na BR-319. Existe o pensamento de que a hidrovia do Madeira resolve o problema. Mas não sabe que o Madeira é um rio sinuoso. O tempo que uma embarcação leva para singrar o Madeira e chegar ao porto é muito grande. A rota dela vai diminuir o tempo e as despesas. Nós temos que investir na BR-319 com todos os problemas da questão ambiental e isso requer determinação e coragem do presidente da República. Bolsonaro tem de sobra”, afirmou Mourão.

O General, que é filho de um amazonense, morou 5 anos no Amazonas, atuando no Exército: três deles em Manaus e dois em São Gabriel da Cachoeira, município distante 852 km da capital.

“Nós precisamos aqui de políticas de incentivo. Temos um carro-chefe no Amazonas que é a Zona Franca. Tem a questão das isenções e nós temos que estudar isso, porque não pode se retirar. Temos que colocar crédito maior para os empresários investirem; a questão da biotecnologia, da biodiversidade, que se chega a ter o contrabando de riquezas; várias áreas que o Governo Federal pode contribuir com o Estado do Amazonas”, comentou.

Mais demarcações de terras indígenas não são necessárias

O General Mourão, que se declarou como indígena no registro da candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também afirmou ser contra novas demarcações de terras indígenas no País. “Eu acho que as terras demarcadas foram bem feitas. Mais não”, declarou.

Mourão também comentou sua declaração à revista “Veja” de que o brasileiro herdou a indolência dos indígenas. “Isso nada mais é que uma tese sociológica: nós herdamos dos nossos ancestrais uma série de características. A indolência não significa preguiça. A indolência vem de que o índio não queria ser escravizado. Foi o que aconteceu no Brasil Colônia, teve que se cortar o medo do índio de ser escravizado. Uma tese sociológica que não é minha. Os grandes escreveram”, afirmou.

Palestra

Na palestra para cerca de 300 convidados, o general Mourao tocou em temas como virtualização do Governo; a reforma política, colocando um questionamento sobre o Parlamentarismo como uma alternativa ao Brasil; e um novo pacto federativo.

“O dinheiro tem que estar na mão dos municípios porque eles sabem as suas necessidades. Por que o Arthur Neto, prefeito de Manaus, precisa ir a Brasília pedir uma ambulância?”, questionou o candidato.

Neste sábado (16), o General Mourão vai participar de uma carreata na Zona Leste de Manaus. O evento começa às 9h, no Uai Shopping, bairro São José, e vai terminar no Shopping Sumaúma, no Cidade Nova.

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