Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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REIVINDICAÇÕES

Sinteam e Asprom divulgam programações para greve dos professores de amanhã (15)

A categoria reivindica aumento de 15% de reajuste salarial na campanha da data-base 2019, entre outras pautas


14/04/2019 às 15:19

Professores da rede estadual realizarão, na manhã desta segunda-feira (15), programações que marcarão o início da greve aprovada em assembleias realizadas na última semana. A categoria reivindica aumento de 15% de reajuste salarial na campanha da data-base 2019, entre outras pautas. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc), propôs aumento de 3,93%.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) realiza amanhã uma caminhada que terá concentração na Praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como Praça da Polícia, e finalizará na Praça da Matriz, no Centro de Manaus. Já o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom) também vai promover uma Assembleia Geral de greve às 9h. 

Após a caminhada promovida pelo Sinteam, os trabalhadores se reunirão nos comandos de greve situados nas diversas zonas da cidade, onde serão realizadas as chamadas aulas da cidadania. A atividade será permanente e visa esclarecer aos pais e alunos sobre os motivos da mobilização.

Segundo Ana Cristina Rodrigues, presidente do Sinteam, a iniciativa conta com o apoio de grêmios estudantis como a União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), que também participarão dos encaminhamentos. Os Comandos de Greve funcionarão na Praça do Congresso (Zona Centro-Sul), quadra da Grande Família (Zona Leste), Igreja de São Bento (Norte), proximidades da Escola Rui Araújo (Sul), chapéu de palha do Hiléia (Centro-Oeste). O CG da Zona Oeste não foi divulgado.

Além dos professores, a mobilização tem o apoio de profissionais que atuam nas escolas ou estão vinculados ao ensino público do Estado, como auxiliares de serviços gerais, merendeiras, vigias na capital e no interior, e aposentados.

De acordo com a assessoria da Sinteam, trabalhadores de 23 municípios paralisarão as atividades a partir desta segunda-feira. “A intenção é chamar a atenção da sociedade. Nossa categoria ficou 4 anos sem reajuste salarial, está há dois sem progressões horizontais (por tempo de serviço) e o auxílio localidade está congelado em R$ 30 há 30 anos. 3,93% é vergonhoso. Perdemos quase 10% do poder de compra ao longo desses quatro anos e vamos até o fim para retomar a autoestima da nossa categoria. Não são só professores. Não só profissionais com título”, ressalta Ana Cristina. “Esperamos a reabertura da mesa de negociações com a Seduc e que a greve não dure muito tempo”, acrescenta.

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Segundo a presidente, em média 30 mil trabalhadores, entre efetivos e contratados, atuam nas escolas da capital e do interior, sendo aproximadamente 24 mil em salas de aula. Ana prevê uma adesão total desse contingente ao movimento. “Estamos recebendo vídeos e mensagens de WhatsApp enviadas por pessoas que estão aderindo à greve”.

Já o diretor financeiro do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom), Lambert Melo, afirma que a entidade irá realizar uma Assembleia Geral Extraordinária, a ser realizada às 9h desta segunda-feira, que marcará o início das atividades. A deliberação ocorre na sede do Governo do Estado, na Avenida Brasil, na Zona Oeste da cidade. “Esperamos uma adesão de 70% da categoria. Após a instalação, vamos elaborar um calendário de atividades para manter os professores ativos na luta”, informa Melo.

Empecilho

Em coletiva de imprensa realizada na última terça-feira, o secretário de Educação do Estado, Luiz Castro, explicou que a cifra de 3,93% baseia-se em critério estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede o ajuste de valor acima da inflação referente ao período 2018/2019. “Há um empecilho legal que está além da competência do governo de atender integralmente a reivindicação de um aumento imediato de 15% do salário. Os professores merecem ganhar muito mais, contudo, por uma questão jurídica, não podemos ir além da proposta apresentada”, explicou Castro.

Em nota, o Governo do Estado afirmou que as propostas de pagamento das progressões horizontais (que garante mais de 2% de reajuste para 22 mil profissionais da educação) e das progressões verticais (por qualificação) são alternativas para viabilizar ganhos reais às categorias sem desobedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita a oferta de aumento percentual da data-base. 

“Desde que iniciou o diálogo com as categorias, por meio da Seduc, as pautas apresentadas têm sido analisadas e poderão ser atendidas em curto, médio e longo prazo, conforme acertado em quatro reuniões com o Sindicato do dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam)”, informou o Executivo.

Além das progressões, o governo estadual sinalizou positivamente para outras solicitações da categoria, como adequação da hora de trabalho pedagógico (HTP), vale-transporte para todos os profissionais sem desconto de 6% na folha salarial, auxílio-alimentação por turno e auxílio-localidade, melhoria no atendimento do plano de saúde Hapvida, plano de saúde para os professores do interior e melhoria das condições de segurança e estrutura nas escolas.

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