SEM COMBUSTÍVEL

Falta de diesel paralisa parcialmente linhas de ônibus na capital

Sinetram afirma, em nota, que as empresas do sistema de transporte coletivo 'estão se esforçando para manter a operação da frota com a receita disponível'

Karol Rocha
16/09/2019 às 14:35.
Atualizado em 11/03/2022 às 00:39

(Foto: Winnetou Almeida)

Cerca de 83,5% da frota de ônibus está circulando nesta segunda-feira (16), em Manaus. A razão para a paralisação de 16,5% do efetivo é decorrente da falta de diesel para realização das viagens. A informação foi dada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), que afirmou que a decisão não partiu da entidade, mas sim das empresas de transporte coletivo da capital. 

Conforme diretor do sindicato, Elcio Mota, os ônibus que circulam em toda a cidade hoje é em número reduzido, similar à frota do final de semana.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) afirmou ter ciência da redução e informou, em comunicado, que as empresas do sistema de transporte coletivo “estão se esforçando para manter a operação da frota com a receita disponível”. 

E destacou ainda “que o assunto já foi repassado ao interventor devido à intervenção financeira que o Sistema de Transporte Coletivo está passando”. Ainda de acordo com o Sinetram, não há previsão para a normalidade na circulação dos ônibus.

Sem acordo

Quanto ao pagamento de férias e rescisão aos rodoviários, Elcio Mota afirmou que ainda está em atraso por parte da Prefeitura de Manaus, e afirma: “Nós vemos boa vontade, mas só isso não resolve nada. Até agora não recebemos as férias e a nossa rescisão está atrasada”, acrescentando que o sindicato tem discutido sobre a paralisação que a princípio estava marcada para a última semana.

Posicionamento

Em nota, a Prefeitura de Manaus destacou que a redução no número de ônibus do transporte público, nas primeiras horas de hoje, foi pontual em apenas algumas empresas e que as linhas operam em normalidade neste momento.

A Prefeitura informa, ainda, que controla somente os recursos provenientes da bilhetagem eletrônica, que representa 60% do total de recursos que o sistema arrecada diariamente. Os outros 40% representam o pagamento em espécie realizado pelos usuários que utilizam o transporte público. Esse dinheiro é administrado pelas próprias empresas que operam o sistema.

Vale destacar que, de acordo com a Secretaria Municipal de Finanças e Tecnologia da Informação (Semef), semanalmente são transferido às empresas os recursos necessários para a compra do diesel que abastece a frota do Sistema de Transporte Coletivo, inclusive o desta semana foi devidamente realizado. Ainda sobre a intervenção, a Prefeitura reforça que o trabalho do grupo interventor segue dentro do prazo estabelecido no decreto que são 90 dias.

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