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Manaus
PRECAUÇÃO

Após vazamento de óleo, Ipaam recomenda evitar banho e consumo de água no rio Negro

Devido aos danos ambientais causados pelo derramamento de 1800 litros de diesel após o naufrágio de embarcação, há risco de contaminação 29/08/2018 às 17:35 - Atualizado em 30/08/2018 às 09:39
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(Foto: Ricardo Oliveira / Secom)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) orienta que a população não consuma ou tome banho nas águas no Rio Negro atingidas pelo vazamento de óleo diesel de um rebocador no terminal próximo ao Porto da Ceasa. Ao menos 1.800 litros de combustível foram derramados após o naufrágio da embarcação na madrugada de segunda-feira (27), porém o órgão acredita que o desastre possa ter sido maior. Um laudo pericial está sendo preparado e deverá ficar pronto na próxima quarta-feira (5). 

As informações são do presidente do Ipaam e secretário de Meio Ambiente, Marcelo Dutra. Segundo ele, equipes do Ipaam estão atuando diurnamente para mensurar os danos. Até o momento, o órgão não possui informações exatas sobre a quantidade de comunidades afetadas pelo vazamento de óleo ou número de pessoas. Segundo ele, o óleo derramado percorreu, até agora, um trajeto fluvial de dez quilômetros. 

Dutra informou que o óleo chegou a 20 metros da área da estação do Programa Águas para Manaus (Proama), no bairro Mauazinho, onde funciona a estação de captação e distribuição de água para várias zonas de Manaus. Lá, ele afirma que a preocupação tem sido maior por existir a comunidade Mauá, localizada a poucos metros da estação. 

Apesar do problema, Dutra afirma que até o momento a concessionária de água Manaus Ambiental não sinalizou qualquer indício de contaminação na área do Proama, mas não descarta a interrupção do serviço. "Não notamos grandes manchas de óleo nessas comunidades, mas sim um espelhamento, que já chega até praias e alguns igarapés. Por isso estamos orientando a população a não entrar em contato com essa água nos próximos dias", disse. 

Multa

O órgão informou ainda que não há como estimar a multa contra a empresa responsável pelo rebocador, o grupo Chibatão. Ele afirma que no laudo vai constar informações do dano causado nas comunidades e ao meio ambiente, e só a partir dele será possível aplicar um valor.

O presidente do Ipaam disse ainda que a empresa J. F. de Oliveira, que pertence ao grupo Chibatão, informou que o rebocador carregava 1.800 litros de óleo, mas ele acredita que a carga possa ter sido maior. Apenas o laudo pericial poderá comprovar os valores. A Petrobras foi acionada pelo Ipaam para custear o deslocamento de servidores do órgão até os locais.

"Esse laudo vai dizer qual o tipo de produto, a quantidade, as reações dele no Rio Negro, na areia, na vegetação, nos peixes e comunidades. Vai dar a dimensão da mancha, a precipitação, a volatibilidade do produto e muitos detalhes técnicos que vão apontar o tamanho da multa e os atos que a empresa precisa tomar para operar novamente", informou.

Dutra ainda afirmou que o Ipaam vai tomar medidas para evitar possíveis novos casos. "As empresas precisam passar por inspeções permanentemente e vamos intensificar vistorias mais duras em toda a orla do Rio Negro", declarou.

Pessoas que têm atividades comerciais ligadas à pesca, por exemplo, podem procurar o Ipaam para buscar informações de como proceder diante dos prejuízos causados pelo desastre ambiental.

O Ipaam informou que vai solicitar apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) para identificar as famílias nessas regiões com risco de contaminação.

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