Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
SEM COMBUSTÍVEL

Falta de diesel paralisa parcialmente linhas de ônibus na capital

Sinetram afirma, em nota, que as empresas do sistema de transporte coletivo 'estão se esforçando para manter a operação da frota com a receita disponível'



show_99_EE15F7C4-8B47-482C-9140-BE281C02F3B4.jpg Foto: Winnetou Almeida
16/09/2019 às 11:35

Cerca de 83,5% da frota de ônibus está circulando nesta segunda-feira (16), em Manaus. A razão para a paralisação de 16,5% do efetivo é decorrente da falta de diesel para realização das viagens. A informação foi dada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), que afirmou que a decisão não partiu da entidade, mas sim das empresas de transporte coletivo da capital. 

Conforme diretor do sindicato, Elcio Mota, os ônibus que circulam em toda a cidade hoje é em número reduzido, similar à frota do final de semana.



O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou ter ciência da redução e informou, em comunicado, que as empresas do sistema de transporte coletivo “estão se esforçando para manter a operação da frota com a receita disponível”. 

E destacou ainda “que o assunto já foi repassado ao interventor devido à intervenção financeira que o Sistema de Transporte Coletivo está passando”. Ainda de acordo com o Sinetram, não há previsão para a normalidade na circulação dos ônibus.

Sem acordo

Quanto ao pagamento de férias e rescisão aos rodoviários, Elcio Mota afirmou que ainda está em atraso por parte da Prefeitura de Manaus, e afirma: “Nós vemos boa vontade, mas só isso não resolve nada. Até agora não recebemos as férias e a nossa rescisão está atrasada”, acrescentando que o sindicato tem discutido sobre a paralisação que a princípio estava marcada para a última semana.

Posicionamento

Em nota, a Prefeitura de Manaus destacou que a redução no número de ônibus do transporte público, nas primeiras horas de hoje, foi pontual em apenas algumas empresas e que as linhas operam em normalidade neste momento.

A Prefeitura informa, ainda, que controla somente os recursos provenientes da bilhetagem eletrônica, que representa 60% do total de recursos que o sistema arrecada diariamente. Os outros 40% representam o pagamento em espécie realizado pelos usuários que utilizam o transporte público. Esse dinheiro é administrado pelas próprias empresas que operam o sistema.

Vale destacar que, de acordo com a Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), semanalmente são transferido às empresas os recursos necessários para a compra do diesel que abastece a frota do Sistema de Transporte Coletivo, inclusive o desta semana foi devidamente realizado. Ainda sobre a intervenção, a Prefeitura reforça que o trabalho do grupo interventor segue dentro do prazo estabelecido no decreto que são 90 dias.

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Repórter de Cidades
Jornalista formada pela Uninorte. Apaixonada pela linguagem radiofônica, na qual teve suas primeiras experiências, foi no impresso que encarou o desafio da prática jornalística e o amor pela escrita.

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