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Manaus
PREOCUPAÇÃO

Gestão Amazonino deixou dívida de R$ 140 milhões em energia elétrica, diz Wilson

Declaração foi dada pelo governador com a apresentação do relatório da Comissão de Transição. "Não há nada de casa arrumada", disparou Wilson Lima ao citar déficit de R$ 1,5 bilhão 02/01/2019 às 12:18 - Atualizado em 02/01/2019 às 15:05
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Foto: Márcio Silva
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

O governador Wilson Lima (PSC) afirmou que o Estado do Amazonas está há um ano sem pagar a conta de energia elétrica com dívida no valor de R$ 140 milhões. A concessionária de água do Estado está devendo R$22 milhões aos cofres públicos. A declaração foi dada em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2) com a apresentação do relatório da comissão de transição do Governo, possui 811 páginas, com o raio-x das finanças do estado.

“Tivemos dificuldade de acesso aos números. Com números imprecisos e dados que não chegaram como esperávamos. O cenário é de preocupação e pode ser muito maior. Não há nada de casa arrumada”, disse Lima se referindo ao jargão do ex-governador Amazonino Mendes (PDT).

Lima anunciou que herdou do governo de Amazonino Mendes (PDT) um déficit orçamentário de mais de R$ 1,5 bilhão com dívidas no montante de R$ 850 milhões, sendo R$ 600 milhões da saúde.

O governador afirmou que fornecedores da saúde estão há seis meses sem receber, 45% é o desabastecimento da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema) e contratos foram feitos no improviso durante a gestão anterior.

Conforme Lima, a empresa EMBRASIL Segurança, prestadora de serviço nas unidades prisionais, também não recebe há quatro meses. Na área de educação, cerca de 700 professores são contratados.

Medidas

Entre as medidas anunciadas pelo chefe do executivo está a renegociação de contratos. O governador anunciou que, além dos contratos das prestadoras de serviço terceirizados, será feito uma auditoria na folha de pagamento do Estado da gestão anterior.

“Iremos rever os principais contratos e serão auditados pela Controladoria Geral do Estado. Aqueles que apresentarem inconsistências ou tiver algo suspeito serão encaminhados para os órgãos de controle para que eles possam fazer as reavaliações”, declarou.

Ele também informou que vai suspender todos os pagamentos do estado pelos próximos 15 dias, exceto os serviços essenciais. “A partir de agora estão suspensos todos os pagamentos do estado. Isso ficará pelos próximos 15 dias até o levantamento de todos os contratos”, disse o governador.

Caixa sem reservas

De acordo com o levantamento da comissão de transição, não haverá sobras dos recursos do Tesouro para quitar dívidas herdadas. Conforme o governador, o estado deve encerrar com valor entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões de recursos vinculados em caixa. Verbas com destinação certa, por exemplo, Fundeb, SUS, operações de crédito interna e externa, além de R$ 4 bilhões da previdência estadual.

Infraestrutura

A comissão de transição do Governo identificou obras iniciadas há mais de cinco anos e que pouco evoluíram, por exemplo, a implantação do Anel Viário Leste, interliga a Reserva Duque até a Bola da Suframa, cujo contrato é de 2013 e até o momento só 0,5% foi realizado.

De acordo com o governador, a urbanização do Igarapé da Cachoeira Grande, no bairro São Jorge, zona sul, só tem 22% da obra realizada, embora o contrato seja de 2011.

No Prosamim, o contrato da fase III do programa foi assinado com o BID em 2012 e, até o momento o Governo não investiu R$ 172 milhões referentes à contrapartida do Estado, o que compromete a continuidade do contrato vigente que encerra em março de 2020. “Embora só tenha praticamente o ano de 2019 para investir a contrapartida, o orçamento do Estado só consignou R$ 7,75 milhões para este ano”, disse.

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