Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
AMAZÔNIA

Inpa entrega documento à ALE-AM para melhorar desenvolvimento sustentável

Servidores, técnicos e pesquisadores entregaram propostas para a Comissão de Ciência e Tecnologia da Casa, nesta segunda-feira (16)



WhatsApp_Image_2019-09-16_at_15.56.48__1__F08CFA01-46B7-46D7-BBDF-7DBDB3E08D3B.jpeg Foto: Marcelo Araújo
16/09/2019 às 17:34

Servidores, técnicos e pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) entregaram o documento “Ciência para quê? Soluções do Inpa para o desenvolvimento sustentável da Amazônia” à Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), com propostas em todas as áreas do conhecimento.

“Exemplo cito a agricultura em que o Inpa tem trabalhando com espécies nativas da Amazônia e fez estudos que possibilitou a pupunha, com tecnologia para produção de palmito de pupunha e produção de frutos assim como Camu camu, material melhorado para fornecer aos produtores da região. Estudos com tecnologia para produção de palmito de pupunha e a produção de frutos assim como camu-camu com o material melhorado para fornecer aos produtores da região”, explicou a servidora e pesquisadora



O grupo participou da audiência pública “Amazônia não tem solução fora da ciência e  tecnologia”, realizada nesta segunda-feira (16) na ALE-AM, para alertar a sociedade do desmonte da ciência e tecnologia no Brasil e na Amazônia.

“O Inpa é uma referência mundial em biologia tropical do Mundo e por meio dos 10 cursos de pós-graduação forma mestres e doutores para atuar na Amazônia. O Inpa está se acabando pouco a pouco. O corte brutal nas bolsas de pesquisa pode acabar com os cursos de pós-graduação não só no Inpa, mas em todo o Brasil. Todos os pesquisadores do Brasil estão unidos nessa luta para que isso não ocorra“, disse a pesquisadora do Inpa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Sonia Alfaia.

Segundo Alfaia, o Inpa já teve 1,2 mil servidores e hoje dispõe de apenas 540, sendo a metade apto a se aposentar. “O que nós nunca vimos foi um governo tão anticiência. É a primeira vez que isso acontece no Brasil com um governo que nega os dados de desmatamento de uma instituição importante como o Inpe”, avalia.

De acordo com a pesquisadora, após a mobilização “Salve o Inpa”, no dia 4 de setembro (Dia Nacional de Luta em Defesa da Amazônia, da C&T e do Inpa), ocorreu retaliações a manifestantes com a transferência de servidores do instituto para outros órgãos federais.

“Um dos líderes do movimento, Jorge Lobato, foi transferido repentinamente para o INSS sem ser comunicado. Isso é uma perseguição que estamos vendo um dentro do Inpa e é uma pena, pois não deveria acontecer. Nem na época da ditadura militar vimos tal atitude de uma direção do Instituto”, declarou Alfaia.

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Repórter de A Crítica

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