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Manaus
Corrida Presidencial

'Eu sou negra, filha da classe trabalhadora', diz pré-candidata Vera Lúcia

Pré-candidata à Presidência da República pelo PSTU, em visita a Manaus, afirmou o seu compromisso com a classe trabalhadora 19/05/2018 às 14:15
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Pré-candidato ao governo, Sidney Viega, e a pré-candidata à Presidência da República, Vera Lúcia. Foto: Rebeca Almeida
Rebeca Almeida Manaus (AM)

Presidenciável do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), a sapateira Vera Lúcia afirmou que sua candidatura se pauta pela defesa da classe trabalhadora do País. Em sua passagem por Manaus, a pré-candidata apoiou o nome indicado pelo PSTU para disputar o governo do Amazonas, o servidor público Sidney Veiga Cabral.

A pré-candidata se apresenta com a denominação de “operária sapateira”, título que afirma ser determinante em sua carreira política. “Esse é o meu marco na história da luta da classe trabalhadora, porque eu venho daí, eu me tornei depois uma cientista social. E muito mais do que uma cientista social, eu sou uma costureira de sapatos, eu sou negra, sou filha da classe trabalhadora e sou trabalhadora”, afirmou. 

Nascida no sertão do Pernambuco, Vera Lúcia se tornou costureira de sapatos aos 19 anos de idade. Por meio do trabalho, conheceu o movimento sindical e o PSTU. Ela afirma que seu trabalho é ajudar a construir um partido que tenha como objetivo a libertação da exploração e opressão capitalista da classe trabalhadora. 

De acordo com Vera Lúcia, tanto sua atuação quanto a do PSTU não ocorre somente no período eleitoral. “O nosso partido é conhecido. Nós não temos um único parlamentar. Nós não temos ninguém governando este País, mas em todo canto que você vai as pessoas sabem que o PSTU existe, porque o PSTU não é um partido que se organiza para as eleições. Ele é um partido que se organiza para organizar a classe trabalhadora para que ela possa tomar nas suas próprias mãos as rédeas do seu destino. Então é um partido que atua antes, durante e depois das eleições”, disse Vera Lúcia, ressaltando que o PSTU aproveita a audiência eleitoral, mesmo que pequena, para apresentar de forma mais ampliada o seu programa partidário. 

Estratégia

“A tarefa que o partido colocou a mim e ao meu companheiro Hertz, que é candidato a vice, é de apresentar, da melhor forma possível, uma saída que atenda às necessidades mais sentidas pela nossa classe trabalhadora brasileira que é produtora da riqueza, mas que fica à margem dela, para isso, obviamente, nós vamos ter que nos enfrentar com a classe dos empresários, dos banqueiros, dos latifundiários”, enfatizou a pré-candidata, citando, Hertz Dias, professor e ativista do movimento hip hop.

Revolução

O professor afirmou que o chamado para a revolução é fundamental. “Por trás da gente tem um partido, tem um programa que é internacional, hoje o único partido internacional que existe é a Liga Internacional dos Trabalhadores (LIT), porque nós não acreditamos que é possível resolver o problema da classe trabalhadora apenas a partir de uma revolução no Brasil. Ela é fundamental, é um ponto de apoio, mas se essa revolução não se internacionaliza vai acontecer o que aconteceu na União Soviética”, afirmou.

Pré-candidato ao governo, Sidney Viega falou da campanha. “A nossa classe vai ser bombardeada por todo tipo de mentiras e propostas da burguesia e do reformismo. Diante disso temos a obrigação de apresentar uma alternativa operária, socialista e revolucionária”.

Candidata critica postura de adversário

Sobre outras pré-candidaturas para a eleição geral deste ano, a operária Vera Lúcia destacou negativamente o presidenciável  Jair Bolsonaro (PSL), que, segundo a pesquisa da CNT/MDA divulgada dia 14 de maio, lidera as intenções de voto no primeiro turno com 18,3% em um cenário sem a participação do ex-presidente Lula (PT).

“Estamos chamando uma rebelião nesse País, porque é inadmissível o grande ataque que nós sofremos e que nós precisamos resolver esse problema que não é de nenhum rico, não é de Temer, não é do Jucá, não é do Alckmin, não é desses milionários que estão aí. Nós estamos defendendo que todos os corruptos e corruptas vão para a cadeia. Não é o que está defendendo Jair Bolsonaro, que é a defesa do livre armamento. Se ele defende o livre armamento, nós defendemos a livre defesa. Agora o que ele defende é matar preto e pobre. Porque se fosse para matar quem rouba, precisaria começar pela classe dele, que são os maiores ladrões desse País”, enfatizou Vera Lúcia.

Além de questionar as atitudes de Bolsonaro, a pré-candidata conclui: “Esse tipo de gente não serve para governar o País”.

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