SEM MANUTENÇÃO

Fossa transborda e causa transtornos a alunos de Escola Municipal em Manaus

Escola Municipal Poeta Mario de Miranda Quintana, na Zona Norte de Manaus, está com o piso alagado há duas semanas, segundo pais. Água característica de esgoto fica empoçada próximo à área de alimentação das crianças

Portal A Crítica
05/11/2019 às 20:52.
Atualizado em 10/03/2022 às 22:22

(Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

Há pelo menos duas semanas, os alunos da Escola Municipal Poeta Mario de Miranda Quintana, localizado na rua Santa Lúcia, bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus, convivem com o entupimento de uma fossa, que transborda e alaga o piso da instituição.

O problema é que a água característica de esgoto fica empoçada próximo à área de alimentação das crianças que, até então, continuam tendo aulas mesmo sem data para resolução do problema. A denúncia surgiu por parte da comunidade, pais e responsáveis dos alunos que acionaram a reportagem de A Crítica.  

“Há mais de duas semanas, convivemos com o entupimento que acredito que seja de uma fossa, e transborda para o piso. Essa água que volta é de esgoto, o odor é insuportável, está impregnado na escola, já comunicamos à diretora que afirma ter acionado a Divisão Distrital Zonal, mas até o momento nada foi feito”, disse uma denunciante que preferiu ter a identidade preservada.

“O entupimento é próximo ao tanque de armazenamento de água da escola e também próximo onde as crianças merendavam. A mesas de refeição foram tiradas de perto e está no meio do salão. Elas pisam na água quando vão ao banheiro, merendam ao lado da água e isso não faz bem, a única coisa que jogam para amenizar é água sanitária e desinfetante”, afirmou a fonte.

Mãe de uma criança de sete anos, a doméstica Eugiane dos Santos, 38, reforçou o problema e acrescentou que vários outros pais se reunirão a fim de levar o assunto ao conselho tutelar. “O que acontece é que a fossa fica próximo do banheiro, está tão cheia que esta transbordando, os banheiros estão entupidos e o cheiro estava terrível. A diretora mantém as aulas e isso pode prejudicar as crianças”, contou.

“As crianças reclamam do cheiro forte, tem um pai pediu para a gente reunir com o conselho tutelar. A diretora tem que liberar as crianças ate resolver o problema. São crianças pequenas, se passarem eles passem mau ninguém vai fazer nada, quem somos nós, pais”, acrescentou.  

O que diz a prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que uma equipe de engenharia já havia ido à unidade de ensino fazer uma vistoria e desde então foi agendado um serviço de esgotamento e limpeza de fossa para esta quarta-feira (6). Segundo a Semed, para o procedimento, não é preciso suspender as aulas, visto que o mesmo não compromete a segurança ou integridade dos estudantes.

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