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Instrutores do Cetam cobram pagamento de quatro meses de salários atrasados

Instrutores de Informática que prestam serviço para o centro reclamam das pendências e cobram pagamentos 14/12/2018 às 02:28
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Sefaz e Cetam informaram ontem que os pagamentos estão seguindo um cronograma, que já está sendo executado. Foto: Reprodução/Internet
Karol Rocha Manaus (AM)

Instrutores de Informática do Centro de Educação Tecnológica de Educação (Cetam) denunciam ao A Crítica a pendência no pagamento de salários desde agosto. Conforme comunicado enviado por um grupo de professores à redação, as promessas de pagamento surgiram no dia 5 de dezembro e, até o momento, não houve depósitos.

Um instrutor que preferiu não ser identificado disse que trabalha no centro de educação há seis anos e é a primeira vez que o atraso acontece. “Ainda não fomos pagos e desde agosto ficamos nessa espera. Ninguém nos dá uma posição concreta. Sou terceirizado, já paguei minha nota fiscal que é 5% em cima do nosso valor, eles estão me devendo duas turmas de 160 horas cada. Eu trabalho lá há seis anos, mas essa demora foi a primeira vez”, contou.

Em comunicado enviado, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) reiterou que os pagamentos pendentes de instrutores do Cetam já estão sendo regularizados. A programação de pagamento segue de acordo com um cronograma. “Todos os pagamentos solicitados já foram autorizados e começaram a ser liberados na ultima quarta-feira (5), quando foram efetuados pagamentos na ordem de R$ 1,358 milhão para instrutores e prestadores de serviços do Cetam”.

Conforme a nota, a Sefaz Amazonas informou ainda que o seu papel é disponibilizar o recurso solicitado, entretanto é responsabilidade do Cetam a aplicação e, consequentemente, a administração do pagamento.

O Centro de Educação Tecnológica do Amazonas por sua vez informou que solicitou pagamento a todos os colaboradores que prestaram serviço em 2018. “Mais de 95% dos contratos de instrutores referentes a 2018 já foram pagos e o restante está sendo pago, diariamente”, ressaltou.

O Cetam assegurou ainda “que não procede a informação que os instrutores ficarão sem pagamento por parte do Governo do Estado” e complementou informando que, ao longo de 2018, mais de 10 mil contratos com instrutores foram realizados.

“Pela primeira vez, em 15 anos, os instrutores tiveram valor da hora-aula reajustado entre 25% a 67%, sendo compromisso do Governo do Estado, efetuar o pagamento de todos que prestaram serviço à educação profissional pública no Amazonas”, ressaltou.

Em novembro, A Crítica mostrou que a denúncia de atrasos de três meses nos pagamentos de instrutores do centro que atuam municípios de Autazes e Nhamundá. À época, o Cetam reconheceu algumas pendências de pagamento, mas ressaltou que elas ocorreram por conta de dificuldades na entrega de documentos por parte de prestadores de serviço.

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