Cerca de 400 pessoas protestam contra a proposta do Governo Federal de municipalizar a saúde indígena. Prédio do Ministério da Saúde (MS) é ocupado desde a manhã
(Foto: Gabriel Veras)
Com cantos tradicionais e gritos de ordem, um grupo de aproximandamente 400 indígenas fechou o sentido Centro-bairro da avenida Djalma Batista, próximo ao Amazonas Shopping, na Zona Centro-Sul de Manaus, por cerca de cinco minutos no início da noite desta terça-feira (26). Eles protestavam contra a proposta do governo federal de municipalizar a saúde indígena.
Os manifestantes ocupam a sede do Ministério da Saúde em Manaus, que fica na avenida Djalma Batista, desde a manhã. O grupo prometia voltar a interromper o trânsito ainda hoje, no entanto, as lideranças voltaram atrás para evitar complicações legais.
Os protestos fazem parte da mobilização nacional contra a extinção da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e continuam amanhã (27) com uma caminhada até a Assembleia Legislativa (ALE-AM).
Segundo Ilair Pereira, 45, coordenador do Conselho Indígena Mura em Autazes, o movimento é pacífico e conta com a compreensão da população. “Nossa intenção não é atrapalhar. Nós só queremos que todos entendam que nossa causa é justa e importante. Nós nos sentimos excluídos pelo Governo Federal”, protestou.
Ato desta quarta-feira (27)
O fechamento da Sesai criticado pelos indígenas foi citado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em recentes declarações.
A previsão dos organizadores é que pelo menos 500 índios de participem do ato desta quarta-feira. O grupo deve fazer um ato simbólico no Núcleo Estadual e depois seguir, em caminhada, até a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na avenida Mário Ypiranga, no bairro Parque Dez.
Na Casa Legislativa, a intenção é chamar a atenção dos deputados para a gravidade do problema. Segundo eles, caso a Sesai seja fechada, o serviços do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) serão diretamente afetados.